Acordo na Venezuela: agenda conjunta para a democracia
A Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pelo partido no poder, e um grupo de ex-legisladores da oposição anunciaram um acordo para iniciar uma agenda conjunta no dia 1 de Agosto. O objectivo é fortalecer a democracia. A reaproximação ocorre após um encontro entre o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, e a ex-deputada Dinorah Figuera, que regressou ao país após quase oito anos de exílio.
A “ficha de trabalho conjunta” também responde ao apelo à unidade nacional face aos terramotos de 24 de junho. Segundo o balanço oficial, os terramotos deixaram 4.561 mortos, 16.740 feridos e mais de 20 mil afetados.
O Parlamento salientou que o apoio internacional à reconstrução mostra a necessidade de trabalhar de forma coordenada para superar a crise humanitária e manter a estabilidade. As autoridades consideram a cooperação entre sectores fundamental para a recuperação nacional.
Os Estados Unidos apoiaram a iniciativa. O Departamento de Estado propôs que a agenda servisse como um roteiro para um diálogo político que conduza a uma transição democrática. Entre as prioridades: fortalecer as instituições, renovar o Conselho Nacional Eleitoral, restaurar as garantias de participação política e proteger as liberdades cívicas.
O novo processo de diálogo ocorre num cenário político transformado após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro em janeiro, durante uma operação militar dos EUA, e o estabelecimento de um plano de transição promovido por Washington. Dinorah Figuera, representante dos ex-deputados da Assembleia Nacional eleitos em 2015, participará na construção de consensos para o futuro político do país.




