A Procuradoria-Geral da República (FGR) confirmou que não sabia que Mauro Alberto Núñez Ojeda, vulgo “El Jando”, era o piloto que transportou Ismael Zambada García para os Estados Unidos depois de ter sido levado por um dos filhos de Joaquín “El Chapo” Guzmán.
Em um cartão informativo, a instituição detalhou que apenas em junho de 2025, a promotora Ernestina Godoy Ramos e sua equipe encontraram evidências de que a voz e as impressões digitais do detido correspondiam às do piloto que em 26 de junho de 2024 transportou o fundador do Cartel de Sinaloa e Joaquín Guzmán López de Culiacán, Sinaloa, para o Novo México.
A descoberta ocorreu dez meses depois de “El Jando” ter sido entregue às autoridades norte-americanas juntamente com outros 25 membros do crime organizado, segundo o mesmo cartão divulgado esta quarta-feira.
Detenção e ocultação
Núñez Ojeda foi presa em fevereiro de 2025 em Jesús María, Culiacán, depois que um grupo armado que viajava em um veículo blindado atacou pessoal do Exército e da Guarda Nacional. No confronto, um soldado morreu e cinco ficaram feridos.
Ao ser apresentado à FGR, o piloto se identificou com outro nome. “As perícias posteriormente realizadas pelo Ministério Público estabeleceram a sua verdadeira identidade”, observou a instituição. Ele estava vinculado a processos por diversos crimes e era considerado um membro de alto nível do Cartel de Sinaloa, com risco para a segurança nacional.
Em agosto de 2025, “El Jando” foi entregue aos Estados Unidos juntamente com outros 25 criminosos altamente perigosos, com base na Lei de Segurança Nacional.
Abrir investigações
A FGR garantiu que a entrega não extingue as investigações. “Preserva as gravações, laudos periciais, entrevistas e outros dados constantes das pastas de investigação e pode solicitar novos procedimentos através dos mecanismos de assistência jurídica entre os dois países”, indicou.
O caso mostra os atrasos na coordenação entre as agências mexicanas e norte-americanas para identificar figuras-chave do crime organizado.




