Mikel Merino dá passagem à Espanha para as semifinais da Copa do Mundo

Mikel Merino marcou o gol da vitória contra a Bélgica e a Espanha retorna às semifinais após 16 anos.

Mikel Merino foi mais uma vez o herói da Espanha. O jogador do Arsenal entrou aos 86 minutos e, dois minutos depois, aproveitou um rebote do goleiro Senne Lammens para marcar a vitória final por 2 a 1 sobre a Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo.

“Ainda não acredito. Fiz isso uma vez… pensei que não ia jogar por muito tempo e acontece de novo”, disse Merino, que já havia marcado o gol da vitória contra Portugal nas oitavas de final.

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Um duelo de alta tensão

A Espanha abriu o placar aos 30 minutos: Lamine Yamal e Pedro Porro combinaram pela direita, Dani Olmo chutou, Thibaut Courtois desviou e Fabián Ruiz aproveitou o rebote para marcar seu primeiro gol no torneio.

A Bélgica respondeu aos 41 minutos. Charles De Ketelaere impôs-se fisicamente a Pau Cubarsí e cabeceou após cruzamento de Timothy Castagne. Esse gol quebrou a sequência de 650 minutos sem gols do goleiro Unai Simón, um recorde da Copa do Mundo.

Courtois lesionou-se aos 71 minutos e o seu substituto Lammens não conseguiu evitar a derrota. Mikel Merino, novamente do banco, decidiu o jogo.

Rumo às semifinais contra a França

A Espanha enfrentará a França na próxima terça-feira, em Dallas. É a primeira vez que La Roja chega às semifinais desde a vitória na Copa do Mundo de 2010 na África do Sul.

“Um jogo um contra um com a França. Nas semifinais não se podia esperar outra coisa”, disse Merino.

O treinador Luis de la Fuente explicou a surpreendente ausência de Pedri no onze: “Precisávamos da frescura de Fabián e então Pedri poderia beneficiar”.

A Bélgica tentou empatar nos acréscimos com Romelu Lukaku, mas Aymeric Laporte desviou após um chute de bicicleta. “Sabíamos como prejudicá-los”, disse o defesa belga Brandon Mechele. “Estamos orgulhosos do torneio que realizamos.”

A Espanha continua invicta desde março de 2023. Agora, a França será o teste mais difícil.

Haaland, a obsessão da Inglaterra na Copa do Mundo

A Noruega e a Inglaterra são medidas em quartos; O desafio inglês é deter Haaland.

O plano da Inglaterra para as quartas de final da Copa do Mundo é claro: impedir Erling Haaland. O atacante norueguês tem sete gols no torneio, superado apenas por Mbappé e Messi. No sábado, no Hard Rock Stadium, em Miami, enfrenta um time inglês que sabe que a tarefa é titânica.

“Alguém já impediu Erling Haaland?” perguntou o meio-campista Morgan Rogers. “Não tenho certeza, mas vamos tentar.”

Nem mesmo seu companheiro de equipe no Manchester City, Nico O’Reilly, tem uma fórmula mágica. Sua proposta é simples: evitar que ele receba a bola em áreas perigosas. “Ele é perigoso na área, uma verdadeira ameaça. Primeiro eles têm que dar a bola para ele lá”, explicou.

Dois atacantes de elite

A conversa não pode ignorar Harry Kane. O inglês tem seis gols no torneio. Seu treinador, Thomas Tuchel, o descreveu como “na melhor forma de sua vida”. O duelo Haaland-Kane será um capítulo à parte: ambos são as principais armas ofensivas dos seus times.

O seleccionador norueguês, Ståle Solbakken, reconheceu a magnitude do jogo: “Kane é o trunfo da Inglaterra; Haaland é o nosso.” A partida define passagem para as semifinais contra Argentina ou Suíça.

Haaland, nascido na Inglaterra quando seu pai jogava pelo Leeds, sente o peso emocional. “É muito especial porque jogo na Inglaterra, nasci lá e vou enfrentar companheiros do City”, disse. Nove noruegueses jogam em clubes ingleses, por isso a familiaridade será elevada.

Os gols de Haaland no torneio aconteceram aos poucos: dois em 14 minutos contra o Iraque, dois em 10 contra o Senegal, dois em 11 contra o Brasil. A sua capacidade de finalizar em momentos-chave é o que mais preocupa a Inglaterra.

“Tudo está em jogo”, resumiu O’Reilly. No sábado saber-se-á se o plano inglês funciona.

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Argentina busca vaga nas semifinais contra uma sólida Suíça

A Argentina avança para as quartas de final depois de voltar contra o Egito. A Suíça será o próximo rival.

A seleção argentina respira aliviada depois de uma reviravolta agonizante contra o Egito (3-2) nas oitavas de final. A equipe de Lionel Scaloni superou uma desvantagem de 2-0 em 13 minutos, mas as dúvidas defensivas persistem.

Os números que preocupam

“Eles marcaram quatro gols contra nós nos últimos dois jogos. Isso nos incomoda”, admitiu o zagueiro Cristian “Cuti” Romero. A Argentina não consegue manter o nível mostrado no Catar 2022. A solidez defensiva, fundamental para a conquista do título, foi prejudicada.

O próximo obstáculo é a Suíça, seleção que nunca chegou às semifinais da Copa do Mundo. O duelo será no sábado, no Arrowhead Stadium, em Kansas City. O capitão suíço Granit Xhaka declarou: “Sabemos que a Argentina tem virtudes, mas nós também. Amanhã falaremos disso em campo”.

Messi e as dúvidas das manchetes

Lionel Messi perdeu dois pênaltis nesta Copa do Mundo, acumulando quatro derrotas em sua carreira na Copa do Mundo. Será o próprio 10 quem decidirá se continuará chutando. A Argentina conta com outros artistas: Lautaro Martínez, Gonzalo Montiel e Leandro Paredes.

Scaloni ainda define a lateral direita entre Nahuel Molina e Montiel, e o centroavante entre Julián Álvarez e Lautaro. Contra o Egito, Montiel melhorou o ataque pela direita e ajudou Messi a fazer o 2 a 2. Lautaro entrou na complementação e marcou o gol da vitória.

A Suíça sofreu apenas três gols em cinco jogos. A defesa, liderada por Manuel Akanji e Gregor Kobel, será o principal desafio. Argentina não relata feridos; A Suíça não poderá contar com Johan Mazambi devido a problemas nos joelhos.

O vencedor enfrentará o vencedor Noruega-Inglaterra nas semifinais na quarta-feira, em Atlanta. A Albiceleste busca ser a primeira bicampeã desde 1962.

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Panamá avalia continuidade de Thomas Christiansen após sua segunda Copa do Mundo

Fepafut analisa renovar o treinador dinamarquês-espanhol, apesar da eliminação sem pontos nem golos.

A Federação Panamenha de Futebol (Fepafut) iniciou avaliações sobre o futuro do técnico Thomas Christiansen. O contrato do técnico dinamarquês-espanhol terminou no dia 30 de junho, logo após a participação do Panamá na sua segunda Copa do Mundo consecutiva, onde não conseguiu marcar gols nem somar pontos.

Manuel Arias, presidente da Fepafut, declarou em conferência de imprensa que está em curso um processo que inclui tanto a renovação de Christiansen como a procura de um novo estratega. “Todos os esforços são feitos para que isso aconteça”, disse, referindo-se à continuidade do treinador de 53 anos.

Jaime Penedo, antigo guarda-redes e diretor desportivo da federação, apoiou a gestão do treinador: “Estamos satisfeitos com os resultados”. Christiansen, que detém o recorde de 92 jogos no comando do Panamá, assumiu em 2020. No primeiro ciclo não se classificou para o Catar 2022, mas no segundo conseguiu a passagem para a Copa do Mundo de 2026.

Resultados e análises

Na Copa do Mundo, o Panamá perdeu para Gana (1 a 0), Croácia (1 a 0) e Inglaterra (2 a 0). Embora tenha sido eliminada novamente na primeira fase, a seleção mostrou maior solidez do que na Rússia 2018, quando foi derrotada pela Bélgica (3-0) e pela Inglaterra (6-1), e perdeu para a Tunísia por 2-1.

“Estou orgulhoso da forma como competimos nesta Copa do Mundo”, disse Christiansen. No entanto, analistas e fãs questionaram sua decisão. As críticas incluem a ausência de um jovem atacante do Botafogo e a inclusão de jogadores com lesões anteriores, como o meio-campista Adalberto Carrasquilla, que não jogou minutos no torneio.

A decisão final sobre o treinador deverá ser ratificada pelos novos dirigentes que serão eleitos no final do ano, segundo Arias.

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