As opções do Pentágono
Altos funcionários do Pentágono analisaram nas últimas semanas possíveis ações contra Cuba, incluindo um ataque militar, conforme relatado pela CBS News. A mídia citou fontes norte-americanas que indicaram entre as opções um ataque aéreo liderado pelo Exército dos EUA, com a participação de milhares de soldados da 101ª Divisão Aerotransportada, única unidade treinada para essa missão.
No entanto, as mesmas fontes sublinharam que estas discussões não implicam uma decisão do Presidente Donald Trump ou do Pentágono. O secretário de imprensa interino do Pentágono, Joel Valdez, disse à CBS:
“Não comentamos operações militares hipotéticas.”
Qualquer operação contra Cuba representaria um desafio para o Pentágono, já que a atenção das Forças Armadas está voltada para frentes como o Irão.
Reações em Cuba e nos EUA
O Secretário de Estado, Marco Rubio, manifestou a sua preferência pelos meios diplomáticos para conseguir uma transição na ilha. No entanto, persistem preocupações de segurança, como a aquisição de drones de origem desconhecida por Cuba, relatada pela CBS.
Em Junho passado, o Secretário da Guerra Pete Hegseth visitou a base naval dos EUA em Guantánamo e alertou:
“Seria imprudente para o governo cubano tentar adquirir ou ter acesso aos tipos de armas que poderiam chegar a esta base ou ao território dos EUA. Estariam convidando a um tipo de confronto que não só não querem, como também não poderiam suportar.”
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, respondeu em maio que uma agressão militar contra a ilha “causaria uma verdadeira catástrofe humanitária, um banho de sangue. Cidadãos cubanos e americanos perderiam a vida, fato no qual só apostam os políticos que não enviam seus filhos e parentes para a guerra”.




