Morena promove lei para punir extorsão com prisão perpétua

Os legisladores procuram uniformizar as sanções para um crime que cresce de forma alarmante, com penas que poderão ser históricas.

Iniciativa Legislativa de Combate à Extorsão com Máximo Rigor

O coordenador parlamentar do Morena na Câmara dos Deputados, Ricardo Monreal Ávila, declarou a elaboração da Lei Geral contra a Extorsão como uma prioridade legislativa urgente. Este impulso ocorre imediatamente após a publicação no Diário Oficial da Federação da reforma constitucional que confere ao Congresso da União o poder expresso de criar estes regulamentos. O quadro legal estabelece um prazo imperativo de 180 dias de calendário, que termina em abril de 2026, para a discussão, aprovação e implementação desta legislação especializada.

Durante uma conferência de imprensa, o legislador enfatizou que a extorsão emergiu como o ilícito com maior impacto social e económico durante este ano. Ele enfatizou que este é o único comportamento criminoso que mostra uma tendência ascendente sustentada nas estatísticas nacionais de incidência de crimes. Por isso, Monreal anunciou que proporá formalmente à Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados a agilização ao máximo das obras do projeto. O objetivo ambicioso é que o parecer possa ser discutido e, se for caso disso, aprovado pelo Plenário antes do final do atual período ordinário de sessões, em 15 de dezembro.

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“O prazo de 180 dias é o limite máximo, mas temos capacidade institucional para o fazer mais cedo. Além disso, apelo a que o processo seja acelerado de forma contundente, dada a grave situação actual. Sendo este o crime que mais impactou os cidadãos este ano e a única conduta ilícita que regista um crescimento alarmante, considero que merece a atenção e celeridade absoluta dos legisladores. Consequentemente, vou manter conversas com os meus colegas da Comissão de Justiça para avaliar a viabilidade de ter uma substância inovadora, ou mesmo aprovação, antes do final deste período de sessões”, explicou o dirigente morenista.

Homologação de Penalidades e a Controvérsia da Cadeia de Vida

Um dos eixos centrais do interrogatório após a sua declaração girou em torno da unificação das sanções penais para este crime a nível nacional e da possível inclusão da prisão perpétua para os casos mais graves. Atualmente, existe uma disparidade jurídica significativa nas consequências penais deste crime, o que cria uma assimetria na aplicação da justiça dependendo do ente federal onde o crime é cometido.

Para ilustrar esta inconsistência, são apresentados dois casos paradigmáticos: na Cidade do México, o código penal local prevê uma pena máxima de até 15 anos de prisão para o crime de extorsão. Em marcante contraste, no Estado do México, a legislação estadual permite a imposição de prisão perpétua para a prática exatamente do mesmo tipo de crime. Esta divergência não afeta apenas o princípio da segurança jurídica, mas também pode influenciar a estratégia de grupos criminosos, que poderiam optar por operar em jurisdições com sanções mais brandas.

A futura Lei Geral procura justamente corrigir estas disparidades, estabelecendo critérios uniformes e sanções proporcionais que se apliquem em todo o território nacional. A inclusão da pena máxima de prisão perpétua destina-se aos cenários mais graves, como a extorsão praticada por organizações criminosas, aquela que envolve funcionários públicos, ou aquela que tem consequências particularmente devastadoras para as vítimas, como a perda dos seus bens ou a deterioração da sua integridade psicológica. Esta abordagem visa não apenas punir severamente o crime, mas também agir como um dissuasor de alto impacto.

A criação de legislação geral sobre esta matéria representa um passo crucial na harmonização legislativa e no fortalecimento do Estado de direito. Ao centralizar e unificar os critérios, o trabalho das autoridades ministeriais e judiciais é facilitado, as lacunas legais que podem ser exploradas pelo crime são eliminadas e as vítimas recebem um quadro de proteção mais robusto e previsível. O sucesso desta iniciativa dependerá da capacidade dos legisladores em construir consensos que permitam uma lei que seja ao mesmo tempo rigorosa, justa e aplicável, estabelecendo um precedente fundamental na luta contra um dos flagelos que mais corrói a segurança e a confiança dos cidadãos nas instituições.

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Eles garantem 3.366 brinquedos que imitavam Lego em Querétaro

O IMPI garantiu mais de 3 mil conjuntos de brinquedos que imitam desenhos de Lego na Alfândega de Querétaro.

Operação contra a pirataria em Querétaro

O Instituto Mexicano de Propriedade Industrial (IMPI) garantiu 3.366 conjuntos de brinquedos edificáveis de origem asiática na Alfândega de Querétaro. A autoridade considera que estes produtos alegadamente violam os direitos de propriedade industrial relacionados com os desenhos tridimensionais registados pela LEGO Holding A/S.

O processo decorreu no dia 21 de julho nas instalações auditadas da Terminal Logistics, S.A. de C.V., no município de Colón. Na primeira fiscalização, o pessoal do IMPI localizou 2 mil conjuntos com semelhanças com os protegidos. Foi ordenada a suspensão da sua livre circulação e a apreensão da mercadoria.

Numa segunda revisão, no mesmo dia, foram identificados outros 1.366 conjuntos com características semelhantes. No total, os 3.366 brinquedos permanecem protegidos no local enquanto o procedimento continua.

Vigilância nos pontos de entrada

O diretor-geral do IMPI, Vidal Llerenas, informou que essas ações fazem parte de medidas provisórias previstas na Lei Federal de Proteção à Propriedade Industrial. A agência mantém coordenação com o Ministério da Economia e outras autoridades para impedir a comercialização de produtos que violem esses direitos.

Esses tipos de operações buscam proteger a propriedade intelectual nos pontos de entrada no país. Nenhuma prisão foi relatada e nenhum processo criminal foi iniciado até o momento.

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Chihuahua detecta quatro casos de bicheira

Os pecuaristas enfrentam restrições de mobilidade e recebem apoio federal para conter a praga.

O Sindicato Regional da Pecuária de Chihuahua confirmou nesta sexta-feira quatro casos de bicheira no estado. Os surtos estão localizados nos municípios de Coronado, La Cruz, San Francisco del Oro e Parral.

Álvaro Bustillos, dirigente do sindicato, explicou que a única solução eficaz é libertar moscas férteis. Atualmente existem mais de 100 milhões de exemplares do Panamá prontos para distribuição.

“Chihuahua neste momento tem vários problemas; um é que aparece um caso positivo e quando aparecem casos positivos, a mobilidade naquela área é limitada; neste caso, como aconteceu com Parral, trazemos desafios entre estados para a mobilidade da pecuária”, disse Bustillos.

Para evitar a propagação, são aplicados protocolos semelhantes aos de exportação. O gado que entra em Chihuahua vindo de Coahuila e Durango deve estar livre do parasita e atender aos mesmos requisitos para enviá-lo aos Estados Unidos.

O dirigente da pecuária alertou que a situação não deve ser estigmatizada. O encerramento das fronteiras já afetou a economia do setor. “É uma prioridade que os pecuaristas possam comercializar o seu gado sem limitações nas áreas onde há casos”, disse ele.

Medidas de contenção

Desde que surgiu o primeiro caso em Parral, há duas semanas, brigadas do SENASICA e do Governo do Estado atuam no perímetro focal e perifocal. Num raio de 20 quilômetros, são realizados banhos antilarvicidas sem custo para os produtores.

O Governo do Estado disponibilizou kits de cuidados para evitar a propagação da bicheira. O primeiro caso foi detectado em 14 de julho em Hidalgo del Parral.

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Corte no orçamento devido a preocupações com a saúde agroalimentar após falso positivo nos EUA

Setor agroalimentar pede mais orçamento para a saúde após falso positivo nos EUA.

O falso positivo para Cyclospora na alface mexicana, relatado pela FDA e posteriormente negado, reavivou o debate sobre os recursos destinados à saúde agroalimentar no México.

O orçamento do Serviço Nacional de Saúde, Segurança e Qualidade Agroalimentar (Senasica) passou de 6.884 milhões de pesos em 2018 para 5.086 milhões em 2026. Isto representa uma redução de 26,1%, sem considerar a inflação. O setor alerta que esta tendência compromete a capacidade de resposta aos alertas de saúde.

Há uma semana, o FDA sinalizou a alface picada da Taco Bell, produzida pela Taylor Fresh Foods em Guanajuato, por supostamente conter Cyclospora. Horas depois, ele retirou: a amostra deu um falso positivo. As exportações mexicanas de alface – 97% das 153 mil toneladas anuais vão para os EUA – vêm principalmente de Guanajuato, Zacatecas, Puebla, Aguascalientes e Sonora.

Autoridades do Ministério da Saúde e de Senasica analisaram 14 amostras de alface e água e descartaram a presença do parasita.

O Grupo de Consultoria ao Mercado Agrícola (GCMA) descreveu a situação como preocupante:

“Enquanto os riscos para a saúde, o intercâmbio comercial e as exigências internacionais aumentam, os recursos atribuídos a Senasica foram reduzidos.”

Acrescentou que a saúde e a segurança devem ser tratadas como questões de segurança nacional e não sujeitas a orçamentos insuficientes.

Jorge Esteve, presidente do Conselho Nacional da Agricultura, destacou que nos últimos dez anos o orçamento da saúde foi reduzido em mais de 50%, enquanto a produção agrícola e pecuária cresceu. “Você não pode fornecer vigilância completa”, afirmou.

O setor exige que os alertas sanitários sejam tratados com rigor e proporcionalidade para evitar danos aos produtores. A coordenação bilateral baseada em evidências científicas permitiu esclarecer este caso, mas a falta de recursos continua a ser um risco latente.

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