Investigação de irregularidades no setor farmacêutico
A Secretaria Anticorrupção e Bom Governo, sob a liderança de Raquel Buenrostro, iniciou processos de investigação contra 16 empresas farmacêuticas por supostas irregularidades na comercialização de medicamentos. Estas empresas fazem parte de um grupo mais amplo de 59 entidades sob escrutínio por diversas práticas questionáveis, incluindo falsificação de documentação regulamentar.
Durante a conferência matinal com a presidente Claudia Sheinbaum, Buenrostro explicou que uma das empresas, a Biomédica, já foi desqualificada e poderá enfrentar acusações criminais por alterar registros da COFEPRIS (Comissão Federal de Proteção contra Riscos à Saúde). “Estamos avançando em todas as investigações. Na semana passada desqualificamos uma empresa e agora estamos preparando uma ação judicial contra outra por falsificação de documentos”, afirmou o responsável.
Principais conclusões e colaboração interinstitucional
A análise dos arquivos revelou a manipulação de mais de 650 chaves de registros de saúde, o que motivou uma estreita coordenação com a Secretaria de Saúde e a COFEPRIS para otimizar os processos de compra e evitar futuros abusos. “Identificamos falhas sistêmicas que facilitaram essas irregularidades. Estamos trabalhando em protocolos mais transparentes”, explicou Buenrostro.
Entre as 59 empresas investigadas, algumas não têm relação com o setor saúde. “Existem imobiliárias e distribuidoras de combustíveis envolvidas em licitações farmacêuticas, o que mostra possíveis desvios de recursos”, disse o proprietário. Para aprofundar estes casos, a agência colaborará com o Serviço de Administração Tributária (SAT) e as autoridades aduaneiras.
Impacto na escassez de medicamentos: As irregularidades detectadas agravaram a escassez de medicamentos no México, um problema crítico que afecta pacientes crónicos. A falsificação de licenças e a participação de empresas sem experiência na área farmacêutica distorceram o mercado, segundo especialistas consultados.
Atualmente, os nomes das 16 empresas farmacêuticas investigadas são mantidos em sigilo devido ao caráter deliberativo do processo. No entanto, são esperados anúncios oficiais nas próximas semanas, juntamente com medidas para fortalecer a supervisão do setor.
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