Novas regras bancárias contra imigrantes sem status
O governo de Donald Trump anunciou um novo aperto na imigração. A partir desta segunda-feira, os reguladores bancários vão emitir orientações para que as instituições financeiras monitorizem melhor os empréstimos concedidos a pessoas sem autorização de trabalho.
O Gabinete do Controlador da Moeda, a Corporação Federal de Seguros de Depósitos e a Associação Nacional das Cooperativas de Crédito lembrarão os bancos e as cooperativas de crédito das suas obrigações de “conhecer o seu cliente”. Será recomendado que avaliem com mais rigor a capacidade de pagamento dos requerentes, considerando o risco de que a deportação os impeça de cumprir as obrigações financeiras.
O governo federal não ordena explicitamente o fechamento de contas ou a negação de crédito. Mas sustenta que este grupo representa um risco maior devido à incerteza sobre a sua permanência no país. Não há dados precisos sobre quantas pessoas sem situação legal mantêm contas ou crédito nos EUA.
Medidas que já estão em andamento
Esta ação faz parte da ordem executiva que Trump assinou em maio. Ele instruiu as agências reguladoras a analisarem mais detalhadamente a cidadania e o status de imigração dos clientes bancários. Nesse mesmo mês, a Rede de Repressão a Crimes Financeiros (FinCEN) emitiu um comunicado para detectar possíveis roubos de identidade, fraude fiscal e lavagem de dinheiro relacionados à contratação de pessoas sem autorização de trabalho.
Além disso, em novembro, o Departamento do Tesouro anunciou que determinados créditos fiscais reembolsáveis serão considerados benefícios públicos federais. Isso impediria que alguns contribuintes imigrantes os recebessem. Especialistas alertam que a medida também pode afetar beneficiários do programa DACA e pessoas com Estatuto de Proteção Temporária (TPS).




