Um final inesperado e um prêmio que chega atrasado
A notícia atingiu a todos nós no final de janeiro. Catherine O’Hara, aquela atriz com uma carreira que marcou tempos, deixou-nos aos 71 anos. E o mundo do entretenimento ainda se recuperava quando chegaram os SAG Awards.
Ali, em meio ao tapete vermelho e aos vestidos brilhantes, havia uma categoria pendente: Melhor Atriz em Série de Comédia. E o nome que soou foi o dele, do The Studio.
A cena foi daquelas que dá arrepios. Suas concorrentes – Kathryn Hahn, Jenna Ortega, Jean Smart, Kristen Wiig – aplaudiram com emoção palpável. O lugar do vencedor estava vazio.
As palavras de um colega
Foi Seth Rogen, seu colega de série e também vencedor daquela noite, quem subiu ao palco. Com um pedaço de papel na mão e uma voz que revelava o que sentia, ele aceitou o prêmio por ela.
“Eu sei que ela teria ficado honrada em receber este prêmio de seus colegas atores, que eu sei que ela respeitava muito; ela era uma grande fã de todos vocês.”
Mas Rogen não se limitou apenas aos agradecimentos formais. Ele compartilhou o que está passando por sua cabeça desde aquele dia de janeiro.
“Obviamente, você sabe, tenho refletido sobre o tempo que tive a sorte de passar com ela… algo que me surpreendeu nessas últimas semanas é sua capacidade de ser generosa, gentil e cortês, sem nunca minimizar seus próprios talentos.”
Essa é a chave, o que torna alguém especial nesta indústria. Ele mostrou, segundo Rogen, “que você pode ser um gênio e ser gentil”. Uma coisa não elimina a outra.
O ator apelou ao público e aos seus colegas: levem o trabalho de O’Hara às novas gerações. Que seu legado não fique para trás.
Um momento amargo dentro do partido. O tipo que lembra por que esse trabalho, com todo o seu brilho superficial, às vezes atinge acordes muito reais.




