Luto na esfera pública
A notícia atinge você no estômago. Mário Delgado, aquela figura política que se vê nos ecrãs a discutir orçamentos, está a viver um horror íntimo. Sua tia Eugenia, a quem carinhosamente chamava de “Queña”, e sua prima Sheila foram privadas de vida em sua própria casa em Colima.
Por meio de mensagem nas redes, o secretário de Educação manifestou sua solidariedade à família e manifestou esperança de que os fatos sejam esclarecidos. Mas por trás dessas palavras oficiais, imagine a dor silenciosa. A política para quando a vida tira o que você tem de mais caro.
A crônica fria do horror
Os detalhes são de partir o coração. O incidente ocorreu na madrugada de sábado no bairro Placetas. Os vizinhos ouviram explosões e alertaram as autoridades.
Ao chegar na casa da rua Río Salado, encontraram as duas mulheres sem sinais vitais. Assim, sem mais delongas, duas histórias familiares terminaram. As investigações começaram imediatamente, mas nenhuma investigação trará de volta as vidas perdidas.
Numa reviravolta dramática, as autoridades informaram que três supostos suspeitos foram neutralizados durante um confronto naquele mesmo sábado à tarde em Villa de Álvarez. A justiça veio rapidamente, mas vazia para os que ficaram para trás.
Esta tragédia nos lembra algo brutal: a violência não discrimina por posição ou sobrenome. Bate às portas dos funcionários e dos cidadãos. Enquanto Delgado tenta processar a sua dor pública, milhares de famílias mexicanas conhecem muito bem esta mesma dor sem manchetes.




