Quando as estatísticas prejudicam mais do que um meme fracassado
Imagine acordar todas as manhãs sabendo que, em média, oito mulheres não farão isso porque foram assassinadas no dia anterior. É assim que o panorama é cru no México durante 2025, onde os feminicídios se tornaram uma rotina macabra. Segundo dados do SESNSP (que parece vilão da Marvel mas é pior), já ocorreram 338 feminicídios em seis meses. Sim, é como ler seu histórico de gastos no Uber Eats, mas com consequências reais.
Os 5 principais lugares onde o patriarcado causa estragos
Neste ranking que ninguém queria liderar, Culiacán e Ciudad Juárez dividem o pódio com nove vítimas cada. Tijuana segue de perto com oito, enquanto Tabasco e Reynosa completam o quadro de honra com cinco feminicídios. E tome cuidado, porque o Estado do México – sempre se destacando no mal – acumula 33 vítimas, demonstrando que o machismo também sabe trabalhar em equipe.
As armas preferidas? Rifles, facas e “outros itens” (tradução: criatividade homicida). Mas o mais assustador é que 1.082 mulheres foram assassinadas intencionalmente. Guanajuato, Baja California e Edomex lideram esta lista negra, porque no México até a violência tem seus trending topics regionais.
Trilha bônus: outros crimes que farão você perder a fé na humanidade
Como se não bastasse os feminicídios, o catálogo de horrores inclui 39.857 lesões intencionais, 2.126 extorsões e 271 casos de tráfico (onde 70% das vítimas são mulheres). E não, não é o roteiro de uma temporada de Black Mirror, é a vida real no México. Para completar, 100% das vítimas do tráfico de crianças são meninas. Sim, você leu certo: cem por cento.
E como se fosse uma piada de mau gosto, os pedidos de violência familiar ultrapassam 266 mil. Quero dizer, toda vez que alguém envia um TikTok com “metas de casal”, em algum outro lugar há uma mulher ligando para o 911.
E agora? Spoiler: não existe final feliz
Esses números não são apenas números: são mães, filhas, amigas. Enquanto alguns debatem se o feminismo “foi longe demais”, as vítimas continuam a acumular-se. E embora o governo anuncie estratégias com nomes bonitos (como se fossem frappuccinos da Starbucks), a realidade é que oito famílias por dia recebem as piores notícias de suas vidas.
Portanto, da próxima vez que alguém disser “nem todos os homens”, lembre-os de que sim, todas as mulheres vivem com medo. E isso, caro leitor, não tem graça.
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