Políticas de Trump ameaçam remessas para o México

Novas regras financeiras nos EUA podem prejudicar o envio de dinheiro para o México, alerta um especialista.

Risco para remessas

As novas disposições financeiras adoptadas nos Estados Unidos durante a administração Donald Trump poderão afectar o envio de remessas para o México. O alerta foi feito por Margarita Núñez Chaim, coordenadora do Programa de Assuntos Migratórios da Universidade Iberoamericana.

Segundo o especialista, estas medidas endurecem o acesso aos serviços bancários dos migrantes mexicanos em situação irregular. Ferramentas como a Matricula Consular e o ITIN – utilizadas para abrir contas, pagar impostos e transferir fundos – seriam alvo de maior escrutínio.

RelacionadoAs remessas apoiam as economias locais face às políticas de imigração restritivas

O contexto é preocupante. As recentes operações de imigração do ICE já tinham reduzido o horário de trabalho e gerado medo entre a comunidade migrante. Agora, a exclusão financeira poderá levar muitos a recorrer a canais informais para gerir o seu dinheiro.

Núñez Chaim sublinhou que uma queda no fluxo de remessas teria consequências sociais no México. Milhões de famílias dependem dessa renda para cobrir alimentação, habitação, saúde e educação. Também afetaria o consumo interno e a economia nacional.

O académico insistiu que o impacto não é apenas económico: a falta de opções formais expõe os migrantes a riscos de fraude e extorsão. A incerteza aumenta à medida que as regras financeiras se tornam mais rigorosas através da fronteira.

Senado promove reforma para fortalecer os municípios do país

O Senado procura fortalecer as capacidades de mais de 2.462 municípios em segurança, infraestrutura e desenvolvimento.

A reforma municipal busca preencher lacunas históricas

O Senado da República promove iniciativa para fortalecer os mais de 2.462 municípios do país. O objetivo: melhorar suas capacidades em segurança, infraestrutura e desenvolvimento local, setores com defasagem histórica nos governos municipais.

O senador Mario Vázquez, presidente da Comissão de Desenvolvimento Municipal, informou que no dia 14 de julho conduzirá a discussão “O papel estratégico da cooperação multissetorial como ferramenta para alcançar o desenvolvimento sustentável do México”. O evento é direcionado a presidentes de municípios de todo o país.

O encontro reunirá legisladores, organismos internacionais, agências de cooperação, academia, organizações civis e autoridades municipais. Procurarão mecanismos para aceder a novas fontes de financiamento, formação e colaboração em projectos de desenvolvimento sustentável.

Vázquez destacou que os municípios são o nível de governo mais próximo dos cidadãos, por isso necessitam de maiores ferramentas para responder aos desafios atuais. Ele ressaltou que a cooperação internacional pode ser uma forma de fortalecer a gestão pública, atrair investimentos e elevar a qualidade de vida.

Entre os participantes confirmados estão a CEPAL, a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), além de representantes da Embaixada do Chile e de diversas organizações civis.

O senador garantiu que a Comissão continuará a promover iniciativas que fortaleçam a autonomia, a inovação e o desenvolvimento dos governos municipais.

Continuar lendo

Governador supervisiona posto de comando de alerta de busca

O Secretário do Interior supervisiona o centro de operações que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, para localizar pessoas.

Supervisão do posto de comando

A secretária do Interior, Rosa Icela Rodríguez, supervisionou neste sábado o posto de comando do Alerta Nacional de Busca Imediata. Este mecanismo visa agilizar a localização de pessoas desaparecidas ou não localizadas no país. O centro funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

Durante a visita às instalações da Segob, ela foi acompanhada pelo subsecretário Arturo Medina Padilla e representantes da Comissão Nacional de Busca (CNB), da Procuradoria-Geral da República (FGR), da Secretaria de Segurança e Proteção ao Cidadão (SSPC) e da Guarda Nacional.

O Alerta começou a funcionar em fevereiro passado com a entrada em vigor do Protocolo Nacional para Ativação do Alerta Nacional de Busca. Seu objetivo é coordenar autoridades municipais, estaduais e federais para buscas imediatas.

O protocolo estabelece que, uma vez cadastrada uma pessoa no Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, o formulário de busca seja automaticamente enviado aos Ministérios Públicos, comissões locais e demais instâncias. O CNB administra o sistema, que distribui tokens e se articula com instituições nacionais e internacionais.

As autoridades alertaram que o uso indevido do Alerta pode gerar responsabilidade administrativa ou criminal.

Continuar lendo

Eles procuram garantir que as companhias aéreas não cancelem voos devido ao não comparecimento em um trecho

A proposta legislativa visa proteger os passageiros que perdem o primeiro voo.

Iniciativa em San Lázaro contra cancelamentos automáticos

O deputado federal Rubén Moreira Valdez apresentou iniciativa para modificar a Lei de Aviação Civil. A proposta visa evitar que as companhias aéreas cancelem automaticamente voos de regresso ou de ligação quando um passageiro não embarca no primeiro trecho de um itinerário já pago.

O coordenador da bancada do PRI explicou que esta prática afeta milhares de utentes por motivos alheios à sua vontade: emergências familiares, problemas de saúde, atrasos em outros transportes ou alterações inesperadas. Perdendo o voo inicial, eles descobrem que as passagens restantes foram canceladas.

“Atualmente a lei permite que as companhias aéreas cancelem segmentos subsequentes se o passageiro não informar nas primeiras 24 horas que utilizará os voos restantes”, disse Moreira Valdez. “Essa condição é pouco conhecida e obriga muitos a comprar novos ingressos a preços elevados.”

A proposta estabelece que as companhias aéreas deverão respeitar a validade de todos os voos contratados. Só poderão cancelar um trecho quando o passageiro declarar expressamente que não irá mais utilizá-lo. Isto procura eliminar o fardo que hoje recai sobre os viajantes.

O legislador garantiu que a reforma fortaleceria os direitos do consumidor e geraria uma relação mais equilibrada entre passageiros e companhias aéreas. Daria também maior segurança e evitaria despesas adicionais para uma prática que, considerou, prejudica quem já pagou pelo serviço.

A iniciativa foi entregue à Comissão de Transportes para análise. Se aprovado, as companhias aéreas terão que ajustar suas políticas de cancelamento.

Continuar lendo