A audiência em que será decidido se o ex-governador da Baixa Califórnia, Ernesto Ruffo Appel, e outros sete réus estão ligados a processos por suposta fraude fiscal sobre combustíveis já dura mais de 14 horas. Até agora, continua a portas fechadas.
A juíza de controle Alejandra Ramírez de la Vega dirige o processo por videoconferência a partir do Centro Federal de Justiça Criminal em Almoloya de Juárez, Estado do México. Começou antes das 20h de terça-feira.
Fontes judiciais indicam que o debate pode durar mais de 24 horas. A complexidade do caso e o volume de provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (FGR) prolongaram a sessão.
As defesas dos oito réus tentam desacreditar cerca de cem provas apresentadas pela FGR. A acusação acusa Ruffo Appel e os demais de fazerem parte de uma rede dedicada ao contrabando de combustíveis. Os supostos danos ao erário ultrapassam os 4 bilhões de pesos.
Ao final da análise, o juiz determinará se existem elementos que os vinculem a processos por crime organizado e contrabando de hidrocarbonetos. Se condenado, o ex-presidente poderá pegar até 26 anos de prisão.




