Trump destitui dois comissários democratas da EAC
Donald Trump afastou dois membros democratas da Comissão de Assistência Eleitoral (EAC), o órgão federal que apoia a organização de eleições nos Estados Unidos.
A decisão reativou o debate sobre a independência das instituições eleitorais e os limites do poder presidencial.
A Casa Branca justificou a medida apontando que o presidente tem o poder de destituir funcionários que não estejam alinhados com a sua estratégia para garantir a integridade eleitoral.
Os funcionários removidos foram Thomas Hicks e Benjamin Hovland, que faziam parte da comissão bipartidária.
A acção surge depois de o Supremo Tribunal ter reforçado recentemente os poderes do presidente para demitir membros de agências independentes.
A administração Trump afirma que procura reforçar a segurança eleitoral, especialmente na verificação da cidadania de quem solicita o registo para votar.
A EAC já havia rejeitado a modificação do formulário de recenseamento eleitoral nacional para exigir documentos que comprovem a cidadania dos EUA. Essa proposta foi promovida por Trump através de uma ordem executiva, mas um juiz federal bloqueou-a, considerando que a Constituição reserva a autoridade para administrar processos eleitorais ao Congresso e aos estados.
Os legisladores democratas acusaram o presidente de tentar politizar o sistema eleitoral meses antes das eleições legislativas intercalares.




