Ramadã em Al-Aqsa sob vigilância e restrições

Dezenas de milhares de pessoas rezam em Al-Aqsa sob estritas restrições israelenses, na primeira oração do Ramadã desde o cessar-fogo.

Uma oração marcada por controles e uma trégua frágil

Dezenas de milhares de palestinianos encheram esta sexta-feira os pátios da mesquita de Al-Aqsa para as primeiras orações do Ramadão. Fizeram-no sob estrita segurança israelense que condicionava quem poderia entrar.

O acesso a partir da Cisjordânia foi limitado a cerca de 10.000 pessoas: homens com mais de 55 anos, mulheres com mais de 50 anos e crianças com menos de 12 anos. Muitos outros que chegaram com licenças foram simplesmente rejeitados.

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Um momento cheio de simbolismo

Para muitos, foi a primeira vez em mais de um ano que puderam rezar neste lugar sagrado, o centro espiritual e político do conflito. O dia também marca a primeira oportunidade desde que o frágil cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrou em vigor em Outubro passado.

“Para muitos, esta foi a primeira oportunidade em mais de um ano de orar na Cidade Velha”, observa o relatório original.

A atmosfera, conforme descrita pelas testemunhas, era uma mistura palpável de devoção e tensão. As orações foram vivenciadas não apenas como um ato religioso, mas também como um gesto de resistência às restrições.

As medidas israelitas são um lembrete claro: apesar de as armas silenciarem temporariamente, as fricções diárias e o controlo sobre a mobilidade palestiniana permanecem intactos. Este Ramadão em Jerusalém começa assim, com a fé sob vigilância e uma calma demasiado frágil.

Irã ataca usina de dessalinização no Kuwait

Um ataque iraniano danificou uma central de água e energia no Kuwait, afectando o abastecimento de água potável.

Ataque a planta estratégica no Kuwait

Na sexta-feira, um ataque iraniano atingiu uma central de energia e dessalinização no Kuwait, causando danos a várias unidades de geração de energia e um incêndio que foi controlado por equipas de emergência. As autoridades do Kuwait ativaram planos de contingência para manter o abastecimento de água e eletricidade.

O Kuwait depende da dessalinização para cerca de 90% da sua água potável, à semelhança de outros países do Golfo, como Omã e a Arábia Saudita. A maioria destas instalações situa-se na costa do Golfo Pérsico, o que as torna vulneráveis ​​a ataques de mísseis ou drones.

Este incidente destaca a fragilidade das infra-estruturas críticas no Médio Oriente no meio da escalada regional.

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América Latina reforça planos de emergência para El Niño

Os países da região ativam protocolos em resposta ao fortalecimento do El Niño no Pacífico.

Os governos da América Latina estão a acelerar os seus planos de emergência face ao fortalecimento do fenómeno El Niño no Pacífico. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que o evento já está em curso e alertou que os países devem agir cedo para reduzir os impactos.

Governos agem

O Brasil reforçou suas brigadas contra incêndios florestais. A Colômbia ativou sistemas de monitoramento de água. Outras nações centro-americanas estão a trabalhar em planos para proteger comunidades vulneráveis ​​e garantir serviços básicos. Os especialistas salientam que, embora o fenómeno se desenvolva gradualmente, as autoridades costumam adiar as ações preventivas até que as emergências já estejam em curso.

Impacto esperado

Secas, calor extremo, incêndios, inundações e impactos nos sistemas de água, energia e transporte são esperados. A produção agrícola e o acesso à água potável poderão ser seriamente prejudicados, especialmente nas comunidades mais vulneráveis. A OMM insiste que a preparação antecipada é fundamental para mitigar os efeitos adversos previstos nos próximos meses.

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Xi Jinping apela à governação global da IA ​​sem domínio unilateral

A China propõe cooperação internacional em inteligência artificial e oferece formação aos países em desenvolvimento.

China aposta na governança global da IA

O presidente chinês, Xi Jinping, apelou à promoção da governação global da inteligência artificial (IA) e afirmou que o seu desenvolvimento não deve pertencer a um único país. Durante a abertura da Conferência Mundial sobre Inteligência Artificial, em Xangai, questionou o que chamou de “exagero” do conceito de segurança nacional nesta área, numa clara referência às restrições tecnológicas impostas pelos Estados Unidos.

“A inteligência artificial deve se tornar uma sinfonia de cooperação global, e não uma competição isolada entre nações”, disse Xi.

Como parte da sua estratégia, a China reforçará a colaboração em IA com organizações como a ASEAN, a Liga Árabe, a União Africana, a CELAC e os países BRICS. Além disso, oferecerá cinco mil oportunidades de formação aos países em desenvolvimento nos próximos cinco anos.

Acordo multilateral em Xangai

Antes do evento, 29 países – incluindo Rússia, Paquistão e Cazaquistão – assinaram um acordo com Pequim para criar uma Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial, com sede em Xangai. Os analistas interpretam esta iniciativa como a resposta da China ao quadro Pax Silica dos EUA, que procura fortalecer as cadeias de abastecimento de IA com os seus aliados.

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