Zelenskyy demite Syrskyi em meio a protestos na Ucrânia

A mudança no alto comando responde à pressão dos cidadãos e às críticas internas.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, demitiu o general Oleksandr Syrskyi do cargo de comandante-chefe das forças armadas, após vários dias de protestos em Kiev e outras cidades exigindo a sua destituição. Em seu lugar, nomeou Mijailo Drapatyi, segundo comunicado oficial.

“Nosso desejo comum é um só: a vitória sobre o inimigo”, declarou Zelenskyy.

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Pressão cidadã e mudanças internas

Foi a segunda grande reviravolta de Zelenskyy sob pressão da opinião pública. Os protestos também exigiram a reintegração do antigo ministro da Defesa, Mikhailo Fedorov, visto como um impulsionador da modernização militar. Syrskyi foi criticado por representar uma cultura de comando de estilo soviético.

Zelenskyy agradeceu a Syrskyi pela defesa de Kiev e pelas operações em Kharkiv e Kursk. Ele então apresentou Drapatyi como o novo chefe.

Drapatyi escreveu no Facebook:

“Servir a Ucrânia sempre foi uma honra para mim… Trabalharei com responsabilidade, com foco e com respeito pelas pessoas que hoje defendem o nosso Estado.”

Fedorov parabenizou Drapatyi e chamou a nomeação de “uma nova esperança na luta dos povos livres pela liberdade e justiça”. Zelenskyy ofereceu a Fedorov uma posição para unificar o setor tecnológico, mas não foi confirmado se ele aceitou.

Fedorov criticou publicamente Syrskyi, dizendo que ele estava bloqueando suas reformas e que deveria ser substituído. Após o impeachment, ele ligou para Syrskyi para agradecer suas contribuições, mas destacou que o país precisa avançar mais rápido e corrigir os erros.

Novos ataques dos EUA ao Irão aumentam tensões no Médio Oriente

Nona noite de ataques dos EUA contra alvos militares no Irã.

Os Estados Unidos lançaram uma nova ofensiva aérea contra o Irão na madrugada desta segunda-feira, a nona noite consecutiva de bombardeamentos. Washington confirmou a morte de outro soldado americano no Iraque, enquanto Teerão respondeu atacando o Bahrein e o Kuwait, principais aliados dos EUA na região.

Objetivos e implicações

O Comando Central dos EUA informou que os ataques tiveram como alvo centros de comando, defesa aérea, vigilância costeira, bases de mísseis e drones, bem como redes de comunicação iranianas. A mídia oficial iraniana relatou pelo menos uma morte perto de Tabriz, uma área onde supostamente existem bases subterrâneas da Guarda Revolucionária. Também foram registados ataques noutras províncias estratégicas.

A escalada chegou ao Estreito de Ormuz: um navio mercante pegou fogo após ser atingido por um projétil perto da costa de Omã, obrigando a tripulação a evacuá-lo. A Guarda Revolucionária afirmou ter atacado petroleiros na área. O Bahrein ativou sirenes antimísseis e o Kuwait confirmou que as suas defesas aéreas interceptaram projéteis iranianos.

Impacto e diplomacia do petróleo

O preço do petróleo Brent ultrapassou os 90 dólares por barril devido à interrupção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, através do qual transitava cerca de um quinto do petróleo bruto mundial antes do conflito. Washington mantém um bloqueio naval aos portos iranianos para impedir as suas exportações.

O secretário de Estado Marco Rubio reiterou que os EUA continuam abertos à negociação, embora tenha reconhecido que ainda não existem condições para um acordo. As autoridades iranianas confirmaram as propostas através de mediadores, enquanto o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Mohammad Javad Zarif, insistiu que só a diplomacia impedirá uma nova escalada. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, 17 militares dos EUA morreram; Segundo Teerão, os recentes bombardeamentos deixaram pelo menos 50 mortos e 517 feridos em território iraniano.

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Congo enfrenta surto de Ebola mais mortal: 930 mortos

A cepa Bundibugyo não tem vacina nem tratamento. A insegurança agrava a crise.

O surto de Ébola na República Democrática do Congo conta agora com 930 mortes, segundo o Ministério da Saúde. Só entre sexta e sábado foram registadas 37 novas perdas, um dos números diários mais elevados desde 15 de maio, quando começou a emergência.

O desafio de uma cepa sem vacina

As autoridades relataram 2.344 casos confirmados até sábado. O surto atual é causado pela variante Bundibugyo do vírus, considerada a de crescimento mais rápido conhecida. Ao contrário de outras cepas, ainda não existe vacina ou tratamento aprovado.

A insegurança na província de Ituri, a mais afetada, complica a resposta. Os ataques a instalações médicas – alimentados por rumores e desconfiança – juntamente com a falta de pagamento aos profissionais de saúde estão a dificultar a contenção do vírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que 80% das novas infecções provêm de cadeias de transmissão desconhecidas. A doença está se espalhando mais rápido do que as equipes conseguem rastrear. Além disso, 36 profissionais de saúde morreram após serem infectados durante a prestação de cuidados.

Apesar do panorama, o Ministério da Saúde garante que está a reforçar a resposta. Atualmente 724 pacientes permanecem internados ou em isolamento. Nas últimas 24 horas foram reportadas 22 novas recuperações, embora as autoridades reconheçam que o controlo do surto continua a ser um dos maiores desafios de saúde do país.

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Filipinas acusa China de atacar marinheiro no Mar do Sul

Marinheiro filipino ferido pela Guarda Costeira chinesa no disputado banco de areia Second Thomas.

O Exército filipino informou esta segunda-feira que a Guarda Costeira chinesa feriu um dos seus marinheiros durante um incidente no banco de areia Second Thomas, no Mar da China Meridional. Segundo as autoridades, militares chineses atingiram o tripulante com uma vara de madeira e causaram danos ao seu barco.

Detalhes da altercação

Um barco chinês com oito tripulantes aproximou-se do navio BRP Sierra Madre, um antigo navio encalhado que as Filipinas usam como posto avançado na área. Marinheiros filipinos registaram o incidente e garantiram que a sua acção foi defensiva, sem causar escalada.

As autoridades filipinas solicitaram uma investigação. O incidente acrescenta tensão às já complicadas relações bilaterais, marcadas por disputas territoriais no estratégico Mar do Sul da China. A China, por seu lado, continua a reforçar a sua presença na região, enquanto as Filipinas procuram equilibrar posições.

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