A Microsoft e seu movimento “menos é mais” (ou como dizer adeus com estilo)
Parece que Redmond decidiu que 2025 era o ano para aplicar “menos é mais”, mas numa versão corporativa. De acordo com a CNBC, a casa do Windows e do Xbox enviará 3% de sua força de trabalho global para o desemprego (sim, são milhares de pessoas) no que poderia ser seu maior expurgo trabalhista desde 2023. O motivo? “Posicionar-nos melhor neste mercado tão dinâmico”, dizem com aquela elegância corporativa que só os departamentos de RH conseguem. Tradução da geração Y: corte para que os acionistas continuem sorrindo.
O detalhe que dói (e aquele que não dói)
Aqui está a ironia: enquanto funcionários estão limpando suas mesas, as ações da Microsoft estão atingindo máximos históricos (alguém disse “capitalismo”?). É claro que o porta-voz esclareceu que isso não se deve ao mau desempenho, mas sim à “redução dos níveis de gestão”. Ou seja, menos chefes, mais código… ou algo parecido. O curioso é que isso acontece logo depois de Satya Nadella falar sobre “ajustar incentivos” após crescimento menor do que o esperado na nuvem (exceto em IA, por causa, é claro, das regras do ChatGPT).
Como se não houvesse drama, o CrowdStrike (sim, o pessoal da segurança cibernética) também anunciou demissões esta semana. Que moda. O engraçado é que tudo isso acontece quando a Microsoft acaba de reportar resultados melhores que o esperado. Você entende? Nem nós. Mas ei, pelo menos a ação fechou em US$ 467,56 em julho, então… adeus café, alguém?
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