A Organização das Nações Unidas (ONU) exigiu uma investigação rápida e proteção para as mães buscadas. Isso depois do assassinato de Patricia Negrete Tafoya, em 23 de junho, e de outros três investigadores privados de vida em 2026, em Guanajuato.
Exigências da ONU
Andrea Bolaños Vargas, relatora especial da ONU para os defensores dos direitos humanos, descreveu o assassinato de Patricia Negrete como preocupante. Ela pertencia ao coletivo “Una Promesa por Complir” e procurava pela irmã Laura Angélica, desaparecida desde 5 de janeiro de 2021.
“Patricia é a quarta defensora assassinada em Guanajuato em 2026. A quinta no México este ano”, publicou ela em sua rede social.
Patricia Negrete foi atacada a tiros no último domingo à noite perto do Hospital Regional de Pénjamo, onde trabalhava como prefeita.
O relator manifestou solidariedade para com os grupos de busca e reconheceu o seu trabalho num contexto violento. Instou o Estado mexicano a investigar com uma perspectiva de género, a dar prioridade à violência contra as mulheres defensoras e a garantir uma protecção eficaz. Ele também pediu para esclarecer o paradeiro de três investigadores desaparecidos.
Último adeus à Paty
Entre flores e aplausos, familiares, amigos e mães do grupo despediram-se de “Paty” no Panteão Municipal. Dezenas de pessoas assistiram à missa no Templo de São Miguel Arcángel e depois à procissão. Eles se lembravam dela como uma pessoa sensível que lutou por mais de cinco anos em busca da irmã. Os defensores dos direitos humanos expressaram solidariedade para com a sua família.




