O Departamento de Estado dos Estados Unidos devolveu ao embaixador mexicano em Washington, Roberto Lazzeri, as notas diplomáticas que procuravam orientar a atuação dos agentes norte-americanos em solo norte-americano.
“Kozak retornou cartas do México destinadas a dirigir as ações do pessoal do governo dos EUA que opera em território soberano dos Estados Unidos. Ele também recomendou que o México expressasse suas preocupações através dos canais diplomáticos, como é habitual”, informou o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental em X.
A reunião foi liderada pelo alto funcionário Michael Kozak com o embaixador mexicano, segundo a mesma agência.
Tensão bilateral
O México enviou essas cartas como parte de uma série de protestos contra o tratamento dispensado aos migrantes. A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que até agora essas cartas “não produziram resultados”.
A relação entre os dois países atravessa um momento delicado. Além das divergências migratórias, há a suspeita de que o FBI tenha participado da captura de um líder do crime organizado, o que teria violado a soberania mexicana.
Os Estados Unidos são o principal parceiro comercial do México: 80% das suas exportações destinam-se a esse país, com o qual partilha um acordo de livre comércio.
Ações do Itamaraty
O Ministério das Relações Exteriores (SRE) informou que, na sequência do anunciado pelo presidente, a Embaixada e os consulados apresentaram pedidos aos Ministérios Públicos estaduais. Isto ocorre depois de ter sido comunicada a morte de 17 compatriotas sob custódia ou em operações do Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE).
O chanceler Roberto Velasco explicou que os procedimentos foram realizados na última segunda-feira, embora não tenha especificado os estados onde as denúncias foram apresentadas.




