Uma oração marcada por controles e uma trégua frágil
Dezenas de milhares de palestinianos encheram esta sexta-feira os pátios da mesquita de Al-Aqsa para as primeiras orações do Ramadão. Fizeram-no sob estrita segurança israelense que condicionava quem poderia entrar.
O acesso a partir da Cisjordânia foi limitado a cerca de 10.000 pessoas: homens com mais de 55 anos, mulheres com mais de 50 anos e crianças com menos de 12 anos. Muitos outros que chegaram com licenças foram simplesmente rejeitados.
Um momento cheio de simbolismo
Para muitos, foi a primeira vez em mais de um ano que puderam rezar neste lugar sagrado, o centro espiritual e político do conflito. O dia também marca a primeira oportunidade desde que o frágil cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrou em vigor em Outubro passado.
“Para muitos, esta foi a primeira oportunidade em mais de um ano de orar na Cidade Velha”, observa o relatório original.
A atmosfera, conforme descrita pelas testemunhas, era uma mistura palpável de devoção e tensão. As orações foram vivenciadas não apenas como um ato religioso, mas também como um gesto de resistência às restrições.
As medidas israelitas são um lembrete claro: apesar de as armas silenciarem temporariamente, as fricções diárias e o controlo sobre a mobilidade palestiniana permanecem intactos. Este Ramadão em Jerusalém começa assim, com a fé sob vigilância e uma calma demasiado frágil.




