A governadora de Chihuahua, María Eugenia Campos, enfrenta um clima de elevada tensão política após a operação na Serra Tarahumara onde participaram estrangeiros, incluindo dois supostos agentes da CIA que morreram num acidente rodoviário. O caso chegou à esfera federal e foi alvo de críticas na conferência matinal da presidente Claudia Sheinbaum, onde foi levantada a possibilidade de um julgamento de impeachment por suposta violação da soberania nacional.
A versão do presidente
Em entrevista, Campos negou ter autorizado, conhecido ou gerenciado a participação de agentes norte-americanos. Ele destacou que o trabalho foi coordenado entre a Procuradoria-Geral do Estado e a Secretaria de Defesa Nacional, dentro de mecanismos institucionais. Assegurou que a versão sobre agentes estrangeiros foi conhecida posteriormente e sem informações confirmadas.
A governadora explicou que recebeu relatos de possível participação de cidadãos americanos dias após a operação, informação ainda sob investigação. Ele também afirmou que não informou diretamente as autoridades federais porque essas implantações são gerenciadas por meio de solicitações de apoio entre instituições.
Resposta às acusações federais
Campos afirmou que tem sido alvo de uma narrativa política que a responsabiliza sem provas conclusivas. Acusou que o princípio da presunção de inocência foi violado ao falar em traição e possíveis sanções constitucionais antes da conclusão das investigações.
A presidente indicou que procurou comunicação com o presidente Sheinbaum, mas não houve diálogo direto após os primeiros contactos. Ele acrescentou que há uma interpretação política do incidente usada para aumentar a pressão sobre sua administração.
Impacto e defesa da cooperação
Defendeu a cooperação em segurança com os Estados Unidos devido à situação fronteiriça de Chihuahua, mas insistiu que esta deve ser realizada sob quadros jurídicos claros, sem intervenção irregular de agentes estrangeiros.
Por fim, o governador garantiu que o caso tem sido utilizado como bode expiatório no contexto político nacional e face ao processo eleitoral de 2027. Ela afirmou que colaborará com as investigações, mas reiterou que não renunciará nem cederá a pressões, e negou vínculos ou responsabilidade pelos acontecimentos.




