Profeco exige que Sony mostre preços do PlayStation em pesos

A autoridade do consumidor no México intervém após receber reclamações massivas sobre a exibição de preços em moeda estrangeira.

Intervenção Profeco nas reclamações dos consumidores

A Agência Federal de Proteção ao Consumidor (Profeco) emitiu um pedido formal à corporação Sony, instando-a a modificar a exibição de preços em sua loja digital PlayStation. Esta ação regulatória surge como uma resposta direta a mais de uma centena de reclamações de cidadãos apresentadas por usuários mexicanos, que relataram que os custos de videogames, assinaturas e conteúdo digital são predominantemente mostrados em dólares americanos (USD), em vez da moeda com curso legal no país, o peso mexicano (MXN).

A organização, responsável por garantir os direitos do consumidor no México, confirmou através de comunicado oficial que nesta quarta-feira recebeu cerca de 100 reclamações via e-mail, que estão em processo de revisão e atenção meticulosa por seus departamentos jurídico e técnico. A partir deste volume de denúncias, inspetores especializados da Profeco realizaram um monitoramento de verificação na plataforma digital PlayStation Store, verificando a suposta infração.

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Base legal e requisitos específicos

O arcabouço legal que sustenta as ações da Profeco está explicitamente detalhado na Lei Federal de Defesa do Consumidor (LFPC). Em particular, o artigo 34 da referida legislação estabelece categoricamente que toda a informação relativa aos preços, seja em produtos físicos, rótulos, recipientes, embalagens ou, principalmente, em publicidade e portais de internet, deve ser expressa em língua espanhola e em moeda nacional. A norma permite que esta informação seja complementada com outras linguagens ou sistemas de medição, mas não os substitui, garantindo que seja compreensível e legível para o consumidor final.

Além disso, o artigo 7 Bis da LFPC reforça esta obrigação ao definir como responsabilidade fundamental de todo fornecedor a indicação do valor total final a ser pago. Isto implica que o preço apresentado deve incluir integralmente todos os encargos adicionais, tais como impostos, comissões, juros, seguros ou qualquer outro conceito aplicável, evitando assim surpresas desagradáveis no momento de finalizar a transação.

A notificação pessoal entregue à Sony Interactive Entertainment não apenas solicita a alteração da moeda de exibição, mas também exige o total cumprimento destes preceitos legais. A Profeco tem sido enfática ao salientar que, se estas observações não forem atendidas nos prazos e formas estabelecidas, serão iniciados os processos sancionatórios correspondentes por violação da lei, o que poderá resultar em multas financeiras consideráveis.

Implicações para a indústria digital e os consumidores

Este caso estabelece um precedente significativo para o comércio eletrônico e plataformas de distribuição de conteúdo digital no México. Muitas destas plataformas, especialmente aquelas com alcance global, operam com preços regionalizados, mas muitas vezes apresentam-nos em moedas estrangeiras para homogeneizar os seus catálogos. A posição firme da Profeco deixa claro que a localização não é apenas uma questão de conveniência, mas um mandato legal que prioriza a transparência e a proteção do usuário final.

Para o consumidor, a visualização dos preços em moeda nacional não é um mero formalismo; É uma ferramenta essencial para a transparência financeira e a tomada de decisões informadas. Permite calcular com precisão o desembolso real, facilita a comparação com outros produtos ou serviços no mercado local e elimina a incerteza associada às flutuações cambiais no momento da conversão pela instituição financeira emissora do cartão de crédito ou débito.

A Profeco habilitou seus canais oficiais para que os usuários afetados ou que desejam denunciar situações semelhantes possam formalizar suas reclamações. Os canais de contato incluem o Telefone do Consumidor (55 5568 8722), o e-mail [email protected] e seus perfis nas redes sociais: @AtencionProfeco e @Profeco no X (antigo Twitter), e ProfecoOficial no Facebook.

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Liga MX retorna ao EA Sports FC27; contrato plurianual

O acordo plurianual inclui todos os 18 times de futebol mexicanos.

Retornar após cinco anos

Liga MX e EA Sports anunciaram o retorno da liga mexicana ao videogame EA Sports FC27. O acordo é plurianual, pelo que a espera de cinco anos está a chegar ao fim. A notícia confirma a participação de todas as 18 equipes do circuito principal, sendo o Atlante o clube mais recente a aderir.

“A Liga MX é o lar de alguns dos torcedores mais apaixonados, clubes icônicos e uma rica tradição que inspirou gerações de jogadores”, disse Jeff Sharma, vice-presidente da EA Sports FC.

O videogame estará disponível a partir de 25 de setembro para consoles e dispositivos. Esta edição incluirá novos modos de jogo que buscam atrair consumidores. Com este regresso, a liga mexicana recupera presença numa plataforma global de entretenimento.

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Volvo EX30: recall gratuito no México

Medida corretiva gratuita para bateria das unidades EX30 2024-2025.

A Volvo Car México informou que a medida corretiva já está disponível para as unidades modelo EX30 dos anos 2024 e 2025 incluídas em uma campanha de serviço.

O que a solução inclui?

A revisão do sistema de baterias e, se necessário, a substituição dos módulos sem custo para os clientes. Os proprietários podem agendar um horário exclusivamente através do Volvo Solutions Center (centrodesoluciones.mx), onde selecionam um revendedor autorizado e a data disponível.

Medida preventiva: Enquanto não for realizada a fiscalização, solicita-se manter a carga máxima em 70%. Uma vez concluída a intervenção, o veículo pode ser utilizado com carga total. O número de telefone 968 6586 está disponível para orientação.

Plano de fundo da chamada

Desde fevereiro, a Volvo emitiu o aviso de segurança R10363 para determinadas unidades EX30 nas versões de motor único com faixa estendida e motor duplo. O motivo: em alguns casos houve aumento de temperatura com carga elevada. Nenhum incidente foi registrado no México.

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Internet via satélite, a aposta para acabar com a exclusão digital no México

A geografia mexicana limita a implantação de fibra, mas os satélites de órbita baixa estão a emergir como uma alternativa.

Internet via satélite como solução para a exclusão digital no México

Montanhas, selvas e desertos fazem do México um dos países com orografia mais complexa da América Latina. Levar fibra ótica a comunidades isoladas implica um investimento difícil de recuperar com poucos utilizadores. Como resultado, um em cada cinco agregados familiares ainda não tem acesso à Internet ou recebe serviços de má qualidade.

Diante desse cenário, a internet via satélite de órbita baixa (LEO) surge como uma alternativa estratégica. “A implantação de infraestrutura física no México é cara devido à geografia. Em muitos casos, a internet via satélite representa a opção mais viável para conectar áreas onde a fibra não alcançará no curto prazo”, explica Ernesto Piedras, diretor do CIU. Empresas como a Starlink, com mais de 10,3 mil satélites ativos, já operam no país. Desde maio de 2021, obteve concessão e fechou 2024 com 160.631 assinaturas, tornando o México seu segundo mercado latino-americano, atrás apenas do Brasil. A Starlink assinou contratos com a CFE Telecomunicaciones de até 1.556 milhões de pesos para conectar comunidades remotas.

No entanto, o custo continua a ser uma barreira. Enquanto um plano de fibra óptica custa em média 544 pesos por mês, a internet via satélite custa a partir de 899 pesos, mais equipamentos e instalação. “Comercialmente ainda não é tão viável porque ainda é mais caro e exige a compra de uma antena cujo preço continua elevado”, afirma Fernando Esquivel, do The CIU. O serviço faz sentido económico quando é partilhado entre comunidades ou empresas e com o apoio de políticas públicas.

Os especialistas concordam que esta tecnologia não substituirá a fibra óptica, mas sim complementá-la. “Os serviços terrestres são mais rápidos e têm menor latência. A comunicação via satélite atinge áreas que a internet fixa não alcançaria”, afirma Hugo Simg, da MediaTek. A implantação também requer regulamentação e coordenação entre governos e empresas. A corrida para ligar o México já não é travada apenas no subsolo, mas a partir do espaço, onde uma nova geração de satélites promete reduzir a exclusão digital que mantém milhões de pessoas fora do mundo digital.

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