A polêmica que divide o futebol mundial
A FIFA surpreendeu ao suspender a suspensão automática do atacante americano Folarin Balogun horas antes da partida das oitavas de final contra a Bélgica. A decisão, tomada após um telefonema do presidente Donald Trump ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, gerou críticas na Bélgica e entre várias figuras do futebol.
Balogun foi expulso na partida contra a Bósnia-Herzegovina por falta considerada involuntária por muitos. A sanção de um jogo, comum nestes casos, foi anulada pela FIFA através do artigo 27 do seu código disciplinar, uma cláusula rara.
Reações encontradas
A federação belga declarou-se “espantada” e apresentou um recurso que foi rejeitado porque, segundo a FIFA, a Bélgica “não faz parte do procedimento”. O técnico Rudi García descreveu a medida como “incomum”. Em contrapartida, o técnico dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, comemorou a decisão: “Foi completamente injusto”.
A UEFA classificou a resolução como “incompreensível e injustificável”. O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, alertou que isso poderia abrir a porta para mais recursos. O ex-jogador Wayne Rooney disse: “Infantino deveria ter vergonha.” Entretanto, Zlatan Ibrahimovic apoiou a decisão.
Trump defendeu sua decisão, dizendo que apenas pediu para revisar a peça. Infantino garantiu que a comissão disciplinar agiu de forma independente. No entanto, os estatutos da FIFA proíbem a interferência governamental. O caso lembra 1962, quando o Chile pressionou Garrincha para disputar a final após expulsão. Agora, a Bélgica pondera recorrer ao Tribunal Arbitral do Desporto.




