ONGs exigem interrupção da expansão das obras nas praias de Quintana Roo

Grupos ambientalistas alertam para um projeto que modificaria 33,5 km de costa sem estudos atuais, colocando em risco ecossistemas já vulneráveis.

Um grito de despertar no paraíso: a batalha pelo Caribe mexicano

No coração do deslumbrante Caribe mexicano, onde águas azul-turquesa beijam areias brancas, uma batalha épica pelo futuro está sendo travada. Não é uma luta com armas convencionais, mas com documentos, leis e um grito cidadão que reverbera das profundezas da consciência ambiental. Organizações da sociedade civil e grupos de cidadãos lançaram um apelo urgente e dramático ao Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Semarnat), exigindo que negue uma expansão que poderia desencadear uma tragédia ecológica de proporções incalculáveis.

O objeto desta disputa é uma autorização fantasma, uma licença emitida nos longínquos dias de 2009 para a reabilitação de praias nos destinos icônicos de Cancún, Playa del Carmen e Cozumel. Agora, o governo do estado pretende ressuscitar e ampliar este decreto, incorporando os trechos virgens de Puerto Morelos em um projeto colossal que afetaria 33,5 quilômetros de litoral. O perigo, denunciam vozes alertas, é que estas obras monumentais possam ser realizadas sem a avaliação de um novo projeto executivo, e o que é mais grave, sem uma Declaração de Impacto Ambiental (MIA) atualizada, um requisito legal fundamental.

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Uma permissão do passado para um presente em crise

Enquanto Óscar Rébora, chefe da Secretaria de Ecologia e Meio Ambiente de Quintana Roo, confirma a angustiante espera por uma resposta da Semarnat para o primeiro trimestre de 2026, as organizações desdobram seus argumentos como um exército da razão. Gigantes da defesa ambiental como o Centro Mexicano de Direito Ambiental (CEMDA), o Greenpeace México, o Grupo Ecologista del Mayab (GEMA) e Recifes Saudáveis ​​para Pessoas Saudáveis uniram forças. A sua afirmação é clara e contundente: a decisão deve basear-se na ciência, na legalidade e na transparência, e não em autorizações antigas que são relíquias de um mundo que já não existe.

E a paisagem costeira mudou de forma dramática e dolorosa desde 2009. A subida implacável do nível do mar, a erosão acelerada que devora as costas, as invasões massivas de sargaços que sufocam as praias e a deterioração silenciosa dos recifes do Sistema Mesoamericano de Recifes são feridas abertas no ecossistema. Executar obras faraônicas sem uma avaliação ambiental abrangente e regional não é apenas negligência; É, segundo os grupos, um ato que pode agravar o problema a ponto de não ter retorno, afetando fatalmente espécies emblemáticas como tartarugas marinhas, lagostas, corais e aves costeiras.

A sombra do risco jurídico e administrativo também paira sobre o projeto. Os grupos alertam com voz firme que a iniciativa não cumpre os sagrados requisitos de participação cidadã estabelecidos na Lei Geral de Equilíbrio Ecológico e Proteção Ambiental (LGEEPA) e no transcendental Acordo de Escazú, tratados internacionais que o México jurou honrar e que protegem o direito humano a um meio ambiente saudável. A exigência é um manifesto de esperança: transparência absoluta, aplicação da melhor ciência disponível e cumprimento estrito e reverente da legislação ambiental vigente.

O chamado final é um plano de salvação. Pedem que qualquer intervenção considere, como prioridade, a mitigação dos impactos, o respeito sacrossanto pelas áreas naturais protegidas e a monitorização constante e vigilante. Só assim poderemos garantir, em meio a esta encruzilhada histórica, a proteção do frágil ecossistema costeiro e da transbordante biodiversidade que faz do Caribe mexicano um milagre do planeta. O destino deste paraíso está em jogo, e o próximo passo das autoridades escreverá o próximo capítulo: será de conservação ou de perda irreversível?

Pensa que a voz dos cidadãos e da ciência deve prevalecer sobre projetos que ameaçam o nosso património natural? Compartilhe esta história crucial em suas redes sociais para amplificar o alerta e explorar mais conteúdos sobre a defesa dos ecossistemas em nossa plataforma.

Sheinbaum exige que FGR vá até o fim no caso ABC Nursery

O presidente pede que a FGR esgote todas as linhas de investigação do caso de 2009.

A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que a Procuradoria-Geral da República (FGR) deve esgotar todas as linhas de investigação na reabertura do caso de incêndio na Creche ABC, ocorrido em junho de 2009 em Hermosillo, Sonora. O incidente causou a morte de 49 menores.

“O Ministério Público tem que chegar às últimas consequências neste caso… O que quer que o Ministério Público peça, que fique sobretudo nas mãos do Instituto Mexicano de Segurança Social, porque deve ser entregue, se toda a informação não estiver disponível”, declarou o chefe do Executivo em conferência de imprensa a partir do Palácio Nacional.

Críticas ao esquema de creche substituta

Sheinbaum Pardo destacou que durante a gestão do ex-presidente Felipe Calderón houve corrupção e nepotismo na gestão das creches. “(O serviço de creche) foi privatizado e foram criadas empresas ligadas a governadores ou servidores federais vinculados ao recebimento do recurso, e foram eles que prestaram o serviço com enorme corrupção e nepotismo”, explicou.

Acrescentou que as creches substitutas não cumpriam os mesmos padrões de segurança que as operadas pelo IMSS. “A regulamentação que se aplicava às creches do IMSS não se aplicava às creches substitutas, razão pela qual foram construídas em espaços que não tinham a proteção civil necessária”, disse.

O esquema, segundo Sheinbaum, consistia em o IMSS pagar ao sector privado e este último cuidar dos cuidados infantis em locais sem condições adequadas. “Isso, entre outras coisas, infelizmente levou à tragédia na Creche ABC”, concluiu.

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Fortes chuvas e granizo atingirão CDMX

O SGIRPC alerta para chuvas muito fortes e granizo nas zonas oeste e sul da capital.

A Secretaria de Gestão Integral de Riscos e Proteção Civil (SGIRPC) prevê clima quente após o meio-dia e céu nublado para esta segunda-feira, 29 de junho, na Cidade do México.

Às vezes, são esperadas chuvas fortes a muito fortes, acompanhadas de atividade elétrica e granizo. Entre 13h00 Entre as 21h e as 21h, as chuvas serão mais intensas nas zonas oeste e sul da capital.

Os ventos serão variáveis ​​de 5 a 20 km/h, com rajadas de até 45 km/h.

Temperaturas e recomendações

A temperatura máxima chegará a 23°C e a mínima a 14°C.

O SGIRPC recomenda que a população esteja atenta aos alertas e tome precauções contra condições meteorológicas adversas.

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México enviará ajuda humanitária à Venezuela por via aérea e marítima

O México enviará alimentos e usinas de energia para a Venezuela após os terremotos que deixaram mais de 1.400 mortos.

Solidariedade em duas frentes

A presidente Claudia Sheinbaum informou que o Governo do México enviará alimentos e usinas de energia elétrica para a Venezuela, país afetado por dois terremotos que causaram mais de 1.400 mortes.

A ajuda humanitária será distribuída em dois carregamentos: um por avião e outro por navio. Os produtos doados provêm de centros de coleta instalados em diversos pontos do país.

“A coleta foi aberta em vários lugares do México, como sempre o México é muito solidário, e estamos chegando a um acordo com as diferentes entidades que abriram os centros de coleta, para podermos levá-los para um único lugar; uma parte pode ir de avião e outra parte já está preparando um navio pela Secretaria da Marinha”, declarou Sheinbaum.

Ligue para Delcy Rodríguez

A presidente também se referiu à conversa que teve com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, sobre a situação após os terremotos. Sheinbaum expressou a solidariedade do México e detalhou que duas pessoas foram resgatadas pela brigada mexicana.

“Falamos em geral sobre a situação na Venezuela, triste o que estão vivendo e sempre a nossa solidariedade, foi o que lhe expressei. O secretário-geral informou-nos que duas pessoas foram resgatadas pela brigada mexicana, há 250 elementos que lá permanecerão”, indicou.

Os 250 especialistas mexicanos continuam buscando e auxiliando nas áreas mais afetadas. O governo mexicano coordena a logística para que os suprimentos cheguem o mais rápido possível.

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