Um aplauso com reservas?
O PAN na Câmara dos Deputados deu a sua aprovação ao encontro entre Claudia Sheinbaum e Volker Türk, Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos. Descreveram-no como “um primeiro passo” para o Estado mexicano reconhecer a sua realidade. Mas tenha cuidado, não foi um endosso cego.
“O problema exige um esforço além do político”, disse o deputado Ernesto Sánchez Rodríguez.
E enquanto Türk elogiava o progresso na proteção de grupos vulneráveis e até mesmo a reforma do artigo 2º sobre os povos indígenas, os azuis lembravam os números frios: mais de 132 mil pessoas desaparecidas no país, segundo o Cadastro Nacional.
Elogios internacionais versus crise local
Türk destacou que o México é um modelo regional na proteção de defensores e jornalistas. Ele também celebrou políticas anti-pobreza e programas de bem-estar. Ela ainda disse que ficou agradavelmente surpresa com o esforço para empoderar as mulheres.
Mas a deputada Claudia Pérez Romero trouxe à tona relatórios da Anistia Internacional que alertam para um aumento de desaparecimentos durante 2025. A questão paira no ar: os aplausos internacionais são compatíveis com esta crise?
O PAN exige mais do que boas intenções
Sánchez Rodríguez foi direto: pediu para colocar as vítimas no centro da estratégia, com orçamentos suficientes e políticas públicas eficazes. Ele criticou o governo federal por minimizar a magnitude do problema ao culpar os promotores estaduais.
“É necessário reconhecer plenamente a crise”, insistiu.
O partido diz estar disposto a promover mais recursos e reforçar o cuidado às vítimas. Mas entretanto, os números continuam aí, sem uma resposta clara.




