Substituição de Fedorov desencadeia mobilizações na Ucrânia

Mudança na defesa ucraniana gera descontentamento em Kyiv e em outras cidades.

Relé que divide a Ucrânia

Esta quinta-feira, Volodymyr Zelenskyy demitiu Mykhailo Fedorov, ministro da Defesa, no âmbito de uma ampla reestruturação governamental. A decisão gerou mobilizações em Kiev e outras cidades, onde milhares de pessoas apoiaram o responsável, considerado um dos principais impulsionadores da inovação tecnológica militar no país.

O presidente justificou a mudança apontando divergências entre Fedorov e o comandante das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi. Segundo Zelenskyy, estas divergências dificultaram a coordenação no meio de um conflito armado contra a Rússia. O major-general Yevhen Khmara assumirá a pasta.

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A saída de Fedorov gerou desconforto entre os cidadãos, que consideram essencial o seu trabalho no desenvolvimento de estratégias defensivas. As manifestações reflectem a preocupação com a direcção do governo neste contexto de hostilidades.

Polónia acusa ucraniano de sabotagem a favor da Rússia

O promotor polonês acusa um jovem ucraniano de sabotagem para a Rússia.

Taxas de desestabilização

Os procuradores polacos apresentaram acusações contra um cidadão ucraniano de 18 anos por alegados atos de sabotagem e desestabilização em benefício da inteligência russa. Segundo as autoridades, o jovem teria sido recrutado através da internet e recebido pagamentos em criptomoedas para realizar ações que procuravam prejudicar as relações entre a Polónia e a Ucrânia.

Segundo a Agência de Segurança Interna polaca, o arguido enfrenta 47 acusações por atos cometidos entre novembro de 2024 e agosto de 2025. Entre elas está a alteração de monumentos dedicados às vítimas polacas de acontecimentos trágicos ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial, ações que pretendiam alimentar tensões históricas entre as duas nações.

As investigações indicam que o jovem operava sob instruções diretas da Rússia. Nenhum detalhe adicional sobre sua identidade ou paradeiro atual foi revelado.

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Trump mantém suas acusações de fraude eleitoral em 2020 sem provas

Trump insiste em alegações desmentidas sobre as eleições de 2020. Novas investigações geram polêmica.

Quase seis anos após as eleições presidenciais de 2020 nos Estados Unidos, Donald Trump continua a alegar que houve irregularidades. Múltiplas investigações oficiais, auditorias e tribunais concluíram que não houve fraude generalizada ou interferência estrangeira que alterasse o resultado, vencido por Joe Biden.

Numa mensagem recente à nação, Trump antecipou “notícias realmente grandes” sobre as eleições. Especialistas em integridade eleitoral estão preocupados com a possibilidade de o presidente repetir afirmações já desmentidas. Os membros da sua administração evitam reconhecer explicitamente a vitória de Biden e apenas apontam que ele foi declarado presidente.

Conclusões oficiais e novas investigações

O então procurador-geral William Barr afirmou não ter encontrado nenhuma evidência de fraude significativa. Chris Krebs, ex-diretor da agência federal de segurança cibernética eleitoral, descreveu as eleições como seguras. Uma avaliação da inteligência no final do primeiro mandato de Trump descartou a possibilidade de adulteração estrangeira dos resultados.

No entanto, desde o seu regresso à Casa Branca, Trump ordenou novas investigações. Agentes federais revisaram registros eleitorais em condados da Geórgia e do Arizona. Kurt Olsen, advogado ligado a teorias de fraude, lidera parte das investigações. Os críticos apontam que estas ações implicam um elevado gasto de recursos públicos sem apresentar evidências conclusivas até agora.

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Irã responde com mísseis aos bombardeios dos EUA em seu território

Os ataques perto de Teerã e o bloqueio em Ormuz agravam o conflito.

A escalada entre os Estados Unidos e o Irão deu um novo salto esta quinta-feira. As forças norte-americanas expandiram os seus bombardeamentos em direção ao norte do país persa e atacaram um navio acusado de violar o bloqueio naval imposto à República Islâmica.

Teerã reagiu rapidamente. Lançou mísseis e drones contra os aliados de Washington na região – Bahrein, Jordânia e Kuwait – e alertou que irá endurecer as suas acções se as ofensivas continuarem.

Principais números e metas

Fontes iranianas relataram pelo menos 35 mortos e mais de 300 feridos após os ataques. Pela primeira vez nesta fase do conflito, os bombardeamentos atingiram áreas próximas da capital e províncias onde estão localizadas instalações ligadas ao programa de mísseis balísticos e de desenvolvimento espacial do Irão.

O Comando Central dos EUA afirmou que pretende enfraquecer ainda mais as capacidades militares iranianas.

O Estreito de Ormuz na mira

A tensão também se deslocou para aquela rota marítima crucial para o comércio global de petróleo. Washington informou que desativou um petroleiro que se dirigia ao principal terminal de exportação do Irão, depois de ignorar os avisos.

O Irão, por seu lado, reiterou que não permitirá a intervenção estrangeira nessa rota, que considera uma “linha vermelha” para a sua segurança nacional.

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