Oito presos pelo assassinato da jornalista Roxana Guzmán

Oito presos pelo assassinato da jornalista Roxana Guzmán em Veracruz.

O governo mexicano informou a prisão de oito pessoas ligadas à privação de vida da jornalista de Veracruz Roxana Guzmán Ramírez, ocorrida em 2 de julho. O secretário de Segurança, Omar García Harfuch, informou sobre o andamento da investigação durante a conferência matinal da presidente Claudia Sheinbaum.

“No governo mexicano não haverá impunidade para aqueles que atacam a vida de jornalistas, nem para aqueles que procuram violar o direito à liberdade de expressão através do abuso de um cargo público ou de membros de uma organização criminosa. A instrução do presidente é esclarecer plenamente os fatos, garantir justiça para Roxana Guzmán e sua família e prender todos os responsáveis por este crime”, declarou ela.

Avanços no caso Roxana Guzmán

García Harfuch agradeceu a coordenação com a governadora de Veracruz, Rocío Nahle. Explicou que por meio do trabalho de inteligência – liderado pela unidade de inteligência naval – foi possível identificar os responsáveis ​​e executar mandados de prisão.

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Entre os detidos estão José del Carmen “N” e Karen Monserrat, além de quatro membros da polícia municipal, acusados ​​de privar a jornalista de sua liberdade. Posteriormente, Luis Arturo “N”, vulgo “Delta 11”, foi capturado como suposto responsável pelo homicídio, e Javier Iván “N”, vulgo “Delta 1”, também implicado. Os outros detidos são Ismael “N”, Juan Carlos “N”, Luis Enrique “N” e José Manuel “N”.

A Promotoria de Veracruz confirmou que os restos mortais encontrados durante o processo correspondem ao comunicador. Em comunicado, referiu: “Ficou estabelecido que os pareceres periciais concluíram o processo de identificação e confirmaram cientificamente que os restos mortais localizados durante o processo correspondem ao jornalista, facto que fortalece a investigação”.

Roxana Guzmán foi privada de liberdade em 2 de junho no sul de Veracruz. Um vídeo divulgado nas redes mostrou dois encapuzados batendo na porta de sua casa com uma marreta e levando-a à força. O seu caso chocou o sindicato jornalístico e reforçou as exigências por justiça face à violência contra jornalistas no México.

FDA reconhece falso positivo em alface Taylor Farms

Análise do Cofepris descarta contaminação; FDA admite erro na amostra inicial.

Resultados da análise

O Ministério da Saúde informou que testes realizados em amostras de alface e água da fábrica da Taylor Farms México foram negativos para o parasita Cyclospora cayetanensis —que causa diarreia grave— e também para coliformes fecais. As análises, realizadas pela Cofepris, confirmaram que o produto atende aos parâmetros físico-químicos estabelecidos nas normas nacionais.

Rastreabilidade e falso positivo

A Taylor Farms possui um sistema de rastreabilidade que permitiu às autoridades dos Estados Unidos identificar a origem do produto e rastrear um lote retido na alfândega de Laredo, Texas. Esse lote nunca entrou em território dos EUA.

A amostra obtida desse lote retornou falso positivo, situação que a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos reconheceu em atualização publicada em 19 de julho. O Ministério da Saúde enfatizou que o produto é adequado para consumo humano.

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UIF identifica 55 pessoas na rede financeira CJNG

A UIF detectou 55 pessoas ligadas a uma rede financeira CJNG, incluindo 16 empresas de fachada.

A Unidade de Inteligência Financeira (UIF) do México detectou 55 pessoas supostamente ligadas a uma rede financeira do Cartel de Nova Geração de Jalisco (CJNG). A constatação foi alcançada através de indicadores financeiros específicos, conforme reportados pelo Ministério das Finanças e Crédito Público (SHCP).

O comunicado 61 detalha que o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos designou 55 pessoas – 39 pessoas físicas e 16 pessoas jurídicas – relacionadas a esta estrutura. A ação faz parte da cooperação bilateral contra as finanças do crime organizado.

Indicadores detectados

A UIF identificou “indicadores relacionados a possíveis operações com recursos de origem ilícita”. Entre eles: operações em dinheiro, aquisição de veículos de alto padrão, joias e imóveis, transferências internacionais, uso intensivo de cartões de crédito e serviços e inconsistências nos rendimentos reportados ao SAT.

As autoridades detectaram “possíveis inconsistências entre os rendimentos reportados à autoridade fiscal e os recursos observados no sistema financeiro”, o que reforçou a identificação da rede.

Enfrentar empresas e reclamações

Do total, 16 pessoas jurídicas exerciam atividades ilícitas. Segundo a UIF, algumas registaram operações relevantes, enquanto outras eram empresas de fachada com “atividade económica aparente limitada ou inexistente”.

A UIF apresentou denúncia à Procuradoria-Geral da República (FGR) pelo crime de operações com recursos de origem ilícita. Também incluiu os sujeitos designados pela OFAC na Lista de Pessoas Bloqueadas (LPB), e acrescentou oito adicionais – quatro pessoas físicas e quatro pessoas jurídicas – vinculados à mesma estrutura financeira.

Coordenação internacional

O Tesouro sublinhou que as ações coordenadas com os Estados Unidos procuram “prevenir a utilização indevida do sistema financeiro, combater o branqueamento de capitais e enfraquecer as estruturas económicas do crime organizado”. A UIF mantém cooperação com autoridades nacionais e internacionais, de acordo com as normas do Grupo de Acção Financeira (GAFI).

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Tesouro dos EUA localiza Florença como centro de produção de drogas

O Departamento do Tesouro identificou o município de Zacatecas como base do CJNG para fentanil e cocaína.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos identificou Florencia de Benito Juárez, Zacatecas, como um dos pontos-chave do Cartel da Nova Geração de Jalisco (CJNG) para a fabricação de fentanil, cocaína e metanfetamina.

Segundo a agência, José Octaviano García Martínez é o atual chefe da praça da região, acompanhado por Cuauhtémoc Rivera Zepeda e Uriel Hernández Morales. Estes dois últimos ficariam a cargo dos laboratórios clandestinos de Zacatecas e Jalisco. Todos os três se reportam a Audias Flores Silva – vulgo El Jardinero—, designado como sucessor do falecido líder Nemesio Oseguera Cervantes, El Mencho.

Presença criminosa em um pequeno município

Florencia de Benito Juárez cobre apenas 328 quilômetros quadrados no sul do estado, na Sierra Madre Ocidental, adjacente a Jalisco. Apesar do seu tamanho, o município tem sido palco de operações do crime organizado.

Em Março de 2025, as autoridades desmantelaram um campo utilizado por uma célula criminosa. Meses depois, em junho, destruíram uma estufa usada para o cultivo de maconha. Ambas as operações procuraram neutralizar infra-estruturas ilegais.

O presidente municipal eleito em 2024 é Fortino Cortés Ramírez, que encerrará o mandato em 2027.

Violência recente e resposta federal

No sábado, 18 de julho de 2025, foram encontrados 10 corpos nos municípios de Morelos, Pánuco e Sain Alto. Das vítimas, seis eram empresários da construção, mineração e entretenimento. Outros dois eram funcionários da Câmara Municipal de Fresnillo: Fidel Alvarado de la Torre, secretário de Desenvolvimento Social Municipal, e o bombeiro Jesús Gerardo Muñetón Hernández.

Diante desses acontecimentos, a Secretaria de Defesa Nacional desdobrou 100 elementos das Forças Especiais no dia 22 de julho. Eles se juntaram às 400 tropas do Exército e da Guarda Nacional que já operavam desde 19 de julho.

O conflito na região não é novo. Em 20 de maio de 2011, um confronto entre grupos rivais – conhecido como Guerra de Florença – deixou 77 pessoas mortas. O jornalista Alfredo Valadez Rodríguez documentou este episódio no livro homônimo, publicado pela Ediciones Proceso em 2021.

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