Um Eid al-Fitr marcado pela guerra e pela incerteza

O feriado que marca o fim do Ramadão surge este ano sob a sombra da guerra na região e das tensões globais.

Uma celebração sob outra luz

O Ramadã termina. Em condições normais, o Eid al-Fitr é pura alegria: orações comunitárias, roupas novas, reuniões familiares, doces. É o festival que quebra o jejum.

Mas este ano não é normal.

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O feriado aproxima-se com o ruído de fundo de um conflito que abalou o Médio Oriente e cujas repercussões atingem o mundo inteiro. Para milhões de pessoas, a questão não é apenas como comemorar, mas com que espírito fazê-lo.

Tradições que tentam continuar seu curso

O Islã segue um calendário lunar. As datas dançam. Este ano, espera-se que o primeiro dia caia por volta de 20 de março, embora varie entre países e comunidades.

Na Indonésia e na Malásia, persiste a tradição de êxodo em massa para as aldeias nativas. Os mercados estão cheios de compradores em busca de biscoitos, doces e roupas novas. Há espírito de ‘casa aberta’, visitas e perdão familiar.

No Egito, as famílias assistem às orações em clima festivo. As crianças vestem roupas novas e recebem o ‘eidiya’, o tradicional presente em dinheiro. Biscoitos polvilhados com açúcar de confeiteiro são um clássico.

Nos Estados Unidos, uma comunidade diversificada se reúne para orações e festivais com atividades para os mais pequenos: pinturas faciais, figuras de balões.

Mas há mais uma camada.

“Nos Estados Unidos, muitos muçulmanos observaram as tradições religiosas e sociais do Ramadã este ano sob a sombra de acontecimentos nacionais e internacionais preocupantes”, observou o relatório original.

Pesa muito a retórica contra certos grupos migratórios e a guerra numa região onde muitos têm entes queridos. A alegria do Eid é filtrada por uma rede de preocupação informada.

É a contradição de manter viva a tradição quando o contexto global parece determinado a obscurecê-la. Celebre a vida e a família enquanto ouve notícias de perdas e conflitos. Mais um lembrete de como o global sempre toca inevitavelmente o íntimo.

Irã ataca usina de dessalinização no Kuwait

Um ataque iraniano danificou uma central de água e energia no Kuwait, afectando o abastecimento de água potável.

Ataque a planta estratégica no Kuwait

Na sexta-feira, um ataque iraniano atingiu uma central de energia e dessalinização no Kuwait, causando danos a várias unidades de geração de energia e um incêndio que foi controlado por equipas de emergência. As autoridades do Kuwait ativaram planos de contingência para manter o abastecimento de água e eletricidade.

O Kuwait depende da dessalinização para cerca de 90% da sua água potável, à semelhança de outros países do Golfo, como Omã e a Arábia Saudita. A maioria destas instalações situa-se na costa do Golfo Pérsico, o que as torna vulneráveis ​​a ataques de mísseis ou drones.

Este incidente destaca a fragilidade das infra-estruturas críticas no Médio Oriente no meio da escalada regional.

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América Latina reforça planos de emergência para El Niño

Os países da região ativam protocolos em resposta ao fortalecimento do El Niño no Pacífico.

Os governos da América Latina estão a acelerar os seus planos de emergência face ao fortalecimento do fenómeno El Niño no Pacífico. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que o evento já está em curso e alertou que os países devem agir cedo para reduzir os impactos.

Governos agem

O Brasil reforçou suas brigadas contra incêndios florestais. A Colômbia ativou sistemas de monitoramento de água. Outras nações centro-americanas estão a trabalhar em planos para proteger comunidades vulneráveis ​​e garantir serviços básicos. Os especialistas salientam que, embora o fenómeno se desenvolva gradualmente, as autoridades costumam adiar as ações preventivas até que as emergências já estejam em curso.

Impacto esperado

Secas, calor extremo, incêndios, inundações e impactos nos sistemas de água, energia e transporte são esperados. A produção agrícola e o acesso à água potável poderão ser seriamente prejudicados, especialmente nas comunidades mais vulneráveis. A OMM insiste que a preparação antecipada é fundamental para mitigar os efeitos adversos previstos nos próximos meses.

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Xi Jinping apela à governação global da IA ​​sem domínio unilateral

A China propõe cooperação internacional em inteligência artificial e oferece formação aos países em desenvolvimento.

China aposta na governança global da IA

O presidente chinês, Xi Jinping, apelou à promoção da governação global da inteligência artificial (IA) e afirmou que o seu desenvolvimento não deve pertencer a um único país. Durante a abertura da Conferência Mundial sobre Inteligência Artificial, em Xangai, questionou o que chamou de “exagero” do conceito de segurança nacional nesta área, numa clara referência às restrições tecnológicas impostas pelos Estados Unidos.

“A inteligência artificial deve se tornar uma sinfonia de cooperação global, e não uma competição isolada entre nações”, disse Xi.

Como parte da sua estratégia, a China reforçará a colaboração em IA com organizações como a ASEAN, a Liga Árabe, a União Africana, a CELAC e os países BRICS. Além disso, oferecerá cinco mil oportunidades de formação aos países em desenvolvimento nos próximos cinco anos.

Acordo multilateral em Xangai

Antes do evento, 29 países – incluindo Rússia, Paquistão e Cazaquistão – assinaram um acordo com Pequim para criar uma Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial, com sede em Xangai. Os analistas interpretam esta iniciativa como a resposta da China ao quadro Pax Silica dos EUA, que procura fortalecer as cadeias de abastecimento de IA com os seus aliados.

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