Um risco real ou apenas ruído político?
A secretária de Saúde, Nadine Gasman, diminuiu o alarme esta semana. Antes do megaevento de Shakira no Zócalo, ele descartou que exista um risco real de um surto massivo de sarampo. Sua mensagem foi clara e direta.
“Não esperamos que haja um surto, pedimos às pessoas que se sentem mal, que estão com febre, etc., que fiquem em casa, não para o show da Shakira, mas para tudo, e convidamos as pessoas a se vacinarem”, disse ele.
Ou seja, o apelo é do bom senso: se estiver doente, fique em casa. Ver. Mas por trás dessa calma oficial há números que pintam um quadro diferente.
Os números que ninguém quer ver
Gasman reconheceu mais de 370 casos ativos distribuídos em todos os municípios. Os mais afetados são Cuauhtémoc, Gustavo A. Madero e Álvaro Obregón. Para ela, em uma cidade de 9,5 milhões de habitantes, isso “não é algo para se alarmar”.
É uma posição responsável ou uma minimização perigosa? O último grande surto comunitário ocorreu no final de 2025 e agora está sob controle, segundo as autoridades. Mas um evento de massa é sempre um campo de testes para qualquer vírus.
A verdadeira mensagem nas entrelinhas é apenas uma: vacine-se. A Secretaria faz um apelo urgente para ir aos centros de saúde. Não é só por causa de Shakira; É porque o vírus continua a circular.
A política de saúde pública é por vezes um ato de equilíbrio entre não causar pânico e não baixar a guarda. Hoje o palco é o Zócalo e os holofotes estão acesos. O verdadeiro drama será medido nas próximas semanas, nos números silenciosos de infecções.




