Megafire em Tabasco consome mais de um milhão de litros de hidrocarbonetos

Uma tempestade de fogo devora mais de um milhão de litros de combustível num incidente que manteve as autoridades em suspense.

O inferno que abalou Tabasco

Como se o próprio céu tivesse decidido punir a terra, uma coluna de fogo voraz ergueu-se sobre Villahermosa, destruindo mais de um milhão e meio de litros de hidrocarbonetos num espetáculo dantesco. As chamas, desencadeadas pela queima temerária de pastagens, transformaram-se num monstro incontrolável que devorava tudo no seu caminho, alimentadas pelos ventos traiçoeiros e pelo combustível armazenado no coração industrial de Tabasco.

O momento em que tudo explodiu

Às 15h30. no domingo, o silêncio foi quebrado. O que começou como um simples incêndio rural transformou-se num pesadelo de proporções épicas. O fogo, como uma cobra furiosa, deslizou em direção aos tanques de óleo especial usado na exploração de petróleo. “A radiação do incêndio atingiu temperaturas infernais”, declarou Armando Pulido Pardo, diretor da Proteção Civil, ao descrever como as chamas cresceram até formarem uma cortina de fumaça que escureceu o céu.

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A batalha contra o caos durou até meia-noite, com membros da brigada lutando como heróis anônimos para dominar o gigante do fogo que ameaçava se expandir. Embora não tenha havido vítimas para lamentar, o mistério envolve a origem das “anomalias” que desencadearam a tragédia. As autoridades prometeram uma investigação conjunta com o Meio Ambiente e a ASEA, sugerindo que alguém poderia ter que responder por este desastre ecológico.

Foi apenas um acidente… ou há algo mais por trás das chamas? Compartilhe esta história e descubra mais sobre os riscos da indústria de energia em nossa seção de relatórios especiais.

Segurança federal nega operação para esconder Rocha Moya

Gabinete de Segurança nega versões de suposta proteção de Rocha Moya.

Negação oficial

O Gabinete de Segurança federal rejeitou versões de uma suposta operação para mudar de local e ocultar o governador com licença de Sinaloa, Rubén Rocha Moya. A acusação surgiu depois de os Estados Unidos solicitarem a sua prisão e extradição por alegadas ligações ao Cartel de Sinaloa.

Por meio de carta esclarecedora, as instituições que compõem o gabinete – Defesa, Marinha, FGR, Guarda Nacional e SSPC – qualificaram a informação publicada em 9 de julho no EL UNIVERSAL como “absolutamente falsa”.

Negaram que Rocha Moya esteja protegido pelo Exército em instalações militares. Também rejeitaram qualquer ação do Governo do México para proteger ou ocultar pessoas de investigações por parte de autoridades nacionais ou estrangeiras.

“No governo do México ninguém está protegido”, destacou a declaração.

O gabinete sublinhou que a política de impunidade zero é aplicada sem distinção de cargos, filiações políticas ou relações pessoais. Ele garantiu que os resultados são públicos e verificáveis.

A posição oficial busca esclarecer dúvidas sobre o caso, que mantém o ex-presidente sinaloense na mira diante do pedido de extradição dos Estados Unidos.

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Menor é atacado com facão nas praias de Ahome

Pescadores ajudam menor atacado com facão na praia de Ahome.

Um menor foi atacado com facão na praia de Las Salinas, no município de Higueras de Zaragoza, município de Ahome. Pescadores que estavam na área intervieram para deter o ataque e transferiram o ferido para o Hospital Ginecológico-Pediátrico nº 2 do IMSS de Los Mochis, onde foi internado.

Detalhes do ataque

Dois jovens chegaram em uma motocicleta com facões e atacaram repetidamente o menor, cuja idade não foi especificada. A intervenção dos pescadores evitou que os ferimentos se agravassem. Os elementos da investigação deslocaram-se ao hospital para recolher depoimentos e dados que permitissem identificar os agressores.

O incidente ocorre cinco dias depois de uma briga com facões durante as festividades da Virgen del Refugio, no mesmo município. Na ocasião, vários cavaleiros participaram da luta, alguns utilizando chicotes. Não houve relatos de feridos, mas o incidente se espalhou nas redes sociais.

Como consequência destes atos, as autoridades municipais cancelaram o baile programado em homenagem à Virgen del Refugio durante o fim de semana. A participação dos chamados “macheteros” está sendo investigada, já que é proibido o porte de facões fora do horário de trabalho no campo.

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Sheinbaum: “O fim não justifica os meios” no caso Zambada

O presidente questiona a exibição do avião do FBI e reitera as contradições de Ken Salazar.

Sheinbaum insiste na violação da soberania

A Presidente Claudia Sheinbaum reiterou que a prisão de Ismael “Mayo” Zambada, líder do Cartel de Sinaloa, não justifica uma alegada violação da soberania mexicana. Em sua conferência matinal, ele destacou que o cerne da questão não é a captura, mas como ela aconteceu.

“O fim não justifica os meios. Claro, esse líder do Cartel de Sinaloa, é bom que ele esteja detido. Ele tinha um mandado de prisão aqui, mas a questão é se houve violação de soberania nessa prisão”, declarou.

Sheinbaum referiu-se ainda às declarações do ex-embaixador Ken Salazar, que afirmou que a aeronave utilizada para transportar Zambada para os Estados Unidos não pertencia ao governo norte-americano. No entanto, o presidente apontou contradições.

“O que isso não explica é como o próprio FBI apresenta o avião em uma feira como se fosse uma operação do FBI. Essa é a contradição”, disse ele.

O presidente indicou que o governo solicitou à Procuradoria-Geral da República que incorporasse estes novos elementos na pasta da investigação. Considera que há omissões e falta de clareza nas informações prestadas pelo ex-diplomata.

O ministro das Relações Exteriores, Roberto Velasco Álvarez, comparou o caso ao sequestro do médico Humberto Álvarez Machain em 1990. Naquela época, o México defendia a soberania nacional para além dos crimes acusados. Velasco acusou de inconsistência aqueles que hoje criticam a posição do atual governo.

Sheinbaum acrescentou que a captura de Zambada também provocou confrontos entre grupos do crime organizado em Sinaloa. Insistiu que a questão continuará na agenda bilateral e que a investigação da FGR deve continuar.

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