Sheinbaum promove o México como potência farmacêutica com investimento estrangeiro

O México pretende ser o novo centro farmacêutico global com uma estratégia que combina investimento, emprego e preços acessíveis.

O plano milenar para que o México seja a farmácia do mundo (e que isso não nos custe um rim)

Bem-vindo ao capítulo mais ambicioso de “Como fazer com que as empresas farmacêuticas se mudem para o seu país”, estrelado por Claudia Sheinbaum, que parece ter feito anotações do Shark Tank, mas as aplicou à saúde pública. Esta semana, o DOF (aquele documento que todos fingimos ler) publicará um decreto para seduzir as grandes farmacêuticas internacionais com um argumento irresistível: “Invista aqui e daremos preferência nas licitações”. Basicamente, o Tinder das políticas públicas.

A combinação perfeita: investimento estrangeiro + medicamentos baratos

A ideia é simples (ou não, porque envolve burocracia, mas vamos tentar): se empresas da Índia, dos EUA ou da Europa colocarem suas fábricas no México, o governo lhes dará pontos extras nas compras públicas de medicamentos. Ou seja, um sistema de recompensas no estilo Starbucks, mas em vez de um frappe grátis, você recebe contratos de milhões de dólares. Sheinbaum resume com aquele otimismo que só os políticos têm: “Assim os medicamentos serão mais baratos e geraremos empregos.” Spoiler: eles também prometem pesquisas para doenças como a dengue, porque o que seria do México sem seus dramáticos mosquitos?

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O cenário ideal é que estas empresas se instalem nos Pólos de Desenvolvimento Económico (PODECOBI) e colaborem com a Birmex, a empresa pública que fabricava vacinas antes que o neoliberalismo a deixasse como um meme esquecido. “Queremos ressuscitá-lo”, diz Sheinbaum, como se falasse em reviver um Tamagotchi. Claro, com facilidades reais e não apenas nostalgia.

As regras do jogo (ou como não ficar de fora do elenco)

Para que as empresas farmacêuticas possam ingressar no clube exclusivo, elas devem cumprir:

  • Qualidade aprovada pela Cofepris (sem medicamentos piratas).
  • Investimento em fábricas, laboratórios ou armazéns (não basta colocar um logotipo e uma secretária).
  • Preços que não parecem saídos de uma série da Netflix (sim, estamos falando de vocês, insulinas).

O subsecretário Eduardo Clark explica com a emoção de um influenciador promovendo um desconto: “Se investirem, terão preferência em licitações de 300 bilhões de pesos”. Ou seja, o equivalente a 60 bilhões de cafés Oxxo, mas em medicamentos.

E enquanto isso, a Cofepris vira “tecnologia”

Armida Zúñiga, responsável pela Cofepris, anuncia que a agência está se modernizando para “ser ágil e transparente” (sim, como aquelas promessas de Ano Novo que duram até fevereiro). Já digitalizaram 60% dos procedimentos e prometem agilizar os registros de patentes. Basicamente, eles querem que um medicamento seja aprovado em menos tempo do que uma entrega do Amazon Prime.

O objetivo final? Que o México deixe de ser o país que “compra medicamentos caros” e passe a ser aquele que os produz. E atenção, não é só a economia: haverá pesquisas para doenças locais, porque nem tudo é COVID (embora às vezes pareça assim).

Você gostaria de ver o México como uma potência farmacêutica? Compartilhe esta nota e continue explorando como as políticas públicas podem mudar o jogo (ou pelo menos torná-lo mais barato). #SaúdeSemFalência

México e OPAS/OMS assinam estratégia de saúde 2026-2030

México e OPAS/OMS assinam acordo para fortalecer o sistema de saúde e reduzir a carga de doenças.

Acordo bilateral para fortalecer o sistema de saúde

O Governo do México, por meio do Ministério da Saúde, e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) assinaram a Estratégia de Cooperação com os Países 2026-2030. O objectivo: fortalecer o sistema nacional de saúde e reduzir o fardo das doenças.

O acordo inclui ações prioritárias para combater as doenças não transmissíveis, o cancro e as perturbações de saúde mental. Promove também estratégias de prevenção e cuidados oportunos ao longo da vida da população.

Além disso, procura fortalecer a tutela do Ministério da Saúde e a coordenação entre as instituições do Sistema Nacional de Saúde. O objetivo é avançar para um modelo de acesso universal a serviços médicos de qualidade.

Entre os eixos centrais estão o reforço da capacidade de resposta a emergências sanitárias, a promoção da auto-suficiência sanitária e o fortalecimento da autoridade reguladora nacional.

O secretário de Saúde, David Kershenobich, disse:

A estratégia permitirá alinhar as prioridades nacionais com a experiência técnica da OPAS/OMS, o que contribuirá para ampliar o acesso aos serviços de saúde, com ênfase na prevenção, atenção primária e cobertura universal.

O acordo estabelece as bases para a cooperação técnica que aborda os principais desafios de saúde do país nos próximos cinco anos.

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Peso mexicano se recupera após confirmação da validade do T-MEC

O peso se recupera após confirmação da validade do T-MEC até 2036 com revisões anuais.

O peso recupera terreno em relação ao dólar

A moeda nacional registrou valorização de 0,4% nesta quinta-feira, fechando em 17,48 unidades por dólar nas operações de atacado. Nas vitrines dos bancos, o dólar ficou à venda em 17,91 pesos, quebrando uma seqüência de dois dias consecutivos de perdas.

A recuperação ocorre após a confirmação da continuidade do Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá (T-MEC) até 2036, no âmbito do esquema de revisão anual acordado entre os três países.

Os detalhes do anúncio oficial

O secretário de Economia, Marcelo Ebrard, informou que a primeira revisão formal terá início no dia 20 de julho com a visita de uma delegação dos EUA ao México. Durante a reunião virtual com os seus homólogos dos Estados Unidos e do Canadá, foi abordada a preocupação de Washington com o défice comercial.

Ebrard destacou que mais de 80% das exportações mexicanas para os Estados Unidos continuam isentas de tarifas, não sendo esperadas alterações nesse regime. Os próximos grupos de trabalho centrar-se-ão no reforço da integração regional em sectores estratégicos como a indústria farmacêutica e os semicondutores, com o objectivo de reduzir a dependência das importações de outras regiões.

Especificou que as negociações sobre o futuro do tratado se limitam exclusivamente a questões comerciais e não incluem questões de segurança.

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AFAC revoga certificado Magnicharters após não conformidade

A companhia aérea não conseguiu provar a conformidade regulatória após uma verificação extraordinária.

Decisão regulatória

A Agência Federal de Aviação Civil (AFAC) revogou o certificado de operador de serviços aéreos da Magnicharters. A medida foi notificada em 29 de junho, após processo de revisão regulatória.

A Secretaria de Infraestrutura, Comunicações e Transportes (SICT) informou que o direito de audiência da empresa foi respeitado durante todo o procedimento. Foram concedidos prazos legais para apresentação de informações e evidências que demonstrassem o cumprimento da regulamentação aeronáutica vigente.

No entanto, a documentação fornecida era insuficiente. A companhia aérea não conseguiu provar que atendia aos requisitos necessários para continuar operando como prestadora de transporte aéreo de passageiros.

Origem da revogação

A decisão decorre de uma grande verificação extraordinária realizada em janeiro de 2026. Nela foi detectado descumprimento da regulamentação do setor. Isto levou a exigências formais e, posteriormente, à suspensão temporária das operações em abril, como medida preventiva.

O SICT sublinhou que a revogação se baseia na falta de provas suficientes por parte dos Magnicharters para provar o seu estatuto regulamentar. A empresa enfrenta agora a perda do seu certificado, o que a impede de oferecer serviços aéreos comerciais.

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