O jogador de golfe que faz com que a vitória pareça chata (até que não seja)
Ah, que surpresa. Scottie Scheffler, o cara que parece ter um pacto com os deuses do golfe, simplesmente destruiu as esperanças de seus rivais no PGA Championship. Porque, claro, de que adianta ser o número um do mundo se não for humilhar os outros com uma vitória por cinco tacadas? Chato, dirão alguns. Previsível, outros murmurarão. Mas espere, as coisas não foram tão fáceis quanto seu sorriso pós-torneio nos fez acreditar.
O dia em que Scheffler lembrou que, ah, sim, ele também é humano
Acontece que até os robôs têm dias ruins. Ou pelo menos, momentos ruins. Porque depois de assumir uma vantagem de cinco tacadas como se fosse um passeio de domingo, nosso herói decidiu que o show precisava de um pouco de drama. Dois bogeys seguidos, Jon Rahm no modo “você realmente vai me dar isso?”, e de repente, oh, meu Deus, eles estavam empatados. Estávamos enfrentando um colapso épico? Uma daquelas derrotas que são estudadas nos livros de história do golfe?
Não, claro que não. Este é Scottie Scheffler, não um mortal comum. O homem simplesmente ligou o modo “basta”, parou de errar tiros como se suas baquetas tivessem sido trocadas magicamente e colocou todos de volta em seus lugares. Porque por que suar se você pode vencer com classe e um bicho-papão de última hora só para nos lembrar que, tecnicamente, ele é humano?
Enquanto isso, Jon Rahm, Bryson DeChambeau e companhia fizeram o que fazem de melhor: lutar por migalhas. O colombiano Jhonattan Vegas, por sua vez, teve seu momento de glória nas primeiras rodadas, mas acabou onde os mortais costumam chegar nesses torneios: “empatado em quinto”, que na linguagem do golfe significa “perto, mas não perto o suficiente”.
E agora, Scheffler? Você vai ganhar todos os campeonatos este ano?
Com esta vitória, o texano se junta a uma lista tão exclusiva que até Seve Ballesteros concordaria com a cabeça. Três majors, três vitórias por margens insultuosas. Estaremos enfrentando o próximo Tiger Woods? Ou apenas um cara que tem um relacionamento muito íntimo com o clube de golfe? O tempo dirá. Mas, por enquanto, o resto do circuito pode praticar seus discursos de “parabéns, Scottie”, porque parece que a festa não vai acabar tão cedo.
Então, queridos fãs, aproveitem o reinado de Scheffler. Porque no mundo do golfe de hoje existem dois tipos de jogadores: Scottie e aqueles que carregam seus tacos (metaforicamente, é claro… embora às vezes nem isso).
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