Outubro registra 50 homicídios diários no México

A violência homicida mostra uma tendência decrescente a nível nacional, mas estados-chave como Sinaloa estão a registar um aumento alarmante no meio de conflitos criminais.

Panorama Nacional da Violência Homicida

De acordo com os números preliminares fornecidos pela Secretaria de Segurança e Proteção ao Cidadão (SSPC), o mês de outubro de 2025 terminou com um registo de mil quinhentas e cinquenta e três vítimas de homicídio doloso em todo o país. Esta estatística traduz-se numa média de cinquenta pessoas assassinadas todos os dias, colocando este mês como o período com menor incidência de crimes deste tipo no ano de 2025. Porém, o total acumulado anual de janeiro a setembro ultrapassa quinze mil vítimas, segundo dados oficiais da Secretaria Executiva do Sistema Nacional de Segurança Pública (SESNSP). Esta aparente diminuição mensal requer uma análise contextual mais profunda, pois mascara realidades regionais extremamente complexas e preocupantes.

O caso particular de Sinaloa: uma trajetória contrária

Embora a tendência nacional pareça refletir uma melhoria, o estado de Sinaloa registou um aumento de 20% nos homicídios intencionais durante o mês de outubro. A entidade passou de 106 casos em setembro para 127 no último mês, o que equivale a uma média de quatro homicídios por dia. Este aumento na criminalidade violenta enquadra-se num contexto de disputas entre grupos criminosos, especificamente na luta entre as facções conhecidas como “Los Chapitos” e “La Mayiza”. O dia 22 de outubro destacou-se como o mais violento do período, com um total de 11 vítimas de homicídio doloso registadas num único dia, evidenciando a intensidade do conflito e os desafios persistentes em termos de segurança pública e contenção do crime organizado.

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Discriminação regional: os estados com maior incidência

O relatório diário da SSPC, elaborado com base em informações fornecidas por promotores estaduais, identifica os cinco estados com as maiores taxas de homicídios em outubro. A lista é encabeçada por Guanajuato com 147 vítimas, seguida de perto por Sinaloa com 127. Chihuahua e o Estado do México dividem o terceiro lugar, cada um com 120 homicídios intencionais, enquanto Michoacán completa o grupo com 101 assassinatos. A situação em Michoacán adquiriu especial relevância após o assassinato do empresário Bernardo Bravo Manríquez, que atuava como presidente da Associação de Citrultores do Vale de Apatzingán. Este crime motivou uma resposta de alto nível do governo federal, com a visita à região da Terra Caliente do Secretário de Segurança, Omar García Harfuch, e do Secretário de Defesa Nacional, General Ricardo Trevilla Trejo, com o objetivo de rever a estratégia de segurança para combater células criminosas dedicadas à extorsão de produtores de limão.

A disparidade nos números entre a tendência nacional e os surtos localizados de violência sublinha a natureza multifacetada do desafio de segurança no México. Embora uma diminuição a nível macro seja um facto positivo, a intensificação da violência em regiões específicas, muitas vezes ligada a dinâmicas de controlo territorial e mercados ilícitos, requer estratégias diferenciadas e de inteligência. A capacidade de adaptação dos grupos criminosos e a persistência de economias ilegais continuam a ser obstáculos significativos à pacificação do país. A resposta governamental, como a observada em Michoacán, deve ser ágil, coordenada entre as instâncias e sustentada ao longo do tempo para gerar resultados tangíveis e duradouros na proteção dos cidadãos e na luta contra a impunidade.

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Senado analisará regulamentação de escolas militarizadas após casos fatais

Senador promove revisão de normativa de 1943 após mortes de menores em escolas particulares de tipo militar.

Revisão dos regulamentos após casos fatais

Diante da morte de uma menina de 13 anos em uma escola particular militarizada, a senadora Guadalupe Chavira anunciou que o Senado revisará o Regulamento das Academias Privadas de Tipo Militar, em vigor desde 1943. O legislador qualificou a portaria como anacrônica e incompatível com a atual proteção dos direitos da criança.

Os regulamentos permitem o ensino militar desde o nível primário até ao técnico, incluindo aulas de tiro no ensino secundário e a utilização de notas que conferem autoridade a determinados alunos em detrimento de outros. Chavira destacou que estes não são casos isolados; Em 2025, outro menor de 13 anos morreu na Academia Militarizada Ollin, em Morelos, após sofrer graves abusos durante um acampamento.

“A tragédia ocorrida com Dafne, cujo sufocamento debaixo d’água está sendo investigado, deveria nos chamar à reflexão e à ação. Essas escolas não têm competência para organizar acampamentos de verão nem para autorizar práticas como o trote, que culminou na morte de uma menina de 13 anos”, declarou o senador.

O Ministério da Educação Pública (SEP) informou que a academia onde ocorreu o caso funcionava com acordo de incorporação para 2022. Após ser fechada para investigações, a escola retomou as aulas online reivindicando o direito dos alunos de continuarem a formação. A agência enfrenta pelo menos oito queixas adicionais de maus-tratos.

Chavira exigiu um novo quadro jurídico que confira ao SEP poderes regulatórios claros, uma vez que o regulamento de 1943 deixa a responsabilidade à Secretaria de Defesa Nacional. Especialistas alertam que nestas escolas privadas a disciplina é imposta através da violência e da submissão hierárquica, ao contrário das escolas oficiais onde existem áreas de direitos humanos e fiscalização da CNDH.

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Defesa se distancia da academia após morte ainda jovem

A agência citou o Regimento Interno para justificar sua posição

A Secretaria de Defesa Nacional (Sedena) se isentou de qualquer responsabilidade pela Academia Militarizada “Marina Doenitz”, em Ciudad Madero, Tamaulipas, após a morte da jovem Dafne Zapata.

Por meio de nota, o órgão afirmou que não tem competência para autorizar, fiscalizar, fiscalizar ou regulamentar instituições de ensino desse tipo.

“Informa-se que a Secretaria de Defesa Nacional não tem competência para autorizar, fiscalizar, fiscalizar ou regulamentar o funcionamento de instituições de ensino desta natureza, nos termos do Regimento Interno deste órgão, expedido pela Presidência da República através de sua publicação no Diário Oficial da Federação, em 29 de dezembro de 2008, onde foi revogada qualquer disposição administrativa que contrariasse esta ordem”, escreveu o órgão.

Acrescentou que, de acordo com este regulamento, Sedena “não tem qualquer relação com a referida academia, nem com qualquer outro estabelecimento deste tipo”.

Sem supervisão clara

O caso colocou sob escrutínio o funcionamento de escolas privadas militarizadas. Em vários estados do país eles proliferaram sem que houvesse um órgão federal que os regulasse explicitamente.

Até o momento, nenhuma autoridade estadual ou federal assumiu a responsabilidade de supervisionar essas escolas. A Promotoria de Tamaulipas investiga os acontecimentos.

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Forças Especiais da Marinha comemoram 25 anos de serviço

Unidades navais de elite comemoram 25 anos com demonstrações de capacidade e o Desafio Quachic.

Manifestação de elite em Veracruz

Membros das Forças Especiais e Comandos Anfíbios da Marinha Mexicana comemoraram seu 25º aniversário com uma exposição de suas capacidades na Heroica Escola Militar Naval, em Veracruz. As unidades realizaram atividades esportivas, circuitos de natação, caminhada com equipamentos, transporte de feridos, manobras de barco e tiro de precisão.

Criadas em 2001, estas unidades estão especialmente organizadas, treinadas e equipadas para operar em áreas hostis ou politicamente sensíveis. Sua equipe possui habilidades e competências únicas em sua formação.

Desafio Quachic e apresentações históricas

Durante o dia foram feitas apresentações sobre a evolução das Forças Especiais e dos Comandos, destacando a qualidade da sua preparação. Também foi montada uma galeria tática com equipamentos especializados.

Foi realizada a sétima edição do concurso nacional “Reto Quachic”, que contou com a participação de efetivos, cadetes e reformados. Os participantes enfrentaram obstáculos como nadar 300 metros, caminhar 1.400 metros com 20 quilos de equipamentos e armas, transportar feridos e barco e tiro de precisão.

Os exercícios testaram a aptidão física, a disciplina e a capacidade de resposta, ao mesmo tempo que fomentaram a camaradagem e a coesão do grupo. A comemoração não só celebrou um aniversário, mas reafirmou a importância da formação contínua destas unidades-chave para a segurança nacional.

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