Um jantar que muda tudo
Olivia Wilde retorna à comédia com The Invitation, seu terceiro filme como diretora e o mais forte até agora. A trama acompanha Joe (Seth Rogen) e Angela (Wilde), um casal à beira do colapso que convida os vizinhos de cima para jantar. O que começa como uma noite estranha se transforma em um jogo de provocações, confissões e desejos ocultos.
O filme é um dispositivo clássico de locação única, reminiscente de Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, mas com um toque moderno. O roteiro de Rashida Jones e Will McCormack, baseado no filme espanhol Sentimental de Cesc Gay, combina diálogos contundentes com temas profundos como perimenopausa e intimidade entre casais.
Performances que elevam o material
Wilde brilha como atriz: sua Ângela é uma bola de ansiedade que tenta esconder sua vergonha enquanto admira a aparente harmonia dos vizinhos. Penélope Cruz interpreta Pína, uma sexóloga de presença avassaladora, e Edward Norton é Hawk, um bombeiro que complementa a esposa. A química entre os dois contrasta com a tensão entre Joe e Angela.
Seth Rogen apresenta um histórico contido como professor universitário frustrado, mais interessado em reclamar do barulho sexual dos vizinhos do que em se conectar com sua esposa. A dinâmica entre os dois casais gera embates divertidos e momentos de catarse.
O filme, distribuído pela A24, é classificado como R por conteúdo sexual, linguagem e uso de drogas. Tem duração de 107 minutos e merece três estrelas e meia em quatro. The Invitation mostra que Wilde domina a comédia dos modos de salão, embora às vezes a trilha sonora de Dev Hynes enfatize demais a tensão.




