Sonora enfrenta uma onda de menores recrutados pelo crime organizado

O número alarmante de crianças recrutadas para o crime no México revela uma crise que vai além das gangues.

Quando o “jogo de gangue” se torna muito real

Imagine se, em vez de se preocupar com o fato de seu filho passar muito tempo no TikTok, você tivesse medo de que ele fosse recrutado para transportar drogas em um monstro blindado. A realidade é tão dura em Sonora, onde 344 crianças (sim, você leu corretamente, crianças) foram presas este ano por serem companheiros do crime organizado. A faixa etária? Entre as idades de 10 e 12 anos, ou seja, quando deveriam estar mais interessados em Minecraft do que em modificar veículos para “combate” (um termo chique para “tiroteios”).

Os “garotos maus” que ninguém quer em seu time

Segundo Sergio Méndez, delegado da FGR em Sonora (e provavelmente o homem com o trabalho mais deprimente do estado), esses “menininhos” – como ele os chama com um toque de ternura burocrática – são recrutados sem entender as consequências. Ou seja, basicamente como quando você aceita os termos e condições de um aplicativo sem ler, mas com marcadores envolvidos.

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O mais surreal é que alguns nem são locais: são importados de outros estados, como se o crime organizado estivesse fazendo sua própria versão de “Pool de Talentos”, mas em vez de jogadores de futebol, procuram pré-adolescentes para suas operações. Recrutador do ano? Provavelmente um cara que troca doces por lealdade a um cartel.

Méndez, que desde 2021 tenta não perder a sanidade no cargo, propõe triplicar as penas para quem recruta menores. Porque, claro, se algo funciona com o crime organizado, são as ameaças legais (ditas com o máximo de sarcasmo possível). Enquanto isso, os pais são apontados por não “vigiarem” os filhos, como se o problema fosse que eles escapassem por entre as pernas, em vez de um sistema que normaliza a violência desde o berço.

De 22 a 344: quando as estatísticas são mais assustadoras que um jumpscare

Em setembro do ano passado, Méndez relatou 22 menores detidos. Hoje, o número se multiplicou como se alguém tivesse aplicado um cheat code no GTA: 344 crianças com armas, veículos modificados e zero preocupação com trabalhos de matemática. O detalhe macabro? Alguns operam na região noroeste, onde os “grandes eventos” não são shows, mas confrontos entre cartéis.

E caso falte drama, isso coincide com a onda de violência em Sinaloa, onde Los Chapitos e La Mayiza estão lutando pelo trono como em Game of Thrones, mas com mais narcocorridos e menos dragões. O resultado: crianças usadas como peões numa guerra que nem sequer compreendem.

O que vem a seguir? Creches com workshops sobre “Como evitar ser recrutado por um cartel”? Entretanto, os números continuam a aumentar, os pais continuam desesperados e o crime organizado continua a ver as crianças como material descartável. E nós, como sociedade, continuamos navegando como se isso não fosse problema nosso.

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*Observação: nenhuma criança foi consultada para este texto, mas espero que alguém as esteja ouvindo na vida real.

Morena acusa oposição de negociar unidade para migrantes falecidos

Ariadna Montiel pede que os interesses nacionais tenham precedência sobre as diferenças partidárias.

Morena exige unidade diante da morte de compatriotas

A presidente nacional do Morena, Ariadna Montiel Reyes, acusou os partidos da oposição de “negociar” a unidade do México diante dos casos de 17 compatriotas que morreram sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).

Durante uma conferência de imprensa, o líder morenoista destacou que o apelo para cerrar fileiras para exigir respostas do governo dos EUA deve estar acima das diferenças partidárias e ideológicas. Considerou que se trata da defesa dos direitos dos mexicanos no exterior.

Montiel Reyes afirmou que a posição da oposição reflete a falta de compromisso com o país. Ele descreveu como “mesquinho” que alguns líderes não apoiem totalmente o apelo à unidade feito pela Presidente Claudia Sheinbaum para resolver casos de alegados abusos contra migrantes mexicanos.

O dirigente do Morena sustentou que a protecção dos concidadãos deve ser uma questão prioritária para todas as forças políticas. Ele apelou à colocação dos interesses nacionais acima das disputas partidárias.

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Secretaria da Mulher mantém apoio à esposa do ex-diretor da Pemex

Governo oferece atendimento integral à esposa do ex-diretor da Pemex que está sendo julgada por violência.

Apoio permanente da Secretaria da Mulher

A Secretaria da Mulher informou que continuará prestando atendimento integral, aconselhamento e apoio psicossocial a María Felicia Jiménez, esposa do ex-diretor da Petróleos Mexicanos, Víctor Rodríguez Padilla. O apoio será mantido caso ela o solicite, no âmbito do processo judicial que enfrenta por alegada violência familiar.

Em comunicado, a agência esclareceu que qualquer apoio será concedido com total respeito à vontade, autonomia e dignidade do Dr. Reiterou também o seu compromisso de ajudar as mulheres que vivenciam situações de violência através de mecanismos de proteção especializados.

Decisão de não comparecer à audiência

A declaração ocorreu depois que María Felicia Jiménez informou que não compareceria à audiência marcada para ratificar o indulto concedido ao seu marido. Argumentou que enfrenta um forte cerco mediático e procura proteger a sua privacidade e a dos seus filhos, especialmente a do seu filho menor.

As autoridades mantêm aberta a possibilidade de a vítima aceder aos serviços quando considerarem necessário. O caso chamou a atenção do público devido aos vínculos de poder dos envolvidos, embora a Secretaria garanta que suas ações se baseiam em critérios técnicos e de direitos humanos.

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Ulises Lara deixa a FGR; alega razões pessoais

Porta-voz da FGR deixou o cargo seis meses depois de assumi-la. Fontes apontam para motivos pessoais.

Mudanças no FGR

Ulises Lara López deixou a titularidade da Procuradoria Especial de Investigação de Assuntos Relevantes e a porta-voz da Procuradoria-Geral da República (FGR). Isso foi relatado por fontes federais. Sua saída ocorreu apenas seis meses após a posse.

Segundo as fontes consultadas, a separação ocorreu por motivos pessoais. As causas específicas não foram detalhadas.

Lara López foi nomeada em janeiro de 2026 pela procuradora-geral Ernestina Godoy Ramos. Chefiou a área de Assuntos Relevantes e atuou como porta-voz da instituição. Anteriormente, colaborou com Godoy Ramos na Procuradoria Geral da Cidade do México, onde ocupou diversos cargos. Após a nomeação, agradeceu a confiança e garantiu que continuará trabalhando pela justiça.

Durante a gestão do ex-procurador Alejandro Gertz Manero, Lara López integrou a estrutura da FGR como delegada estadual em Morelos. A partir daí participou de tarefas relacionadas às investigações federais.

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