A tempestade tropical Alvin se forma no Pacífico ao largo do México

A primeira tempestade tropical no Pacífico avança com ventos de 95 km/h, sem ameaça imediata às zonas costeiras.

Primeiro ciclone tropical da temporada no leste do Pacífico

Um sistema de baixa pressão na costa mexicana evoluiu nesta quinta-feira para a tempestade tropical Alvin, tornando-se o primeiro fenômeno meteorológico deste tipo na bacia oriental do Pacífico durante a atual temporada de furacões. Segundo dados do Centro Nacional de Furacões (NHC) com sede em Miami, o ciclone apresentou características de organização suficientes para ser classificado como tempestade tropical.

Parâmetros meteorológicos e trajetória

Alvin registrou ventos máximos sustentados de 95 km/h (60 mph) durante a tarde de quinta-feira, movendo-se para noroeste a 19 km/h (12 mph). Sua posição estava localizada a aproximadamente 910 km ao sul-sudeste do extremo sul da Baixa Califórnia, permanecendo em águas abertas sem representar perigo imediato para as áreas povoadas. Os modelos de previsão indicam um fortalecimento transitório durante a manhã de sexta-feira, seguido por um enfraquecimento progressivo devido ao aumento do cisalhamento vertical do vento e à diminuição da temperatura da superfície do oceano.

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Especialistas enfatizam que, embora Alvin não ameace diretamente os territórios continentais, sua formação marca o início precoce da temporada ciclônica nesta região, que oficialmente vai de 15 de maio a 30 de novembro. Este fenômeno coincide com condições oceanográficas anômalas, incluindo um aquecimento persistente das águas do Pacífico tropical oriental, um fator chave para a gênese inicial dos sistemas tropicais.

Contexto climático e perspectivas sazonais

Enquanto o Pacífico regista o seu primeiro evento, a bacia do Atlântico prepara-se para o início da sua temporada em 1 de junho. As previsões do NHC e de outras instituições sugerem atividade acima da média histórica, embora inferior aos recordes estabelecidos em 2024 – um ano que viu furacões devastadores como o Beryl e o Milton. Esta projeção considera a provável transição para condições neutras do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENSO), que tradicionalmente modula a intensidade ciclônica.

Os meteorologistas sublinham a importância da preparação precoce, especialmente para as comunidades costeiras vulneráveis. “Embora Alvin não tenha impacto sobre a terra, o seu desenvolvimento reforça a necessidade de rever os planos de contingência e os abastecimentos básicos”, alerta o Dr. Carlos Sánchez, investigador do Instituto de Ciências Atmosféricas. Os protocolos de monitoramento foram reforçados com tecnologia de satélite de última geração, permitindo maior precisão na previsão de trajetórias e intensidades.

Nos próximos dias, espera-se que Alvin mantenha seu curso em direção a águas abertas, dissipando-se gradualmente à medida que encontra condições atmosféricas menos favoráveis. No entanto, os especialistas estão a monitorizar outras áreas de perturbação no Pacífico central que poderão desenvolver-se nas próximas semanas.

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Kenia López Rabadán critica o INE por não interromper as primeiras campanhas

O deputado do PAN exige que a autoridade eleitoral atue sem subordinação face aos atos antecipados.

A presidente do Conselho de Administração da Câmara dos Deputados, Kenia López Rabadán (PAN), questionou a decisão do Instituto Nacional Eleitoral (INE) de retirar da sua agenda o debate sobre a regulamentação das campanhas antecipadas. Ele considerou que a autoridade deve atuar de forma independente para barrar esses atos, principalmente os iniciados pelo Morena em seu processo interno de seleção de candidatos a governadores para 2027.

“A autoridade eleitoral deve fazer uma análise objetiva, clara e evidente, e sem qualquer tipo de subordinação a nada. Esperemos que a autoridade eleitoral possa em breve fazer uma definição clara para que não haja eventos de campanha antecipados”, declarou em conferência de imprensa.

López Rabadán alertou que os processos iniciados fora do calendário eleitoral, mesmo que pretendam ser integrados posteriormente, são ilegais e devem ser sancionados. Insistiu que pré-campanhas sem base legal geram más práticas para o país.

Posição sobre o projeto do Conselheiro Montaño

O legislador também rejeitou o projeto de “Diretrizes Gerais para regular e fiscalizar os processos, atos, atividades e propaganda realizadas nos processos políticos” promovido pelo conselheiro Jorge Montaño. Salientou que qualquer modificação na lei deveria ter sido feita 90 dias antes do início do processo eleitoral, e não agora.

“Se quiserem modificar a lei, terão até 90 dias antes do início do processo eleitoral para modificar as regras eleitorais. Se nos habituarmos a que a lei seja violada e ninguém diga nada, será terrível para o país”, afirmou.

O apelo do deputado do PAN surge num momento em que o Morena avança na definição dos seus candidatos para 2027, o que tem levantado alertas sobre possíveis atos precoces de proselitismo. O INE, por seu lado, não emitiu posição oficial após retirar o tema da ordem do dia.

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Lei contra feminicídio: PRI vê insuficiente, Morena prioriza

A iniciativa presidencial contra o feminicídio divide opiniões no Senado: PRI questiona impunidade, PAN pede análise e Morena prioriza.

Proposta e reações

A iniciativa da presidente Claudia Sheinbaum de criar a Lei Geral de Prevenir, Investigar e Punir o Feminicídio gerou posições divididas no Senado. Morena procurará declará-lo prioritário no início do próximo período, em setembro, enquanto o PRI e o PAN manifestaram reservas.

PRI: o problema é a impunidade

A senadora do PRI Carolina Viggiano Austria sustentou que o feminicídio não pode ser resolvido com novas leis ou aumento de penas. “Você pode colocar 100 ou 70 anos de prisão, mas se nunca conseguir investigar ou condenar os responsáveis, o que você coloca é simplesmente propaganda”, disse ele.

Ele ressaltou que a verdadeira reforma está nas promotorias locais: ministérios públicos insuficientes, mal remunerados e despreparados. Propôs reforçar as capacidades de investigação, tecnologia e pessoal especializado com uma perspectiva de género.

PAN: revisão aprofundada

Mayuli Latifa Martínez, vice-coordenadora do PAN, pediu para ler a iniciativa antes de se posicionar. “Este crime hediondo contra as mulheres deveria nos unificar”, disse ela. Mas alertou que não basta criar normas: são necessárias ações de prevenção e proteção.

Ele destacou que antes do feminicídio existe uma cadeia de ataques – familiares, psicológicos, econômicos – que muitas vítimas não denunciam devido à falta de justiça imediata e à dependência econômica. Ele exigiu uma análise detalhada das obrigações dos estados.

Morena: aprovação necessária

A morenoísta Verónica Camino Farjat comemorou que a proposta chegou primeiro ao Senado. Ele explicou que atualmente existem diferenças entre os estados na classificação e sanções do feminicídio, o que beneficia os perpetradores em casos que atravessam fronteiras. “O que procuramos é que exista a mesma classificação em todos os estados”, indicou.

Camino Farjat anunciou que as comissões poderão iniciar a análise imediatamente, ainda antes do período normal, para ter o parecer pronto na primeira semana de setembro. A bancada Morena considera a iniciativa uma prioridade para proteger os direitos das mulheres.

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Desmontam dois laboratórios clandestinos em Michoacán e Nayarit

A Marinha localizou e desativou dois laboratórios com capacidade para produzir 17,5 toneladas por mês.

A Secretaria da Marinha (Semar) informou que nos últimos dias pessoal naval localizou e desativou dois laboratórios clandestinos em Michoacán e Nayarit. Nas operações, foram apreendidos 11 reatores de aproximadamente 30 mil litros, além de 2,5 toneladas de precursores químicos e infraestrutura especializada para produção de substâncias ilícitas.

Detalhes da operação

Segundo comunicado da agência, ambas as instalações tinham capacidade de produção superior a 17,5 toneladas por mês. O valor estimado no mercado ilícito chega a 412 milhões de dólares. Semar afirmou que esta apreensão representa recursos que impediram o fortalecimento das estruturas financeiras das organizações criminosas.

Os laboratórios foram identificados por meio de trabalhos de inteligência naval, vigilância aérea e terrestre, reconhecimento operacional e ações coordenadas entre autoridades de segurança.

A Semar destacou que na atual gestão localizou e desativou um total de 75 laboratórios clandestinos. Isto equivale a um impacto económico para o crime organizado de 20 mil 186 milhões 608 mil 766 pesos mexicanos.

A agência garantiu que continuará com estas tarefas no âmbito da Estratégia de Segurança Nacional. Só no dia 14 de julho, o secretário de Segurança e Proteção ao Cidadão, Omar García Harfuch, informou que de outubro a junho o Gabinete de Segurança desmantelou 2.627 laboratórios clandestinos e áreas de concentração de metanfetaminas. Além disso, informou 498,98 toneladas de drogas apreendidas, incluindo 5 milhões 546 mil comprimidos de fentanil.

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