Porque nada representa mais “reinvenção corporativa” do que demitir milhares de pessoas
Ah, Intel. A outrora rainha dos semicondutores que agora parece brincar “quantos funcionários podemos cortar antes que alguém perceba que estamos perdendo o trem tecnológico?”. De acordo com nosso amigo The Oregonian (que claramente tem fontes melhores do que o típico vendedor de chips da esquina), a empresa planeja enviar para casa 20% de sua divisão Intel Foundry. O motivo oficial? “Reorientação estratégica”. O verdadeiro? Provavelmente algo como “Ops, adormecemos durante o boom da IA.”.
De CEOs musicais a cortes recorrentes
Lembre-se, isso acontece depois que Pat Gelsinger fez as malas no que só podemos supor ser uma empresa “cada um por si!”, passando o comando para Lip-Bu Tan, cujo plano mestre parece ser “disparar primeiro, perguntar depois”. Prioridades? Segundo ele: “refocar” (tradução: vender o que não dá lucro e cortar o que sobra). Claro, com estilo: em 2024 já haviam eliminado 15 mil vagas. Porque, claro, por que investir em talentos quando você pode… er… comprar mais máquinas?
O mais irônico é que a Intel Foundry se dedica precisamente à fabricação de chips para terceiros. Ou seja, a divisão que deveria ser contemplada nas contas devido à escassez global de semicondutores. Mas não, é melhor apertar os parafusos (e os funcionários). É claro que, como todo bom drama corporativo, os rumores circulavam desde abril. Alguém aposta que as próximas demissões serão anunciadas no TikTok?
Moral do dia: No mundo da tecnologia, ou você inova… ou se dedica a fazer PowerPoints sobre “otimização de recursos humanos” enquanto seus concorrentes comem o bolo. O que vem a seguir? Vender o refeitório para “melhorar a eficiência energética”?
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