Avanço histórico do futebol africano
Nove das dez seleções africanas que competiram na Copa do Mundo de 2026 passaram da fase de grupos. A única eliminação foi a Tunísia, última do Grupo F.
África estará representada nos 16 avos-de-final com Marrocos, África do Sul, Senegal, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Cabo Verde, Egipto, Argélia e Gana. Só a Europa terá mais equipas neste caso: treze.
O restante do panorama global mostra a América do Sul com cinco classificados: Argentina, Brasil, Colômbia, Equador e Paraguai. O Uruguai ficou de fora. Na Concacaf avançaram os anfitriões Estados Unidos, Canadá e México, enquanto Curaçao, Panamá e Haiti se despediram. A Oceania perdeu seu único representante, a Nova Zelândia. A Ásia sofreu uma decepção: apenas Japão e Austrália passaram da fase de grupos.
O crescimento do futebol africano reflecte-se nas declarações dos seus protagonistas.
“Acredito e espero que uma seleção africana ganhe a Copa do Mundo este ano ou nos próximos anos. Acho que é apenas uma questão de tempo”, disse Sébastien Desabre, técnico da República Democrática do Congo.
Desabre, com quinze anos de experiência no continente, destacou a evolução das federações e dos jogadores. “África continua a progredir. Este progresso não irá parar porque ainda há espaço para melhorias”, acrescentou.
O atacante argelino Riyad Mahrez também gostou do momento. “A qualidade do futebol africano foi demonstrada. Quando vemos que nove em cada dez seleções avançam no torneio mais importante, isso significa muito”, disse ele depois de marcar seus primeiros gols na Copa do Mundo no empate de 3 a 3 contra a Áustria.
Por sua vez, Mohamed Ouahbi, seleccionador de Marrocos, recordou o histórico quarto lugar da sua equipa no Qatar 2022. “Devemos acreditar neste objectivo. Marrocos entrou numa nova dimensão. Os jogadores e adeptos acreditam na sua equipa e os nossos rivais respeitam-na”, comentou.




