Um juiz federal dos Estados Unidos negou a suspensão de uma ordem executiva do presidente Donald Trump que cria um registo eleitoral federal e restringe o voto pelo correio. A decisão abre portas para que a medida avance antes das eleições legislativas de novembro.
A decisão judicial
O juiz distrital Carl Nichols, nomeado pelo próprio Trump, rejeitou o pedido apresentado por grupos democratas e organizações de direitos civis. Os demandantes argumentaram que a ordem era inconstitucional, uma vez que a Constituição confere aos estados e ao Congresso o poder de regular os processos eleitorais.
Nichols considerou o pedido prematuro, pois a ordem ainda não foi totalmente implementada. Ele observou que os demandantes poderão retornar ao tribunal se o governo tomar medidas concretas, como a criação de listas de eleitores federais ou a modificação do serviço postal.
Detalhes do pedido
A ordem executiva foi emitida em março, depois de uma proposta legislativa apoiada por Trump para reformar o sistema eleitoral ter ficado paralisada no Congresso. O plano inclui um registro federal de eleitores elegíveis e limita as cédulas enviadas pelo correio àqueles que estão nessa lista. As autoridades eleitorais criticaram a medida por possíveis falhas e riscos de exclusão.
A decisão ocorre em meio a um intenso debate político sobre o sistema eleitoral. Enquanto os democratas e as organizações civis preparam novas ações judiciais, Trump insiste na reforma do voto por correio, que apontou como vulnerável a irregularidades, apesar de múltiplas investigações não terem encontrado provas de problemas generalizados.




