Irã responde com mísseis aos bombardeios dos EUA em seu território

Os ataques perto de Teerã e o bloqueio em Ormuz agravam o conflito.

A escalada entre os Estados Unidos e o Irão deu um novo salto esta quinta-feira. As forças norte-americanas expandiram os seus bombardeamentos em direção ao norte do país persa e atacaram um navio acusado de violar o bloqueio naval imposto à República Islâmica.

Teerã reagiu rapidamente. Lançou mísseis e drones contra os aliados de Washington na região – Bahrein, Jordânia e Kuwait – e alertou que irá endurecer as suas acções se as ofensivas continuarem.

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Principais números e metas

Fontes iranianas relataram pelo menos 35 mortos e mais de 300 feridos após os ataques. Pela primeira vez nesta fase do conflito, os bombardeamentos atingiram áreas próximas da capital e províncias onde estão localizadas instalações ligadas ao programa de mísseis balísticos e de desenvolvimento espacial do Irão.

O Comando Central dos EUA afirmou que pretende enfraquecer ainda mais as capacidades militares iranianas.

O Estreito de Ormuz na mira

A tensão também se deslocou para aquela rota marítima crucial para o comércio global de petróleo. Washington informou que desativou um petroleiro que se dirigia ao principal terminal de exportação do Irão, depois de ignorar os avisos.

O Irão, por seu lado, reiterou que não permitirá a intervenção estrangeira nessa rota, que considera uma “linha vermelha” para a sua segurança nacional.

América Latina reforça planos de emergência para El Niño

Os países da região ativam protocolos em resposta ao fortalecimento do El Niño no Pacífico.

Os governos da América Latina estão a acelerar os seus planos de emergência face ao fortalecimento do fenómeno El Niño no Pacífico. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que o evento já está em curso e alertou que os países devem agir cedo para reduzir os impactos.

Governos agem

O Brasil reforçou suas brigadas contra incêndios florestais. A Colômbia ativou sistemas de monitoramento de água. Outras nações centro-americanas estão a trabalhar em planos para proteger comunidades vulneráveis ​​e garantir serviços básicos. Os especialistas salientam que, embora o fenómeno se desenvolva gradualmente, as autoridades costumam adiar as ações preventivas até que as emergências já estejam em curso.

Impacto esperado

Secas, calor extremo, incêndios, inundações e impactos nos sistemas de água, energia e transporte são esperados. A produção agrícola e o acesso à água potável poderão ser seriamente prejudicados, especialmente nas comunidades mais vulneráveis. A OMM insiste que a preparação antecipada é fundamental para mitigar os efeitos adversos previstos nos próximos meses.

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Xi Jinping apela à governação global da IA ​​sem domínio unilateral

A China propõe cooperação internacional em inteligência artificial e oferece formação aos países em desenvolvimento.

China aposta na governança global da IA

O presidente chinês, Xi Jinping, apelou à promoção da governação global da inteligência artificial (IA) e afirmou que o seu desenvolvimento não deve pertencer a um único país. Durante a abertura da Conferência Mundial sobre Inteligência Artificial, em Xangai, questionou o que chamou de “exagero” do conceito de segurança nacional nesta área, numa clara referência às restrições tecnológicas impostas pelos Estados Unidos.

“A inteligência artificial deve se tornar uma sinfonia de cooperação global, e não uma competição isolada entre nações”, disse Xi.

Como parte da sua estratégia, a China reforçará a colaboração em IA com organizações como a ASEAN, a Liga Árabe, a União Africana, a CELAC e os países BRICS. Além disso, oferecerá cinco mil oportunidades de formação aos países em desenvolvimento nos próximos cinco anos.

Acordo multilateral em Xangai

Antes do evento, 29 países – incluindo Rússia, Paquistão e Cazaquistão – assinaram um acordo com Pequim para criar uma Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial, com sede em Xangai. Os analistas interpretam esta iniciativa como a resposta da China ao quadro Pax Silica dos EUA, que procura fortalecer as cadeias de abastecimento de IA com os seus aliados.

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EUA reduzem vistos para jornalistas estrangeiros para 240 dias

A administração Trump reduz a validade do visto para correspondentes estrangeiros para 240 dias.

A administração de Donald Trump implementou uma mudança drástica no sistema de vistos para correspondentes internacionais. A partir de agora, os vistos para jornalistas estrangeiros terão uma validade máxima de 240 dias, em comparação com os vários anos permitidos pelo regime anterior. No caso dos jornalistas chineses, a autorização de permanência é reduzida para apenas 90 dias.

Reações e justificativas

O Departamento de Segurança Interna explicou que foi eliminado o sistema de “duração do estatuto”, que permitia aos correspondentes permanecer em território norte-americano desde que cumprissem os requisitos de visto. Em vez disso, são estabelecidos prazos fixos renováveis, com o objetivo de facilitar a supervisão e revisão de cada caso.

Organizações como Repórteres Sem Fronteiras e o Comité para a Proteção dos Jornalistas salientaram que a medida restringe a liberdade de imprensa e dificulta a cobertura de informação pelos meios de comunicação internacionais nos Estados Unidos. De Pequim, o governo chinês descreveu a decisão como discriminatória e alertou que tomará medidas de resposta.

Os novos regulamentos também impactam os estudantes e outros visitantes sob regimes semelhantes. Numa altura em que Washington e Pequim procuram estabilizar as suas relações bilaterais, este endurecimento da imigração poderá alimentar tensões entre ambas as potências.

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