O presidente do Comitê Gestor Estadual do Partido Revolucionário Institucional (PRI) de Veracruz, Adolfo Ramírez Arana, condenou o ataque perpetrado contra o prefeito de Banderilla e afirmou que, apesar de não pertencer ao seu partido, o acontecimento mostra a grave crise de insegurança que existe na entidade, onde – disse ele – políticos, jornalistas e a sociedade civil correm risco constante com o avanço do crime organizado.
O líder do PRI apelou às autoridades estaduais e federais para que abordem urgentemente o problema da insegurança e garantiu que o actual governo é “o mais mal qualificado de todos os tempos”, uma situação que, sublinhou, o povo de Veracruz não merece.
Em conferência de imprensa, Ramírez Arana também expressou a total rejeição do PRI à reforma eleitoral promovida pelo governo federal e acusou o Movimento Cidadão (MC) de agir como uma “fura-greve ao partido no poder” ao antecipar o seu apoio a esta iniciativa.
Acompanhado pela secretária geral do PRI em Veracruz, Carolina Gudiño; o Secretário de Eleições, Rei David; a diretora de Afiliação, Carla, e Patrícia, secretária-geral da Rede Juvenil do México, sustentaram que as recentes declarações do líder nacional do MC, Dante Delgado, confirmam o que o tricolor tem repetidamente denunciado.
“Condicionar o voto universal e sugerir que jovens a partir dos 16 anos possam votar é um sinal claro de que vão apoiar a reforma eleitoral. Somos firmemente contra porque é uma reforma que prejudica o país e não deve ser aprovada”, afirmou.
Ramírez Arana garantiu que o PRI continua a ser a única oposição real ao governo Morena e anunciou que os seus deputados e senadores votarão contra a reforma, lembrando que em processos legislativos anteriores, como a reforma do Poder Judiciário, o MC apoiou o partido no poder.
De Veracruz, reiterou que o PRI se manifestará contra qualquer modificação legal que ameace a democracia e alertou que a reforma eleitoral visa concentrar o poder e enfraquecer os partidos da oposição.
Em outro tema, criticou a falta de governabilidade do estado nos governos Morena e apontou as divisões internas do partido no poder, referindo-se a declarações apuradas entre parlamentares e lideranças estaduais. Da mesma forma, apoiou as críticas ao possível aumento das tarifas do transporte público, qualificando-o como “mais um erro” do governo do estado.
“O desastre, a desunião e a desordem que Morena vive afetam diretamente o povo de Veracruz. Enquanto estão divididos, o PRI permanece unido, trabalhando e levantando a voz”, expressou.
Por sua vez, Carolina Gudiño alertou para as constantes modificações na Constituição desde que Morena chegou ao poder em 2018, destacando que mais de 100 artigos foram reformados, o que representa mais de dois terços do texto constitucional.
A dirigente explicou que as leis e a Constituição devem servir para estabelecer limites e garantir o equilíbrio de poderes, e acusou o partido no poder de usar a sua maioria legislativa, em conjunto com partidos aliados, para promover reformas que, afirmou, ameaçam a democracia.
“Os cidadãos devem saber que a verdadeira oposição no Congresso é o PRI, cujos legisladores levantaram a voz e votaram contra as reformas que procuram eliminar a participação dos partidos da oposição”, concluiu.




