SICT revoga certificado Magnicharters; encerramento definitivo

O SICT revogou o certificado Magnicharters após suspender as operações em abril. Profeco relata 491 reclamações.

Fim de uma era para a companhia aérea turística

A Secretaria de Infraestruturas, Comunicações e Transportes (SICT) oficializou a revogação do certificado de operador de serviços aéreos Magnicharters. A medida encerra um processo de supervisão iniciado após a suspensão repentina das operações em abril passado.

O site da empresa já foi desativado. Mostra apenas uma mensagem de agradecimento e um e-mail para solicitações. A chamada “companhia aérea turística do México” deixa de voar depois de mais de três décadas.

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491 reclamações e uma dívida com os passageiros

A Delegacia Federal do Consumidor (Profeco) informou que a empresa acumulou 491 reclamações pela interrupção das atividades quando ainda havia pacotes de férias pagos. Do total, 57 foram recebidos nas centrais e 434 nos Gabinetes de Defesa do Consumidor.

Os usuários relataram balcões vazios e falta de resposta nos canais oficiais. Para recuperar o dinheiro, a Profeco orientou-os a recorrer aos canais comerciais. Eles devem comparecer como credores no processo de falência mercantil 46/2026 perante o Primeiro Tribunal Distrital de Falências Comerciais. O processo pode ser acompanhado no portal do Instituto Federal de Especialistas em Falências Comerciais.

Fundada em 1994 e sediada em Monterrey, Nuevo León, a Magnicharters operava uma frota de 12 aeronaves Boeing 737 antes de sua falência. Seu fechamento abre um precedente na indústria aérea mexicana.

Prisão preventiva de ex-diretor da Pemex por violência doméstica

Vídeo mostra espancamento do ex-diretor da Pemex na esposa na frente da filha.

A Procuradoria Geral do Estado de Morelos obteve a prisão preventiva de Víctor Rodríguez Padilla, ex-diretor da Pemex. Ficou demonstrado o risco que representa para sua esposa, a engenheira cubana María Felicia Jiménez Lavie. O ataque ocorreu em março passado, numa casa de fim de semana em Club Country, município de Emiliano Zapata.

Detalhes do ataque

O ataque foi registrado em vídeo. Nas imagens é possível ver uma menor correndo para fora da sala enquanto o pai espanca a mãe com extrema violência. Durante a audiência, a defesa pediu prisão domiciliar, argumentando que o ex-funcionário tem 69 anos e sofre de um tumor maligno na próstata. No entanto, a juíza Consuelo Adriana Carrera destacou que o princípio da excepcionalidade se aplica a partir dos 70 anos. Além disso, Rodríguez Padilla não possui casa em Morelos e representa um risco para sua esposa e filha, segundo o Ministério Público do Centro de Justiça da Mulher.

O Ministério Público relatou dois episódios violentos. A primeira ocorreu em junho de 2022, três anos depois de o casal se casar em Coyoacán. Na ocasião, Rodríguez enfiou uma caneta no braço esquerdo de María Felicia. Ela tentou abandoná-lo, mas ele ameaçou denunciá-la por rapto de criança e deportá-la para Cuba.

O segundo ataque ocorreu em março deste ano, numa casa do loteamento Paraíso Country Club. Tudo começou quando María Felicia recebeu um telefonema e confrontou o marido sobre um relacionamento amoroso com uma secretária. A resposta do ex-funcionário foi atacá-la fisicamente. No vídeo projetado no tribunal você pode ver como ele bate nas costelas dela, a subjuga pelas mãos, puxa seus cabelos e a joga no chão repetidamente, tudo na frente da filha.

O Centro de Justiça Feminina da FGE informou que possui dois processos de investigação contra Víctor Rodríguez Padilla.

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Segurança federal nega operação para esconder Rocha Moya

Gabinete de Segurança nega versões de suposta proteção de Rocha Moya.

Negação oficial

O Gabinete de Segurança federal rejeitou versões de uma suposta operação para mudar de local e ocultar o governador com licença de Sinaloa, Rubén Rocha Moya. A acusação surgiu depois de os Estados Unidos solicitarem a sua prisão e extradição por alegadas ligações ao Cartel de Sinaloa.

Por meio de carta esclarecedora, as instituições que compõem o gabinete – Defesa, Marinha, FGR, Guarda Nacional e SSPC – qualificaram a informação publicada em 9 de julho no EL UNIVERSAL como “absolutamente falsa”.

Negaram que Rocha Moya esteja protegido pelo Exército em instalações militares. Também rejeitaram qualquer ação do Governo do México para proteger ou ocultar pessoas de investigações por parte de autoridades nacionais ou estrangeiras.

“No governo do México ninguém está protegido”, destacou a declaração.

O gabinete sublinhou que a política de impunidade zero é aplicada sem distinção de cargos, filiações políticas ou relações pessoais. Ele garantiu que os resultados são públicos e verificáveis.

A posição oficial busca esclarecer dúvidas sobre o caso, que mantém o ex-presidente sinaloense na mira diante do pedido de extradição dos Estados Unidos.

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Menor é atacado com facão nas praias de Ahome

Pescadores ajudam menor atacado com facão na praia de Ahome.

Um menor foi atacado com facão na praia de Las Salinas, no município de Higueras de Zaragoza, município de Ahome. Pescadores que estavam na área intervieram para deter o ataque e transferiram o ferido para o Hospital Ginecológico-Pediátrico nº 2 do IMSS de Los Mochis, onde foi internado.

Detalhes do ataque

Dois jovens chegaram em uma motocicleta com facões e atacaram repetidamente o menor, cuja idade não foi especificada. A intervenção dos pescadores evitou que os ferimentos se agravassem. Os elementos da investigação deslocaram-se ao hospital para recolher depoimentos e dados que permitissem identificar os agressores.

O incidente ocorre cinco dias depois de uma briga com facões durante as festividades da Virgen del Refugio, no mesmo município. Na ocasião, vários cavaleiros participaram da luta, alguns utilizando chicotes. Não houve relatos de feridos, mas o incidente se espalhou nas redes sociais.

Como consequência destes atos, as autoridades municipais cancelaram o baile programado em homenagem à Virgen del Refugio durante o fim de semana. A participação dos chamados “macheteros” está sendo investigada, já que é proibido o porte de facões fora do horário de trabalho no campo.

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