Audiência de Ruffo Appel ultrapassa 14 horas sem resolução

A audiência contra Ruffo Appel ultrapassa 14 horas e pode ser prorrogada por mais um dia devido à complexidade do caso.

A audiência em que será decidido se o ex-governador da Baixa Califórnia, Ernesto Ruffo Appel, e outros sete réus estão ligados a processos por suposta fraude fiscal sobre combustíveis já dura mais de 14 horas. Até agora, continua a portas fechadas.

A juíza de controle Alejandra Ramírez de la Vega dirige o processo por videoconferência a partir do Centro Federal de Justiça Criminal em Almoloya de Juárez, Estado do México. Começou antes das 20h de terça-feira.

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Fontes judiciais indicam que o debate pode durar mais de 24 horas. A complexidade do caso e o volume de provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (FGR) prolongaram a sessão.

As defesas dos oito réus tentam desacreditar cerca de cem provas apresentadas pela FGR. A acusação acusa Ruffo Appel e os demais de fazerem parte de uma rede dedicada ao contrabando de combustíveis. Os supostos danos ao erário ultrapassam os 4 bilhões de pesos.

Ao final da análise, o juiz determinará se existem elementos que os vinculem a processos por crime organizado e contrabando de hidrocarbonetos. Se condenado, o ex-presidente poderá pegar até 26 anos de prisão.

México registra 20 queixas criminais por mortes sob custódia do ICE

O México intensifica a pressão legal e diplomática sobre 17 mortes sob custódia do ICE.

O governo mexicano apresentou 20 queixas-crime nos Estados Unidos para investigar as mortes de pelo menos 17 mexicanos sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). As mortes ocorreram desde maio de 2025.

As denúncias foram apresentadas a oito promotores estaduais e 12 promotores municipais no Arizona, Califórnia, Flórida, Geórgia, Illinois, Louisiana, Missouri e Texas. A Procuradoria-Geral da República (FGR) enviou apelo formal ao Departamento de Justiça para solicitar a abertura de investigações e saber o andamento de cada processo.

O Ministério das Relações Exteriores (SRE) também solicitou a intervenção do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk. O objetivo é avaliar se os casos cumprem as obrigações internacionais dos Estados Unidos de proteção dos direitos humanos. Esta ação marca uma mudança: de protestos diplomáticos para mecanismos jurídicos e multilaterais.

O caso que desencadeou maior pressão foi a morte de Lorenzo Salgado Araujo, falecido durante uma operação de imigração em Houston, Texas, em 7 de julho. às famílias das vítimas. O SRE acompanhará as respostas das autoridades norte-americanas, embora reconheça que o processo para conseguir investigações e sanções poderá prolongar-se por um longo período.

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Eles exigem justiça para os mexicanos que morreram sob custódia do ICE

Protesto no Monumento à Revolução por 17 compatriotas que morreram sob custódia do ICE.

Organizações civis convocaram um dia de protesto na Cidade do México para exigir justiça para os 17 mexicanos que morreram sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) nos Estados Unidos. A mobilização acontecerá no sábado, 25 de julho, às 11h, no Monumento à Revolução, simultaneamente com manifestações em diversas cidades americanas.

Mobilização na capital

Coletivos como a Conexión Migrante convocaram a manifestação em memória de Lorenzo Salgado Araujo e Johan Sebastián Guerrero, dois dos compatriotas falecidos recentemente. Os organizadores salientaram que estes casos não devem ficar impunes ou tornar-se apenas mais uma estatística.

O protesto procura denunciar a criminalização das comunidades migrantes e a separação de famílias, além de exigir que as autoridades norte-americanas investiguem as mortes. Expressaram também solidariedade com os deportados, repatriados e migrantes em situações vulneráveis.

Ações do Governo do México

Paralelamente, o Governo do México mantém esforços diplomáticos para esclarecer os fatos. O embaixador Roberto Lazzeri apresentou 20 denúncias aos procuradores estaduais e municipais das entidades onde ocorreram as mortes.

O Ministério das Relações Exteriores informou que a Embaixada do México entregou ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos uma denúncia elaborada pela Procuradoria-Geral da República sobre os 17 casos, com o pedido formal de abertura das investigações correspondentes.

A mobilização procura tornar visível a situação dos migrantes e a necessidade de mudanças nas políticas migratórias. As organizações esperam que o dia sirva como um apelo à reflexão e à acção em ambos os países.

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Jornalista privado de vida em Oaxaca

Um colunista de Oaxaca foi morto no meio de uma via pública.

O jornalista Francisco Alejandro Leyva Aguilar foi morto a tiros nesta quarta-feira em San Pablo Etla, Oaxaca. O ataque ocorreu enquanto ele estava sentado em uma barraca de comida de rua.

Leyva era diretor da Corporação de Rádio e Televisão de Oaxaca (Cortv). Nos últimos meses divulgou análises políticas e sociais através de sua coluna “El zumbido del Moscardón”.

O governador Salomón Jara expressou sua solidariedade à família do comunicador. Afirmou que nenhuma diferença decorrente do exercício da crítica pode justificar um ato de violência. Jara também enfatizou que a violência não é a solução e apelou para que se encontrem caminhos de diálogo.

Este facto soma-se a outros casos de ataques contra jornalistas no México, o que gera preocupação no sindicato. Leyva era conhecido por seu trabalho na mídia local e por sua carreira na comunicação de Oaxaca.

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