Guanajuato investiga contrato milionário do ex-governador com a Seguritech

Eles revelam ligações entre o ex-governador e a empresa de segurança em um polêmico contrato de US$ 2,8 bilhões.

Investigação profunda sobre contratos de segurança em Guanajuato

A atual administração de Guanajuato, liderada pela Governadora Libia García, iniciou uma investigação exaustiva sobre os acordos de segurança assinados durante a gestão do ex-presidente Diego Sinhue Rodríguez com a empresa Seguritech, cujos montantes ascenderam a 2,8 mil milhões de pesos. O caso ganhou relevância após ser revelado que o ex-funcionário mora em uma residência de luxo em Houston, no Texas, vinculado a um executivo da referida empresa.

Principais descobertas e seu contexto

De acordo com uma investigação colaborativa entre o laboratório jornalístico POPLab e a plataforma CONNECTAS, a chamada “Casa Azul”, avaliada em um milhão de dólares (aproximadamente 20 milhões de pesos), é propriedade de Daniel Ezquenazi Beraha, diretor da Seguritech. Esta empresa, fundada pelo empresário Ariel Picker, estabeleceu operações em Guanajuato em 2012, durante o governo de Miguel Márquez, atual senador do PAN.

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O governador García enfatizou que a investigação, liderada pela Secretaria de Honestidade, busca garantir a transparência: “Não estou aqui para defender pessoas, contratos ou empresas. Qualquer preocupação legítima será analisada com rigor.” Além disso, prometeu tornar públicos os resultados para esclarecer possíveis conflitos de interesse.

Por sua vez, Diego Sinhue Rodríguez negou ser proprietário da casa no Texas, argumentando em carta enviada ao jornal REFORMA que a aluga para sua família, que mora nos Estados Unidos por motivos educacionais. No entanto, a proximidade entre a empresa contratante e o seu local de residência levantou questões sobre a ética na cessão dos referidos contratos durante o seu mandato (2018-2024).

Implicações e análise institucional

Este caso reflete um padrão recorrente no México: a opacidade nos contratos públicos com empresas privadas. A Seguritech, especializada em segurança privada, multiplicou sua presença em Guanajuato durante as administrações do PAN, o que exige um exame detalhado dos processos licitatórios e dos beneficiários finais.

Especialistas anticorrupção apontam que investigações como essa são cruciais para impedir práticas irregulares. “A responsabilização deve incluir não apenas os funcionários, mas também os atores privados que poderiam tirar vantagem de relações privilegiadas”, alerta um relatório da Transparência Internacional.

O contexto político acrescenta complexidade ao caso: tanto Sinhue Rodríguez quanto Miguel Márquez pertencem ao PAN, partido que governa Guanajuato há três décadas. Isto levanta questões sobre mecanismos internos de supervisão e controle dentro do próprio grupo político.

O que vem a seguir? Os resultados da investigação poderão abrir um precedente para a auditoria de contratos semelhantes em outras entidades. Os cidadãos exigem respostas claras, especialmente num estado com altas taxas de violência, onde os recursos atribuídos à segurança são críticos.

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Vice-almirante apela negação de proteção a huachicol na Marinha

Manuel Roberto Farías Laguna busca reverter a decisão que o mantém detido pela rede huachicol.

O vice-almirante Manuel Roberto Farías Laguna, acusado de liderar uma rede huachicol da Marinha, contestou a decisão judicial que lhe negou proteção. Sua defesa apresentou recurso de revisão perante um Tribunal Colegiado em Matéria Penal.

O tribunal definirá se admite ou rejeita o recurso. Se admitido, revisará a sentença do juiz Jorge Adrián Cruz Flores, que em 22 de junho negou proteção federal. Se ratificar, o vice-almirante continuará detido na prisão do Altiplano.

Farías Laguna solicitou proteção em outubro de 2025, depois que o juiz Mario Martínez Elizondo o vinculou a processos por crime organizado e tráfico de combustíveis. A FGR o acusa de liderar uma organização que operou o desembarque de pelo menos 31 embarcações com huachicol fiscal nas alfândegas de Altamira e Tampico, Tamaulipas.

Detalhes da acusação

Segundo o Ministério Público, um grupo de marinheiros e funcionários da alfândega, liderado pelos irmãos Manuel Roberto e Fernando Farías Laguna, teria coordenado a entrada de combustível roubado durante o mandato de seis anos do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador. A rede funcionava com cumplicidade dentro da mesma instituição.

A resolução do Tribunal Colegiado será fundamental para o futuro jurídico dos acusados. O caso mostra os desafios da luta contra o huachicol quando envolve altos comandantes da Marinha.

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Ex-diretor da Pemex enfrenta processo criminal em Atlacholoaya

Ex-diretor da Pemex reivindica frutas e juiz ordena atendimento médico em Atlacholoaya.

Entrada na prisão de Atlacholoaya

Víctor Rodríguez Padilla, ex-diretor da Petróleos Mexicanos (Pemex), foi internado no Centro de Observação e Classificação da prisão de Atlacholoaya após sua prisão na prefeitura de Benito Juárez, na Cidade do México. Ele é acusado de violência familiar e vicária, por agredir a esposa na presença da filha mais nova.

Durante sua primeira manhã na área de proteção aos funcionários, ele expressou insatisfação porque não lhe trouxeram frutas. A regra da prisão é que frutas sejam servidas apenas para quem está de dieta doente. Mais tarde, deram-lhe pedaços de melão e outros presos indicaram que ele provavelmente pagou por esse benefício, prática comum naquela região.

Rodríguez ocupa uma única cela, usa uniforme bege e tênis liso. Até o momento ele não recebeu visitas de familiares ou amigos. Ele também não teve acompanhantes na audiência de formulação da acusação, na última quarta-feira. A juíza Consuelo Adriana Carrera Ortiz perguntou duas vezes se havia algum familiar presente, sem obter resposta.

Nessa mesma audiência, o ex-funcionário informou que está em tratamento para um tumor maligno na próstata. O juiz ordenou atendimento médico imediato.

“Vou ordenar que a correspondente carta seja enviada ao diretor do Centro de Reinserção Social para que possa prestar imediatamente atendimento médico e deverá me informar no prazo de 24 horas”, disse o juiz.

Rodríguez tentou detalhar sua medicação, mas o juiz o interrompeu: “Não posso ordenar neste consultório que você receba esses medicamentos, porque não sou médico; porém, um médico determinará se é pertinente que você tome esses medicamentos”. Foram registradas denúncias no presídio por falta de medicamentos.

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Vazamento em Cereso de Sonora ativa operação de busca

Três presos escaparam da prisão de Hermosillo; As forças federais e estaduais estão procurando por eles.

Três pessoas privadas de liberdade fugiram do Centro de Reinserção Social (Cereso) Número 2, em Sonora. O incidente ocorreu na madrugada de sábado, 11 de julho, e desencadeou uma operação de segurança na área.

A ausência dos internos foi detectada por volta das 5h30, durante a chamada. A prisão está localizada no quilômetro 21 da rodovia estadual 100, no trajeto Hermosillo-Bahía de Kino.

Operação de pesquisa

Corporações dos três níveis de governo reforçaram a vigilância na área. Elementos da Polícia de Segurança Pública do Estado, da Agência Ministerial de Investigação Criminal (AMIC), da Guarda Nacional e do Exército Mexicano guardam as entradas principal e traseira. Eles também realizam passeios de rastreamento nos arredores.

A Secretaria de Segurança Pública de Sonora confirmou a evasão por meio de comunicado. Ele lembrou que o Sistema Penitenciário Estadual ativou imediatamente os protocolos de segurança.

Investigações em andamento

Todas as autoridades participam das ações para recapturar os fugitivos. Ao mesmo tempo, estão sendo realizadas investigações para apurar como ocorreu a fuga. Até o momento, a identidade dos fugitivos e as circunstâncias exatas da fuga não foram reveladas.

A agência indicou que continuará informando sobre o andamento da operação e das investigações.

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