A batalha contra o fentanil (ou como vender fumaça com números redondos)
Ah, a magia dos números. Claudia Sheinbaum, numa demonstração de precisão matemática digna de um mágico tirando coelhos da cartola, anunciou que o fluxo de fentanil para os Estados Unidos diminuiu 40%. Como você mediu isso? Com a mesma precisão com que uma criança adivinha quantos doces tem um pote. “Estamos aguardando os dados dos EUA”, disse ele, como quem espera que seu vizinho confirme se seu bolo está delicioso. Claro, ele esclareceu que eles não estão fazendo isso para dar festas para Donald Trump, mas para o bem da juventude… porque, é claro, no México os políticos sempre pensam primeiro nos jovens (especialmente em épocas eleitorais).
Diplomacia com sabor de novela
O presidente, num discurso que mistura o tom de um advogado de defesa com o de um protagonista de um drama patriótico, garantiu que existe uma “comunicação permanente” com os EUA. Ou seja, conversam ao telefone, mas com a intensidade de dois ex-namorados que juram se dar bem. “Sempre amigável, mas com princípios claros”, acrescentou, como se estivesse descrevendo um encontro estranho no Tinder. Claro, ele deixou claro que o México não é o quintal de ninguém (embora às vezes pareça a lavanderia).
E há também a questão das tropas dos EUA. Sheinbaum os rejeitou com a veemência de quem não quer que as pessoas coloquem as mãos na bolsa… mesmo que a bolsa tenha buracos. “O México é soberano”, declarou, enquanto o país continua a exportar drogas, migrantes e memes para o seu vizinho do norte. Claro, ele reconheceu que a colaboração existe, mas “todos do seu lado do muro”, como num jogo de amarelinha geopolítica.
E a estratégia? Segundo Sheinbaum, ela é tão eficaz que em breve os cartéis vão pedir bolsas para estudar arte dramática. Entre convulsões e discursos, o governo promete pacificar o país, embora por enquanto a única coisa que diminui são as percentagens… em PowerPoint.
Reflexão final? Se o fentanil caiu 40%, talvez os cartéis estejam à venda. Ou talvez alguém tenha esquecido de carregar a calculadora. Enquanto isso, o México continua a ser o cenário desta tragicomédia onde todos atuam, mas ninguém conhece o roteiro.
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