Quando o vizinho do norte é muito inteligente
Agora acontece que os Estados Unidos, no seu eterno papel de “polícia do mundo”, decidiram que a televisão aberta mexicana era o melhor cenário para os seus anúncios anti-imigrantes. Rubrica? *Como perder amigos e alienar países em 30 segundos*. Diante dessa falha diplomática, Claudia Sheinbaum – nossa presidente com mais caráter do que um meme viral – anunciou uma reforma legal para que nenhum governo estrangeiro volte a usar nossa mídia como um fórum para mensagens discriminatórias.
A mudança: reviver uma lei “vintage”
A estratégia é simples, mas contundente: ressuscitar um artigo da Lei Federal de Rádio e Televisão que, até 2014, proibia a transmissão de propaganda política de outros países. Basicamente, um “não é não” para campanhas estrangeiras que querem influenciar questões locais. Sheinbaum deixou claro: “Ninguém pagará por espalhar o ódio aqui.” Embora, honestamente, não fosse óbvio?
O gatilho foi a veiculação dos polêmicos anúncios durante América x Mazatlán (porque nada diz “futebol e unidade nacional” como mensagens que estigmatizam os migrantes, certo?). A ironia: enquanto o México recebe críticas em matéria de direitos humanos, Trump gasta dinheiro a dizer ao mundo que os migrantes são criminosos. O nível de cinismo: 100/100.
E a oposição… onde estava a energia deles?
O PAN e o PRI fizeram perguntas incômodas: “Onde está a nota diplomática?”, “por que não liga para o embaixador?”. É claro que, com esse histórico de reação exagerada por menos, seria de se esperar mais fogo. Até Rubén Moreira (PRI) admitiu que o spot “provoca ódio entre nações”. Obrigado, Capitão Óbvio.
Enquanto isso, o governo mexicano parece aplicar “fale suavemente, mas use um chinelo legal”. A reforma – que inclui o veto de conteúdo comercial ou ideológico estrangeiro – pode ser a primeira rodada de uma luta mais longa. Porque, sejamos honestos: na era das notícias falsas, isso é apenas o aperitivo.
Você ficou indignado com essa mudança? Compartilhe a nota e acompanhe como o México enfrenta a propaganda internacional. #MediaWithoutInterference




