Sheinbaum negocia tarifas com os EUA enquanto se vangloria de redução do fentanil

O presidente mexicano mantém o otimismo em meio às tensões comerciais, enquanto os números oficiais revelam progressos noutra frente.

A presidente que realiza multitarefas como ninguém (ou assim ela pensa)

Ah, a Claudia Sheinbaum, aquela figura política que parece acreditar que usar o título de presidente a transforma em uma malabarista de circo capaz de equilibrar crises diplomáticas, tráfico de drogas e encontros com congressistas norte-americanos sem abrir mão de um sorriso. Esta segunda-feira, na sua já tradicional conferência matinal (mais alguém sente falta dos pequenos-almoços tranquilos?), a presidente insistiu que haverá um “bom resultado” face às tarifas de 30% que Donald Trump, esse personagem que nunca deixa de ser manchete, imporá ao México no dia 1 de agosto. Porque todos sabemos que quando um político diz “bom resultado”, isso nunca significa “desastre iminente”.

A arte da negociação (ou como sorrir enquanto é tributado)

Sheinbaum, com aquela serenidade que só consegue quem ainda não viu o projeto de lei, destacou seu “encontro cordial” (leia-se: “ninguém jogou fora o café”) com o embaixador americano Ronald Johnson e alguns congressistas. Claro, ele esclareceu que estes últimos não têm poder de decisão nas negociações, mas o que isso importa: na política, às vezes bastam fotografias para arquivo e algumas frases diplomáticas. Entre os temas discutidos, ele mencionou uma lei sobre moedas digitais aprovada no Congresso dos EUA. Eles vão analisar isso? Claro! Ou pelo menos foi o que disse o Secretário do Tesouro antes de desaparecer num mar de detalhes técnicos.

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Quando questionado se via um cenário favorável para interromper as tarifas, Sheinbaum respondeu com a frase favorita de todo governante em apuros: “ainda estamos em negociações.” Tradução: “Não temos ideia, mas saberemos na sexta-feira”. Claro, ele deixou claro que espera um “bom resultado”, porque repetir o óbvio nunca é demais.

Fentanil: o distrator perfeito (e uma quantidade conveniente)

Enquanto empresários gringos rasgam suas roupas por causa do USMCA e do fluxo de drogas, Sheinbaum, com a elegância de quem muda de assunto em um jantar desconfortável, deixou escapar que o tratado “não tem nada a ver com fentanil”. Pegue agora! Depois, como se estivesse lendo um relatório de vendas, anunciou que a passagem dessa droga para os EUA caiu 50% desde outubro. É uma coincidência que eu mencione isso apenas quando falo sobre tarifas? Nunca saberemos! É claro que as agências dos EUA reconheceram isso… embora ninguém tenha especificado se foi em segredo.

Do jeito que está, o México continua naquela dança peculiar onde os números dançam, as palavras se esticam e os problemas desaparecem… até o próximo anúncio.

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Tribunal analisa se decreto sobre Frida Kahlo viola propriedade privada

O SCJN irá analisar se o decreto de 1984 que protege as obras de Kahlo é constitucional.

O SCJN analisa o decreto que protege Frida Kahlo

A Suprema Corte de Justiça da Nação (SCJN) analisará a legalidade do decreto presidencial de 1984 que impede a exportação definitiva de obras de Frida Kahlo. O plenário admitiu liminar do banco Ve por Más, dono do óleo Autorretrato com medalhão, pintado em 1948. A disputa opõe a proteção do patrimônio cultural ao direito de propriedade privada.

O magistrado Giovanni Azael Figueroa promoveu o caso para apurar se as restrições ultrapassam as atribuições do Executivo. O Tribunal determinará se o decreto é constitucional.

Antecedentes: a coleção Gelman

A resenha ocorre em meio ao debate sobre a coleção Gelman, que reúne 11 obras de Kahlo emprestadas ao Banco Santander. A resolução do Tribunal estabelecerá limites para futuras disputas sobre bens culturais.

A decisão será fundamental para definir até que ponto o Estado pode intervir na titularidade de obras consideradas património nacional.

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IMSS e Fonacot atualizam acordo para melhorar serviços aos trabalhadores

IMSS e Fonacot renovam a sua aliança até 2030 para agilizar procedimentos e proteger os direitos laborais.

Aliança estratégica para direitos trabalhistas

O Instituto Mexicano de Seguridade Social (IMSS) e o Fundo Nacional para o Consumo dos Trabalhadores (Fonacot) assinaram um acordo de colaboração que atualiza o intercâmbio de informações e serviços. O objetivo: responder às atuais necessidades operacionais, tecnológicas e regulatórias de ambas as agências.

O acordo foi assinado por Wendolyne Retana Alarcón, diretora geral da Fonacot, e Luisa Obrador Garrido Cuesta, diretora de Incorporação e Arrecadação do IMSS. Será válido até 30 de setembro de 2030, com possibilidade de prorrogação por mais dois anos.

A relação entre as duas instituições remonta a 2007. Desde então, mantêm um fluxo constante de dados para facilitar procedimentos e garantir melhores condições de crédito e segurança social aos trabalhadores.

Com esta atualização, pretende-se agilizar processos, reduzir tempos de resposta e reforçar a proteção dos direitos dos trabalhadores formais do país.

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Energía Costa Azul faz primeiro embarque de GNL no Pacífico

A primeira remessa de gás natural liquefeito do Pacífico mexicano é um marco energético.

O projeto Energía Costa Azul, em Ensenada, Baixa Califórnia, concluiu o primeiro embarque de gás natural liquefeito (GNL) da costa mexicana do Pacífico. A empresa Sempra Infraestrutura confirmou que o carregamento faz parte dos testes prévios ao início das operações comerciais.

Contexto internacional

Esse movimento ocorre num contexto de grande demanda por segurança energética. As tensões no Estreito de Ormuz, por onde passa quase 20% do comércio global de GNL, aceleraram a procura de novas rotas de abastecimento.

Vantagem estratégica

A Sempra Infrastructure destacou que a fase 1 do projeto conectará o gás norte-americano aos mercados asiáticos, aproveitando a localização estratégica da costa mexicana do Pacífico. O pesquisador Adrián Duhalt destacou que a proximidade com as bacias produtoras de gás dos Estados Unidos representa uma vantagem competitiva para o México.

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