Remessas para o México registram maior queda em 16 anos

Uma queda histórica abala as transferências de dinheiro do exterior, marcando o pior colapso em 16 anos e desencadeando alarmes económicos.

Um colapso histórico que abala os alicerces

O coração financeiro de milhões de famílias mexicanas bate forte todos os meses, aguardando a chegada daquele sustento que atravessa fronteiras. Mas em 2025, um terramoto sem precedentes abalou até os alicerces mais profundos desta corrente vital. Os fluxos de remessas, essa tábua de salvação económica, sofreram o seu maior revés em 16 anos, caindo catastróficamente 5,50% anualmente. A cifra, que ecoa nos corredores do poder com um estrondo ensurdecedor, caiu para 34.889 milhões de dólares, segundo os dados frios e comoventes revelados pelo Banco do México. Um golpe do qual poucos se recuperarão.

Para encontrar um panorama tão sombrio, temos de voltar no tempo, aos dias sombrios de 2009, quando o mundo estava atolado numa crise financeira global. Naquela altura, o declínio nas remessas era uma ferida aberta de 11,89 por cento. Hoje, o fantasma desse passado volta para nos assombrar novamente, com uma queda que parece apenas ser o prelúdio de uma tragédia ainda maior. As operações com remessas, por sua vez, contraíram 4,89% ao ano, uma queda que, embora menos pronunciada que os 7,17% daquele ano fatídico, dispara todos os alarmes do setor.

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O valor da esperança desaparece

Cada remessa é um raio de esperança, um sacrifício convertido em moeda. No entanto, mesmo as remessas médias de recursos foram mortalmente feridas, caindo para insignificantes 392 dólares nos primeiros sete meses deste ano desastroso. Isto representa 0,51 por cento menos do que o recorde alcançado de janeiro a julho de 2024, um declínio que, embora pareça pequeno, é a gota d’água que quebra as costas do camelo do desespero para inúmeras famílias.

A análise ajustada sazonalmente pinta um quadro ainda mais desolador: os fluxos de remessas sofreram um declínio colossal de 4,58% no mesmo período. Este movimento não é uma simples flutuação; É o maior revés em 15 anos, uma ferida que sangra após uma redução mensal de 0,15% que muitos subestimaram. E como se o destino fosse cruel, o mês de julho, sem ajuste sazonal, trouxe consigo a quarta derrota consecutiva em termos anuais. As remessas caíram 4,70%, para 5,33 bilhões de dólares. Quatro meses seguidos de queda livre! Um sangramento que parece não ter fim.

Vozes na tempestade preveem um futuro sombrio

Por trás dos números frios está um drama humano de proporções épicas. Gerónimo Ugarte Bedwell, economista-chefe, e Luis Fernando Campos, economista da Valmex Casa de Bolsa, tornam-se os narradores desta tragédia moderna. Eles explicam, com a solenidade que o momento exige, que a tendência decrescente das remessas em 2025 reflete um ambiente mais adverso, um terreno fértil perfeito para a desesperança influenciada por mudanças dramáticas nas políticas comerciais e de imigração nos Estados Unidos.

Mas o pior, alertam eles com voz séria, ainda pode estar por vir. No futuro, prevê-se um menos dinamismo destes fluxos vitais. O futuro é visto condicionado por factores terríveis: maiores controlos de imigração que fecham as portas aos sonhos, o impacto retardado de uma possível desaceleração económica dos EUA derivada de medidas proteccionistas que desencadeiam guerras comerciais, bem como os efeitos de uma valorização cambial que devora o valor de cada dólar enviado com amor e sacrifício.

A análise do Banco Base acrescenta outra camada de drama a este panorama sombrio. Quando ajustado à inflação, o poder de compra das remessas, a verdadeira força desse dinheiro que põe comida na mesa, despencou em Julho passado em 4,99% anualmente. Não é só que chega menos dinheiro; é que o que chega vale menos, uma facada na economia familiar. Cada percentual é uma história de luta, um sonho adiado, uma conta não paga. O destino de milhões está em jogo, aguardando o próximo capítulo deste romance que ninguém sabe como terminará.

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Voto direto para plurinominales: a proposta dos Espadas no INE

O vereador Uuc-kib Espadas propõe que os cidadãos elejam diretamente os deputados de representação proporcional.

Dois bilhetes para deputados

O conselheiro eleitoral Uuc-kib Espadas Ancona apresentará uma proposta fundamental ao Conselho Geral do INE: permitir que os cidadãos votem diretamente em deputados multi-membros no processo federal 2026-2027.

A iniciativa propõe dividir a eleição em duas votações. Um conterá os candidatos da maioria relativa; o outro, os nomes dos grupos daqueles que os partidos nomeiam como representação proporcional.

Espadas anunciou que apresentará seu modelo aos colegas vereadores no final de setembro ou início de outubro.

Custo e logística

O conselheiro reconheceu que a emissão de um boletim de voto extra implicaria um gasto adicional entre 200 e 250 milhões de pesos, dentro do habitual pacote de impressão do INE. No entanto, ressaltou que, após a experiência da eleição do Judiciário em 2025, seria possível colocar as duas cédulas na mesma urna e fazer a apuração separadamente, como já é feito.

Não há necessidade de reforma legal

Espadas esclareceu que o INE tem competência para implementar esta mudança sem uma reforma legal. Segundo ele, a reforma eleitoral de Abril foi o momento certo para legislar, mas a autoridade pode agir por conta própria.

“A autoridade eleitoral tem sim a possibilidade de implementar dois escrutínios para a eleição dos deputados mesmo sem esta reforma legal, insisto, pois isso garantiria plenamente a liberdade de voto através dos dois métodos eleitorais atuais”, explicou.

O debate está apenas começando, mas a proposta abre portas para uma transformação na forma como os legisladores federais são eleitos.

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Sheinbaum reserva opinião sobre recomendação da CNDH para Ayotzinapa

O presidente aguarda mais avanços do Ministério Público e da Comissão da Verdade antes de se posicionar.

A Presidente Claudia Sheinbaum evitou tomar posição imediata sobre a recomendação 208VG/2026 da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) no caso Ayotzinapa. A presidente disse que aguardará que a Comissão da Verdade e o Ministério Público apresentem maiores avanços.

Sheinbaum explicou que pediu à secretária do Interior, Rosa Icela Rodríguez, que fizesse uma análise exaustiva do documento da CNDH, chefiada por Rosario Piedra Ibarra. O objetivo é definir uma posição governamental com base nas novas descobertas.

“Prefiro que seja divulgado quais são os dados, qual a investigação que foi feita, quais as novas linhas de investigação que foram iniciadas após a nossa chegada ao governo (…) e que nesse quadro possa ser apresentado um parecer”, disse o chefe do Executivo.

Nenhuma participação do Governo no relatório

Sheinbaum esclareceu que o Governo Federal não participou da elaboração do relatório da CNDH. Reiterou o compromisso da sua administração com os pais e mães dos 43 estudantes normais desaparecidos para alcançar a verdade, a justiça e localizar os estudantes.

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FGR garante que Ruffo Appel não é perseguido por suas ideias

A FGR apresentou 96 provas contra o ex-governador Ruffo Appel por suposto contrabando de combustível.

FGR detalha as evidências contra Ruffo Appel

A Procuradoria-Geral da República (FGR) afirmou que o ex-governador da Baixa Califórnia, Ernesto Ruffo Appel, não está sendo investigado por motivos políticos ou ideológicos. A agência detalhou que foram integradas 96 provas contra ele, relacionadas à sua suposta participação em uma rede de contrabando de hidrocarbonetos.

Em comunicado, a FGR sublinhou que todos os procedimentos são realizados de acordo com o devido processo e respeito pela presunção de inocência. As provas incluem perícias em engenharia química, mecânica e elétrica, além de estudos de criminalística e fotografia técnica.

“Pareceres fotográficos, para documentar tecnicamente as conclusões e actos de investigação realizados; pareceres de criminalística, destinados a fixar, preservar, analisar e correlacionar as provas localizadas; e pareceres de identificação, para conhecer o tipo de hidrocarboneto, seja gasolina ou gasóleo”, sublinhou a FGR.

O vínculo com a empresa Ingemar

A investigação também se concentra na empresa Ingemar S.A. de C.V., da qual Ruffo Appel é acionista. A empresa foi fundada em agosto de 2018 na Cidade do México. Dois meses depois, Ruffo passou a integrar o capital variável da empresa. Em 2021, já figurava como acionista e secretário do Conselho de Administração, participando da tomada de decisões estratégicas em conjunto com José Merino Valdés Cuervo.

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