Um golpe baixo que paralisa a fundição
A decisão de Washington de aumentar os impostos sobre o nosso aço e alumínio não foi apenas um anúncio. Foi um soco direto no estômago de uma indústria que já respirava com dificuldade. Em março, Trump ordenou um imposto de 25%. Em junho, já eram 50%. O resultado é uma queda livre nas vendas para nosso principal cliente.
Os números não mentem, eles machucam
Os números são brutais. Segundo a Câmara Nacional da Indústria do Ferro e do Aço (Canacero), as exportações para os Estados Unidos despencaram 49% em 2025. Imagine: quase metade desse mercado evaporou.
“É uma medida injusta”, denuncia Víctor Cairo, presidente da Canacero.
Mas o seu aviso vai além das palavras. O setor opera abaixo de 60% do que pode produzir. Cada ponto percentual que esse número cai significa empregos que abalam e investimentos que desaparecem. O buraco comercial já está estimado em 4,5 mil milhões de dólares.
E o problema não é apenas o norte. Enquanto nosso contrato de venda, as importações inundam o mercado local, já cobrindo 43% do que consumimos aqui. Muitos vêm de países asiáticos que têm vantagem graças aos subsídios estatais.
É uma pinça perfeita: por um lado, fecham-nos a porta; Por outro lado, invadem-nos com produtos a preços com os quais é impossível competir de forma justa.
Agora, todo o teatro político e económico olha para Julho. Existe a próxima função: a revisão do USMCA. Os industriais depositam as suas esperanças em que este cenário sirva para eliminar aquela sufocante tarifa de 50%.
A aposta é clara: reforçar a integração com os Estados Unidos e o Canadá para proteger toda a América do Norte contra estas práticas injustas. É o golpe de mestre que se espera dos órgãos governamentais até as fundições. A cortina ainda não se fechou sobre este trabalho.




