O drama geopolítico torna-se económico
A tensão no Irão não é apenas notícia de primeira página, é um golpe directo no seu bolso. A Oxford Economics deixa claro: quase metade da capacidade regional de fundição de alumínio está fora de serviço. Isso representa entre 4% e 5% da oferta mundial. E a recuperação, dizem, poderá durar até 2027. Os danos às infraestruturas e a dificuldade de reativação das centrais não são brincadeira.
“Cerca de 50% da capacidade regional de fundição de alumínio permanece fora de operação”, observa a análise.
O gargalo em Ormuz
O Estreito de Ormuz, essa artéria vital, está mais perturbado do que nunca. Os custos de transporte e seguros dispararam e os prazos de entrega de matérias-primas e produtos acabados estão aumentando. Adicione a isso o aumento vertiginoso do petróleo e do gás, tornando cada etapa da produção de metal mais cara. É como se a cadeia de abastecimento sofresse uma cãibra global.
Quem sofre mais?
Países como os Estados Unidos, o Japão, a Índia, a Turquia e o México estão na linha de fogo. O México, por exemplo, importa 1.461 milhões de dólares em alumínio do Médio Oriente, 12% das suas compras externas desse metal. Qualquer interrupção dói e dói muito.
Aço, outra frente quente
O aço também está sentindo o calor, embora por enquanto o impacto esteja concentrado no Oriente Médio. Os ataques às instalações iranianas reduziram a capacidade de produção e limitaram as exportações. O filme não termina aqui, mas as apostas estão na mesa.




