Substituição de Fedorov desencadeia mobilizações na Ucrânia

Mudança na defesa ucraniana gera descontentamento em Kyiv e em outras cidades.

Relé que divide a Ucrânia

Esta quinta-feira, Volodymyr Zelenskyy demitiu Mykhailo Fedorov, ministro da Defesa, no âmbito de uma ampla reestruturação governamental. A decisão gerou mobilizações em Kiev e outras cidades, onde milhares de pessoas apoiaram o responsável, considerado um dos principais impulsionadores da inovação tecnológica militar no país.

O presidente justificou a mudança apontando divergências entre Fedorov e o comandante das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi. Segundo Zelenskyy, estas divergências dificultaram a coordenação no meio de um conflito armado contra a Rússia. O major-general Yevhen Khmara assumirá a pasta.

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A saída de Fedorov gerou desconforto entre os cidadãos, que consideram essencial o seu trabalho no desenvolvimento de estratégias defensivas. As manifestações reflectem a preocupação com a direcção do governo neste contexto de hostilidades.

Trump autoriza voos diretos para o Líbano depois de décadas

O presidente dos EUA permitirá voos comerciais para o Líbano e reunir-se-á com o presidente libanês para promover a paz.

Voos diretos e diálogo diplomático

O presidente Donald Trump anunciou que a sua administração permitirá a retomada dos voos diretos entre os Estados Unidos e o Líbano, suspensos desde 1985 após o sequestro do voo 847 da TWA. A medida ficou conhecida após seu encontro na Casa Branca com o presidente libanês, Joseph Aoun.

“Ordeno à minha administração que permita que todas as companhias aéreas dos EUA voem diretamente para o Líbano para que os americanos possam visitar facilmente esta bela terra”, escreveu Trump nas redes sociais.

Durante a reunião, Trump prometeu “ajudar muito” o Líbano. Aoun é o primeiro líder libanês a visitar Washington desde 2009. A visita ocorre num contexto de tensão regional, após meses de conflito entre Israel e o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irão.

Avanços rumo a um acordo-quadro

O Líbano e Israel assinaram em 26 de junho um acordo-quadro que prevê a retirada das forças israelitas do sul do país e o desarmamento do Hezbollah. A implementação começou em áreas piloto como Zawtar al-Gharbieh, onde o exército libanês já começou a ser destacado. No entanto, as divergências permanecem: as forças israelitas dispararam tiros de advertência durante a operação, embora ambos os lados divirjam quanto à localização do incidente.

O secretário de Estado Marco Rubio apoiou o acordo: “Como substituir o Hezbollah? Você os derrota e os substitui por um governo forte o suficiente para ser a única força armada no país”. Ele alertou que o Líbano não estará em paz até que a questão do grupo armado seja resolvida.

Trump mencionou que falaria pessoalmente com o Hezbollah se Aoun lhe pedisse, e até levantou a possibilidade de a Síria intervir contra a organização. Ambas as opções são impopulares no Líbano.

Cuidado no terreno

Abed Ezzeldine, prefeito de Zawtar al-Gharbieh, pareceu cauteloso: os residentes deslocados poderão verificar suas casas, mas não poderão ficar por causa da infraestrutura destruída. “As casas foram demolidas. Eles (os israelenses) destruíram as ruas”, declarou.

Israel planeia manter uma presença militar prolongada numa “zona de segurança” no sul. Entretanto, o governo libanês, que emergiu de uma campanha reformista em 2025, insiste que a retirada israelita e o apoio financeiro internacional são essenciais para uma solução sustentável. O recente conflito deixou mais de 4.000 mortos e 1,2 milhões de deslocados no Líbano.

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Zelenskyy demite Syrskyi em meio a protestos na Ucrânia

A mudança no alto comando responde à pressão dos cidadãos e às críticas internas.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, demitiu o general Oleksandr Syrskyi do cargo de comandante-chefe das forças armadas, após vários dias de protestos em Kiev e outras cidades exigindo a sua destituição. Em seu lugar, nomeou Mijailo Drapatyi, segundo comunicado oficial.

“Nosso desejo comum é um só: a vitória sobre o inimigo”, declarou Zelenskyy.

Pressão cidadã e mudanças internas

Foi a segunda grande reviravolta de Zelenskyy sob pressão da opinião pública. Os protestos também exigiram a reintegração do antigo ministro da Defesa, Mikhailo Fedorov, visto como um impulsionador da modernização militar. Syrskyi foi criticado por representar uma cultura de comando de estilo soviético.

Zelenskyy agradeceu a Syrskyi pela defesa de Kiev e pelas operações em Kharkiv e Kursk. Ele então apresentou Drapatyi como o novo chefe.

Drapatyi escreveu no Facebook:

“Servir a Ucrânia sempre foi uma honra para mim… Trabalharei com responsabilidade, com foco e com respeito pelas pessoas que hoje defendem o nosso Estado.”

Fedorov parabenizou Drapatyi e chamou a nomeação de “uma nova esperança na luta dos povos livres pela liberdade e justiça”. Zelenskyy ofereceu a Fedorov uma posição para unificar o setor tecnológico, mas não foi confirmado se ele aceitou.

Fedorov criticou publicamente Syrskyi, dizendo que ele estava bloqueando suas reformas e que deveria ser substituído. Após o impeachment, ele ligou para Syrskyi para agradecer suas contribuições, mas destacou que o país precisa avançar mais rápido e corrigir os erros.

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Novos ataques dos EUA ao Irão aumentam tensões no Médio Oriente

Nona noite de ataques dos EUA contra alvos militares no Irã.

Os Estados Unidos lançaram uma nova ofensiva aérea contra o Irão na madrugada desta segunda-feira, a nona noite consecutiva de bombardeamentos. Washington confirmou a morte de outro soldado americano no Iraque, enquanto Teerão respondeu atacando o Bahrein e o Kuwait, principais aliados dos EUA na região.

Objetivos e implicações

O Comando Central dos EUA informou que os ataques tiveram como alvo centros de comando, defesa aérea, vigilância costeira, bases de mísseis e drones, bem como redes de comunicação iranianas. A mídia oficial iraniana relatou pelo menos uma morte perto de Tabriz, uma área onde supostamente existem bases subterrâneas da Guarda Revolucionária. Também foram registados ataques noutras províncias estratégicas.

A escalada chegou ao Estreito de Ormuz: um navio mercante pegou fogo após ser atingido por um projétil perto da costa de Omã, obrigando a tripulação a evacuá-lo. A Guarda Revolucionária afirmou ter atacado petroleiros na área. O Bahrein ativou sirenes antimísseis e o Kuwait confirmou que as suas defesas aéreas interceptaram projéteis iranianos.

Impacto e diplomacia do petróleo

O preço do petróleo Brent ultrapassou os 90 dólares por barril devido à interrupção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, através do qual transitava cerca de um quinto do petróleo bruto mundial antes do conflito. Washington mantém um bloqueio naval aos portos iranianos para impedir as suas exportações.

O secretário de Estado Marco Rubio reiterou que os EUA continuam abertos à negociação, embora tenha reconhecido que ainda não existem condições para um acordo. As autoridades iranianas confirmaram as propostas através de mediadores, enquanto o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Mohammad Javad Zarif, insistiu que só a diplomacia impedirá uma nova escalada. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, 17 militares dos EUA morreram; Segundo Teerão, os recentes bombardeamentos deixaram pelo menos 50 mortos e 517 feridos em território iraniano.

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