Ameaças criminais dificultam busca por Lorenza Cano em Guanajuato

O crime organizado tenta obstruir a busca de vítimas num caso que choca Guanajuato.

Coletivos e Ministério Público enfrentam ameaças durante busca

Membros de grupos de busca e funcionários da Promotoria de Guanajuato sofreram intimidação de grupos criminosos durante os esforços para localizar Lorenza Cano Flores, uma ativista desaparecida cujos restos mortais poderiam ter sido encontrados em uma cova clandestina em Villagrán. A operação permitiu a recuperação de vários corpos, embora a identificação formal ainda exija análise genética.

Contexto do caso e resistência criminal

O promotor Gerardo Vázquez Alatorre confirmou que, apesar das ameaças, os restos humanos foram resgatados. “Houve riscos durante a revisão, mas priorizamos a recuperação das vítimas”, declarou. Lorenza, integrante do coletivo “Salamanca Unidos em busca de desaparecidos”, foi sequestrada em janeiro de 2024 junto com o assassinato de sua família. Ele procurava pelo irmão, desaparecido desde 2018.

RelacionadoOperação em Guanajuato apreende 27 mil litros de asfalto e prende nove supostos criminosos

As autoridades evitam divulgar detalhes devido aos protocolos de investigação, embora tenha sido confirmado que os restos mortais poderiam corresponder a Lorenza. Ao mesmo tempo, está sendo investigada uma fraude ligada ao falso recrutamento pela empresa Honda e ao tráfico ilegal de armas, este último em coordenação com as autoridades federais.

Compartilhe essas informações para tornar visível a luta contra a impunidade e explore mais sobre segurança em nossa plataforma.

Morena acusa oposição de negociar unidade para migrantes falecidos

Ariadna Montiel pede que os interesses nacionais tenham precedência sobre as diferenças partidárias.

Morena exige unidade diante da morte de compatriotas

A presidente nacional do Morena, Ariadna Montiel Reyes, acusou os partidos da oposição de “negociar” a unidade do México diante dos casos de 17 compatriotas que morreram sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).

Durante uma conferência de imprensa, o líder morenoista destacou que o apelo para cerrar fileiras para exigir respostas do governo dos EUA deve estar acima das diferenças partidárias e ideológicas. Considerou que se trata da defesa dos direitos dos mexicanos no exterior.

Montiel Reyes afirmou que a posição da oposição reflete a falta de compromisso com o país. Ele descreveu como “mesquinho” que alguns líderes não apoiem totalmente o apelo à unidade feito pela Presidente Claudia Sheinbaum para resolver casos de alegados abusos contra migrantes mexicanos.

O dirigente do Morena sustentou que a protecção dos concidadãos deve ser uma questão prioritária para todas as forças políticas. Ele apelou à colocação dos interesses nacionais acima das disputas partidárias.

Continuar lendo

Secretaria da Mulher mantém apoio à esposa do ex-diretor da Pemex

Governo oferece atendimento integral à esposa do ex-diretor da Pemex que está sendo julgada por violência.

Apoio permanente da Secretaria da Mulher

A Secretaria da Mulher informou que continuará prestando atendimento integral, aconselhamento e apoio psicossocial a María Felicia Jiménez, esposa do ex-diretor da Petróleos Mexicanos, Víctor Rodríguez Padilla. O apoio será mantido caso ela o solicite, no âmbito do processo judicial que enfrenta por alegada violência familiar.

Em comunicado, a agência esclareceu que qualquer apoio será concedido com total respeito à vontade, autonomia e dignidade do Dr. Reiterou também o seu compromisso de ajudar as mulheres que vivenciam situações de violência através de mecanismos de proteção especializados.

Decisão de não comparecer à audiência

A declaração ocorreu depois que María Felicia Jiménez informou que não compareceria à audiência marcada para ratificar o indulto concedido ao seu marido. Argumentou que enfrenta um forte cerco mediático e procura proteger a sua privacidade e a dos seus filhos, especialmente a do seu filho menor.

As autoridades mantêm aberta a possibilidade de a vítima aceder aos serviços quando considerarem necessário. O caso chamou a atenção do público devido aos vínculos de poder dos envolvidos, embora a Secretaria garanta que suas ações se baseiam em critérios técnicos e de direitos humanos.

Continuar lendo

Ulises Lara deixa a FGR; alega razões pessoais

Porta-voz da FGR deixou o cargo seis meses depois de assumi-la. Fontes apontam para motivos pessoais.

Mudanças no FGR

Ulises Lara López deixou a titularidade da Procuradoria Especial de Investigação de Assuntos Relevantes e a porta-voz da Procuradoria-Geral da República (FGR). Isso foi relatado por fontes federais. Sua saída ocorreu apenas seis meses após a posse.

Segundo as fontes consultadas, a separação ocorreu por motivos pessoais. As causas específicas não foram detalhadas.

Lara López foi nomeada em janeiro de 2026 pela procuradora-geral Ernestina Godoy Ramos. Chefiou a área de Assuntos Relevantes e atuou como porta-voz da instituição. Anteriormente, colaborou com Godoy Ramos na Procuradoria Geral da Cidade do México, onde ocupou diversos cargos. Após a nomeação, agradeceu a confiança e garantiu que continuará trabalhando pela justiça.

Durante a gestão do ex-procurador Alejandro Gertz Manero, Lara López integrou a estrutura da FGR como delegada estadual em Morelos. A partir daí participou de tarefas relacionadas às investigações federais.

Continuar lendo