Bloqueiam contas bancárias do ex-governador Ernesto Ruffo

A UIF congelou fundos do ex-presidente, que enfrenta processo por contrabando. Sua filha denuncia entraves legais.

A Unidade de Inteligência Financeira (UIF) congelou as contas bancárias do ex-governador da Baixa Califórnia, Ernesto Ruffo Appel. A medida ocorre no âmbito de um processo judicial por alegado contrabando de combustíveis. A informação foi divulgada pela sua filha, Verónica Ruffo, que destacou que o ex-presidente figurava na lista de bloqueados do Ministério das Finanças e Crédito Público (SHCP).

Verónica Ruffo declarou que a Procuradoria-Geral da República (FGR) limitou o direito de defesa do seu pai. Explicou que esta quarta-feira foi-lhes negado o acesso a um armazém da empresa Ingemar na Cidade do México. Lá procuravam documentos que, segundo ela, fossem relevantes para o caso. Ele garantiu que pessoal do Ministério Público impediu a entrada no imóvel, o que dificulta a elaboração da estratégia jurídica.

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A filha do ex-presidente também relatou que foi à Embaixada dos Estados Unidos no México. Ele denunciou o que descreve como perseguição política contra seu pai. Além disso, busca que os órgãos de direitos humanos tomem conhecimento do caso e acompanhem as supostas irregularidades.

Por sua vez, Ernesto Ruffo Appel continua a comparecer perante um juiz de controle. A autoridade judiciária definirá a sua situação jurídica no processo por suposto contrabando de combustível. Até o momento, as autoridades federais não se manifestaram publicamente sobre as acusações da família do ex-governador.

México registra 20 queixas criminais por mortes sob custódia do ICE

O México intensifica a pressão legal e diplomática sobre 17 mortes sob custódia do ICE.

O governo mexicano apresentou 20 queixas-crime nos Estados Unidos para investigar as mortes de pelo menos 17 mexicanos sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). As mortes ocorreram desde maio de 2025.

As denúncias foram apresentadas a oito promotores estaduais e 12 promotores municipais no Arizona, Califórnia, Flórida, Geórgia, Illinois, Louisiana, Missouri e Texas. A Procuradoria-Geral da República (FGR) enviou apelo formal ao Departamento de Justiça para solicitar a abertura de investigações e saber o andamento de cada processo.

O Ministério das Relações Exteriores (SRE) também solicitou a intervenção do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk. O objetivo é avaliar se os casos cumprem as obrigações internacionais dos Estados Unidos de proteção dos direitos humanos. Esta ação marca uma mudança: de protestos diplomáticos para mecanismos jurídicos e multilaterais.

O caso que desencadeou maior pressão foi a morte de Lorenzo Salgado Araujo, falecido durante uma operação de imigração em Houston, Texas, em 7 de julho. às famílias das vítimas. O SRE acompanhará as respostas das autoridades norte-americanas, embora reconheça que o processo para conseguir investigações e sanções poderá prolongar-se por um longo período.

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Eles exigem justiça para os mexicanos que morreram sob custódia do ICE

Protesto no Monumento à Revolução por 17 compatriotas que morreram sob custódia do ICE.

Organizações civis convocaram um dia de protesto na Cidade do México para exigir justiça para os 17 mexicanos que morreram sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) nos Estados Unidos. A mobilização acontecerá no sábado, 25 de julho, às 11h, no Monumento à Revolução, simultaneamente com manifestações em diversas cidades americanas.

Mobilização na capital

Coletivos como a Conexión Migrante convocaram a manifestação em memória de Lorenzo Salgado Araujo e Johan Sebastián Guerrero, dois dos compatriotas falecidos recentemente. Os organizadores salientaram que estes casos não devem ficar impunes ou tornar-se apenas mais uma estatística.

O protesto procura denunciar a criminalização das comunidades migrantes e a separação de famílias, além de exigir que as autoridades norte-americanas investiguem as mortes. Expressaram também solidariedade com os deportados, repatriados e migrantes em situações vulneráveis.

Ações do Governo do México

Paralelamente, o Governo do México mantém esforços diplomáticos para esclarecer os fatos. O embaixador Roberto Lazzeri apresentou 20 denúncias aos procuradores estaduais e municipais das entidades onde ocorreram as mortes.

O Ministério das Relações Exteriores informou que a Embaixada do México entregou ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos uma denúncia elaborada pela Procuradoria-Geral da República sobre os 17 casos, com o pedido formal de abertura das investigações correspondentes.

A mobilização procura tornar visível a situação dos migrantes e a necessidade de mudanças nas políticas migratórias. As organizações esperam que o dia sirva como um apelo à reflexão e à acção em ambos os países.

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Jornalista privado de vida em Oaxaca

Um colunista de Oaxaca foi morto no meio de uma via pública.

O jornalista Francisco Alejandro Leyva Aguilar foi morto a tiros nesta quarta-feira em San Pablo Etla, Oaxaca. O ataque ocorreu enquanto ele estava sentado em uma barraca de comida de rua.

Leyva era diretor da Corporação de Rádio e Televisão de Oaxaca (Cortv). Nos últimos meses divulgou análises políticas e sociais através de sua coluna “El zumbido del Moscardón”.

O governador Salomón Jara expressou sua solidariedade à família do comunicador. Afirmou que nenhuma diferença decorrente do exercício da crítica pode justificar um ato de violência. Jara também enfatizou que a violência não é a solução e apelou para que se encontrem caminhos de diálogo.

Este facto soma-se a outros casos de ataques contra jornalistas no México, o que gera preocupação no sindicato. Leyva era conhecido por seu trabalho na mídia local e por sua carreira na comunicação de Oaxaca.

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